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Rio de Janeiro, 29.08.10 |

Mais um crônica sobre o tempo

Todos dizem que o tempo é bom ou que o tempo é mau. Todos dizem que o tempo é amigo ou inimigo. Todos dizem que correm atrás do tempo ou fogem dele... Enfim, todos dizem as mesmas coisas o tempo todo. Opa! Um trocadilho. O tempo do tempo. Contratempos...

Mas o que muitas vezes esquecemos é que o tempo está guardado. Sim, guardado em uma gaveta, em um armário qualquer ou simplesmente jogado sobre uma escrivaninha. Volto ao tema de uma das minhas primeiras crônicas... Quando resolvemos escutar aquela música que nos marcou a adolescência (e hoje é considerada brega). Quando em um dia chuvoso (dia com chuva sempre é bom) ficamos em casa e assistimos ao filme tantas vezes repetido, mas que suscita boas lembranças. Quando arrumamos as coisas e encontramos o velho álbum (esquecido num canto, empoeirado) e nos deparamos com outros tempos. Todos ali, parados, imóveis... As danças, os risos, as fotos... E, como dizia uma canção da época, os discos, as danças, os riscos, a juventude.

Trabalhar com as palavras é, de uma certa maneira, guardar o tempo e as horas. Tempo que se foi. Tempo que ficará. Trabalhar com palavras é um registro de uma época, de gostos, de histórias e da História. Trabalhar com palavras é, sobretudo, o momento mágico em que somos um pouco donos do tempo.

Aos poucos, em fragmentos, pedaço por pedaço. Inteiro. Seja como for, o tempo é sempre o tempo e suscitará poesia e conto e crônicas bobas como essa. Um bocado de prosa que tenta enganar as horas e escrever a vida.

Todos dizem que o tempo é bom ou que o tempo é mau. Todos dizem que o tempo é amigo ou inimigo. Todos dizem que correm atrás do tempo ou fogem dele... Enfim, todos dizem as mesmas coisas o tempo todo. Opa! Um trocadilho. O tempo do tempo. Contratempos...

Mas o que muitas vezes esquecemos é que o tempo está guardado. Sim, guardado em uma gaveta, em um armário qualquer ou simplesmente jogado sobre uma escrivaninha. Volto ao tema de uma das minhas primeiras crônicas... Quando resolvemos escutar aquela música que nos marcou a adolescência (e hoje é considerada brega). Quando em um dia chuvoso (dia com chuva sempre é bom) ficamos em casa e assistimos ao filme tantas vezes repetido, mas que suscita boas lembranças. Quando arrumamos as coisas e encontramos o velho álbum (esquecido num canto, empoeirado) e nos deparamos com outros tempos. Todos ali, parados, imóveis... As danças, os risos, as fotos... E, como dizia uma canção da época, os discos, as danças, os riscos, a juventude.

Trabalhar com as palavras é, de uma certa maneira, guardar o tempo e as horas. Tempo que se foi. Tempo que ficará. Trabalhar com palavras é um registro de uma época, de gostos, de histórias e da História. Trabalhar com palavras é, sobretudo, o momento mágico em que somos um pouco donos do tempo.

Aos poucos, em fragmentos, pedaço por pedaço. Inteiro. Seja como for, o tempo é sempre o tempo e suscitará poesia e conto e crônicas bobas como essa. Um bocado de prosa que tenta enganar as horas e escrever a vida.

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SOBRE O AUTOR: *CAMPISTA CABRAL é poeta, cronista e contista. Escreve desde que se entende por gente. Escrever é uma necessidade e observar o absurdo do mundo através das palavras um destino, um caminho escolhido com consciência. Campista também é professor de Língua portuguesa e Literatura e, por conta da profissão e da paixão, está sempre imerso em palavras. Possui textos publicados nos sites Recanto das Letras e Escritartes. Contato: gegecabral23@hotmail.com ]]
 


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