Crônicas

A Capital Federal

Campista Cabral
Escrito por Campista Cabral

Há um cheiro podre em Brasília. Há lama, lixo, carniça, vermes, detritos e tudo o que há de pior, personificado ou concretizado, metaforizado e escrito, revisto e analisado.

Há lixo de muito tempo em Brasília.

Mas não só em Brasília.

Falo especificamente de Brasília porque a fatídica capital federal carrega em si a imagem emblemática do poder e da canalhice dos politicocalhordas!

O lixo e o cheiro de podre está em toda a Terra Brasilis!

A Terra Brasilis fede!

Mas Brasília fede mais!

Porque Brasília representa o caos!

Brasília mostra o caos!

Brasília é o caos!

O nosso caos cotidiano de politicocalhordas tecendo canalhices!

Os que lá estão, em sua maioria, não têm condição de representar a si mesmos, quanto mais um país inteiro! No entanto, votam e decidem o futuro de milhares e o destino de uma nação!

Previdência, teto de gastos e as possíveis novas regras da eleição!

E a sujeira fica mais visível com a famigerada delação!

E a sujeira espalhada cria um cheiro de podre que não passa, ao contrário, se alastra, empesteia pessoas e lugares!

Brasília fede! E fede o palácio do planalto! Assim como fedem o congresso e o senado! E fedem os ternos de deputados e senadores! E fedem a mecanografia, o cafezinho, o carro oficial. Fedem os cartazes e as placas indicativas. Fede o corredor. Fede a rampa de acesso! A bandeira no mastro, envergonhada de lá estar, fede muito! Os dizeres de ordem e progresso fedem!

Brasília, para mim, é sinônimo de lugar ruim, lugar nenhum, terra de ninguém… Nunca devia ter sido construída! Não precisávamos de uma nova capital. Bastava a que tínhamos. E ela estava mais perto! E custou muito menos!

Brasília custou e custa todos os dias o trabalho de cada um!

Brasília custou e custa a vida e o sangue e o tempo…

Brasília custou e custa milhões de reais a cada segundo…

As largas avenidas de Brasília fedem! E o cheiro de podre se estende à praça dos três poderes!

Brasília é um caso perdido!

A Terra Brasilis é um caso perdido?

Enquanto nada é feito, o cronista escreve e sente o cheiro de podre!

As ruas, o que têm a dizer?

 

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Sobre o Autor

Campista Cabral

Campista Cabral

Escritor, poeta e cineasta amador. Publicou quatro livros. O REI, O POETA, A MULHER E O MAR (contos), TERRA BRASILIS (crônicas), PARA ENTENDER UMA NOVA EDUCAÇÃO (livro voltado para os problemas da educação no século XXI) e FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS INOVADORAS (livro sobre novas práticas docentes no ensino superior). Realiza anualmente o FESTIVAL DE CINEMA DE TERESÓPOLIS e, dentre alguns trabalhos na área, destaque para o filme NOITES COM SOL (2011) e os documentários PALAVRAS (2008), CAMINHOS EUCLIDIANOS (2012) e O QUE É FELICIDADE? (2013). Escreve regularmente para o Escritartes (www.escritartes.com) e Recanto das Letras (www.recantodasletras.com)

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