Crônicas

As 10 mais de Chico Buarque!

Humberto de Almeida
Escrito por Humberto de Almeida

No meu canto, isto é, na minha ilha cercada de livros, discos e filmes por todos os lados, proponho-me um desafio: escolher as 10 melhores composições do genial Chico Buarque, entre as muitas que ele escreveu, só ou em boa companhia. Tudo bem. Sei que muitos críticos de música e artes outras também já fizeram as deles, digo, suas seleções. Se é fácil? Respondo: não.

Considerando a sua – do Chico – criação de tantas coisas boas, entre essas muitas ótimas e outras excelentes, não pensem que foi fácil. Também não estranhem o fato de escrever “coisas” mais uma vez neste espaço. Dessa vez, propositadamente, foi para homenagear o Maestro Moacir Santos, esse que tantas coisas boas nos deixou. Tão lembrados? Vou lembrar: esse é nome (“Coisas) do seu – dele – álbum de estreia lançado em 1965, ano em que estava ainda deixando os cueiros.

Porém, como assim comecei dizendo, escolher entre tantas coisas boas apenas 10, vou acabar errando na dose e no amor, e assim virando notícia de jornal. Selecionar apenas 10 composição desse que é considerado o nosso maior compositor vivo, a única “unanimidade nacional”, como dissera um dia o Nelson Rodrigues, é isso mesmo com PH de Pharmacia.

Talvez fosse mais fácil selecionar as 10 piores composições de Chico. O meu amigo/irmão e vice e versos, Dapenha, por exemplo, disse que não existe nada pior do que ouvir aquele “pedaço de mim” de Chico Buarque. Vou repetir: na opinião dele. “Oh, pedaço de mim / Oh, metade afastada de mim / Leva o teu olhar / Que a saudade é o pior…” Um saco! É a sua reação. Mas se fosse esse Malabarista de Palavras escolher uma das piores coisas de Chico, também não pensaria duas vezes: a morena de angola que leva o chocalho amarrada na canela! Nem a Clara Nunes conseguiu me convencer!

Voltando à seleção das 10 melhores de Chico, sem pensar nem tentar resumir nessas 10 os seus quase 100 álbuns, fiz a minha seleção. Agora, se você é fã ou apenas ouvinte desse Carioca, sei que não achará muita diferença entre as selecionadas por este sujeito que gosta muito das coisas que ele faz, escrevendo e cantando e seguido por canções, e a seleção dos nossos profissionais da crítica musical. A sua – dele, do Chico – Construção, por exemplo, não fica nem deveria ficar fora de nenhuma seleção, fosse essa dirigida pelo Tite ou por um Dunga que nesse campo será eternamente um anão.

As minhas 10 do Chico.

  1. a) Construção
  2. b) Eu te amo
  3. c) Roda Viva
  4. d) Teresinha
  5. e) Vai passar
  6. f) Quem te viu, quem te vê
  7. g) Ela desatinou
  8. h) Olho nos olhos
  9. i) Cotidiano
  10. j) Partido Alto

Sentiram? Muito difícil. Mesmo assim, sabendo dessa dificuldade, achei por bem, agora fora da minha ilha, essa que vocês já conhecem, convidar um colega de trabalho, poeta, escritor e dramaturgo José Mota Victor para fazer a sua – dele – seleção. Por que foi ele o escolhido? Simples: ele é um dos maiores colecionadores/conhecedores da obra do Chico Buarque.

Mota, como assim é conhecido e chamado por muitos, costuma dizer – e provar – que tem “quase” tudo de Chico Buarque. E se digo esse “quase” aí, é porque se algum sobre Chico aparecer, como sói acontecer, se for a leilão o lance maior será o dele. Ele não só escuta Chico. Estuda Chico e muito.

Por tudo isso e mais algumas coisas, essas que um dia hei de contar neste espaço carioca, pedi a sua seleção, e ela veio. Atentem, porém, para um fato: nas suas 10 melhores composições de Chico Buarque, quase metade não se encontra nas seleções dos críticos que fizeram as deles.

  1. a) Roda viva
  2. b) Apesar de você
  3. c) O que será?
  4. d) Construção
  5. e) Pedaço de mim
  6. f) Cálice
  7. g) Gení e o Zeppelin
  8. h) Futuros amantes
  9. i) Eu te amo
  10. j) Todo sentimento

Em tempo: Escolha as suas 10. Ainda não se paga nada. Chico libera os direitos autorais.

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Sobre o Autor

Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Jornalista e escritor paraibano. Somente um pouquinho mais tarde viria o 1berto de Almeida – nasceu, cresceu, viveu e, mesmo não morando mais em Jaguaribe, nele ainda vive.

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