Crônicas Música

As mais chatas do rock (as piores dos melhores)

Sérgio Sayeg
Escrito por Sérgio Sayeg

Desde que Elvis Presley, depois de emplacar Blue Suede Shoes, gravou Love me Tender, o rock segue indefinido: um pé no ritmo alucinante imprimido pelas guitarras e outro no romantismo melódico vaporoso. Acende uma vela a Demo e outra a Cupido. Até mesmo bandas hardcore, em momentos de fraqueza, sucumbem ao acalento do amor. Se, em alguns casos, essa convivência foi assimilada sem traumas, em outros descambou para o reles pieguismo, resvalando na breguice.

Mas não foi só esse viés sentimentalóide que empanou o brilho do gênero musical mais importante dos últimos 100 anos. O bom e velho rock’n’roll tinha compromisso com a qualidade, o virtuosismo, a inovação, a rebeldia.

Isso não evitou que até mesmo os monstros sagrados do rock fossem acometidos por momentos de pouca inspiração. Essa lista, bem pessoal, pinça alguns desses vexatórios registros.

20º) U2 – SWEETEST THING
O U2 é daqueles grupos cheios de atitude e ativismo político cujas canções só fazem sentido se carregarem algum significado para o bem da comunidade. Em Sweetest Thing, vemos Bono engajado numa causa crucial para a sobrevivência do planeta: um pedido de desculpas à parceira por ter esquecido o aniversário dela. Que tragédia para as crianças famintas da África! A fim de não deixar dúvidas sobre a sinceridade do nobre gesto de reconciliação, ainda fez um clipe milionário, em que um acanhado rapaz apaixonado (não por coincidência, Bono em pessoa) entrega humildemente flores à amada durante um passeio de carruagem. Uma superprodução com direito a bombeiros, violinos e até elefantes para dar ainda mais força ao desesperado pedido de perdão: “I’m losin’ you, I’m losin’ you” suplicou. Haja arrependimento! Talvez devesse ter pedido desculpas aos fãs.

19º ) QUEEN – LOVE OF MY LIFE
O simpático Queen, apesar de suas evidentes qualidades, nunca conseguiu atingir o nível de excelência que seu estrondoso sucesso fez crer. Mas teve momentos memoráveis como em Crazy Little Thing I Love (em que Freddie Mercury homenageia Elvis), no hipnótico solo de guitarra de Brian May em We Will Rock ou no dueto com David Bowie em Under Pressure. Mas para os brasileiros, o que mais marcou do Queen foi sua performance no Rock in Rio em que 250 mil pessoas abandonaram sua postura rebelde (fãs do Queen são rebeldes?) para, tal como um bando de colegiais obedientes guiados pelo professoral Mercury, entoarem em uníssono: “Love of my life, can’t you see? Bring it back, bring it back, don’t take it away from me, because you don’t know what it means to me”. Tudo bem… O Queen fez coisas piores como I Want to Break Free em cujo clip se trajaram como donas de casa.

18º ) ALICE COOPER – YOU AND ME
Alice Cooper foi um dos principais astros do rock no final dos anos 60 e começo dos 70, com grandes álbuns (School´s Out, Killer, Billion Dollar Babies). Mas, durante a fase de declínio que se seguiu e vitimou os maiores expoentes do gênero, tentou diversificar seu repertório para atender às novas demandas do mercado. Durante essa fase apelativa, compôs essa chatinha, You and Me, cuja temática e estética açucaradas tornaram-no irreconhecível para seus antigos fãs: “Nós dividimos a cama, um pouco de pipoca e a TV… E eu te digo, baby: isso é o suficiente pra mim“. Muito pouco, para quem 10 anos antes postulava escolas explodidas aos pedaços.

17º ) PETER FRAMPTON – BABY, I LOVE YOU WAY
Não se deixe enganar pela aparência: esse rapazote franzino e boa pinta é um tremendo guitarrista e tem pedigree: proveio da histórica banda Humble Pie que agitou a cena roqueira nos anos 70. É dele o vinil ao vivo mais vendido da história do rock, Frampton Comes Alive. Ao que me consta, poucos álbuns duplos ao vivo fizeram tamanho sucesso (talvez The Song Remains the Same do Led e Supertramp Paris). Nesse álbum antológico, Frampton “conversa” com a guitarra na faixa Do You Feel Like We Do de 14 minutos, sob o delírio da plateia hipnotizada. Infelizmente, o disco trouxe como efeito colateral uma baladinha grudenta, Baby I Love You Way que virou hit e até hoje desfila na programação das FMs.

16º ) MICK JAGGER & DAVID BOWIE – DANCING IN THE STREET
O carismático vocalista dos Rolling Stones e o camaleão do rock contribuíram tanto para o deleite do nosso sistema auditivo que até podemos fazer vistas grossas para a inconsequente brincadeira de gravar essa canção bobinha do trio feminino Martha and the Vandellas dos anos 60. É verdade que não havia maiores intenções artísticas na iniciativa, apenas cumprir a agenda de uma gravação e um vídeo promocional, rodado a toque de caixa, cujos lucros seriam revertidos para o projeto Live Aid de combate à fome. O single chegou a liderar a parada no Reino Unido, deu bons lucros e cumpriu sua função humanitária. Ponto final! Ainda que reunindo dois ícones do rock, caiu no merecido esquecimento como se jamais houvesse existido.

15º ) LOU REED & METALLICA – THE VIEW
A iniciativa de promover a parceria inusitada do lendário líder do Velvet Underground com a mais cultuada banda pauleira do planeta até que pareceu promissora. Deveria ser um encontro explosivo, mas teve o efeito de uma biribinha de São João. A faixa The View foi lançada também em single que, em tese, deveria puxar as vendas do álbum duplo Lulu que ficaram só na saudade. Os seguidores do músico underground reagiram com curiosidade a mais essa empreitada insólita do artista. Movimento diferente aos ortodoxos fãs do Metallica que não conseguiam entender o quanto de decibéis, aquele tiozinho apreciador de literatura underground poderia acrescentar às investidas demolidoras da guitarra de James Hetfield.

14º ) SMASHING PUMPKINS – TONIGHT TONIGHT
Essa música puxou as milionárias vendas do mastodôntico álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness, um dos grandes clássicos do rock dos anos 90. Não chega a ser ruim, sobretudo se acompanhada do adorável vídeo de divulgação inspirado no clássico filme La Voyage dans la lune (Viagem à Lua) de Georges Mèllié. O problema é suportar o caricato vocalista Billy Corgan com roupa de gala, cartola e bengala, agonizando sofridos gemidos de “tunaaaaaite” que fazem pressupor estar sendo acometido por insuportáveis cólicas renais noturnas.

13º ) EMERSON, LAKE & PALMER – C’EST LA VIE
O trio ELP ficou conhecido por suas virtuosas peças refinadas e flertes com a música erudita como na adaptação para o rock da peça Pictures at an Exhibition de Mussorgsky que faziam delirar os apreciadores da vertente progressiva do rock. Os puristas torciam o nariz, tachando-os de pretensiosos e traidores do espírito despojado do rock’n’roll. Polêmicas à parte, ficaram conhecidos do grande público por suas deliciosas baladas como Lucky Man, From the Beginning, Still You Turn me On. No pacote, uma chatinha, C’Est La Vie, creditada a Greg Lake do álbum duplo Works, em que cada um dos membros dá vazão individualmente a suas excentricidades. Consta que Emerson e Palmer não a suportavam, mas tiveram que se render aos melindres do guitarrista que num espaço de 4 minutos, repete 15 vezes a expressão “C’est La Vie”. E assim, ELP puderam colher os frutos do sucesso. C’Est La Vie…

12º ) ELVIS COSTELLO – SHE
A versão afrancesada de Charles Aznavour para She deveria ser tombada pela UNESCO como patrimônio da música ocidental. Assim como a Mona Lisa, jamais deveria se permitir que aventureiros retoquem o que já é perfeito. Mas os produtores americanos do filme Notting Hill (assim como os programadores da rádio Antena Um), são da opinião de que “pra quê insistir no original se podemos lançar um cover?” E resolveram que era mais apropriado dar à canção uma interpretação ‘moderninha’ para cativar novos ouvintes e combinar com o charme contemporâneo de Julia Roberts. O escolhido para essa inglória tarefa até que não foi dos piores: Elvis Costello que, com seu jeitão à Woody Allen, teve uma trajetória no mínimo curiosa: associado ao movimento punk/new wave , passou a flertar com outros gêneros e gravar com ícones da música (como o maestro Burt Bacharach), vindo a se casar com a pianista Diana Krall. A despeito de tais qualificações, a versão de Aznavour permanece imbatível.

11º ) BRYAN FERRY – SLAVE TO LOVE
Quem o conheceu a partir de sua fase baladeira, mal poderia imaginar que Bryan Ferry fora o vocalista de uma das bandas mais inovadoras e criativas do glam rock, o Roxy Music. Esse grupo revelou também outras feras como o tecladista de vanguarda Brian Eno (que viria a se tornar referência da ambient music e produtor de discos do U2 e do David Bowie) e o guitarrista Phil Manzanera. Ferry aos poucos se desgarrou dessa influência roqueira vanguardista para se firmar como o cantor preferido de mauricinhos românticos. A piegas Slave to Love que embala as cenas tórridas de amor entre Kim Bassinger e Mickey Rourke em 9 ½ Semanas de Amor coroou a nova fase comercial do cantor.

10º ) GENESIS – I CAN´T DANCE
Quem assistiu ao filme Psicopata Americano, deve se recordar dos músicos de segunda linha apreciados pelo yuppie interpretado por Christian Bale: Huey Lewis, Katrina & Waves, Whitney Houston, Robert Palmer e… Genesis era Phil Collins. Nada mais coerente. O Genesis sob a ascendência de Collins, apesar do sucesso, nunca foi tão bom quanto o do período Peter Gabriel. A música I Can´t Dance é uma das mais azucrinantes dessa fase menor. Especialmente no refrão “I can´t dance, I can’t talk…” (acentuando estridentemente o “I”). O clipe em que os 3 Genesis (Phil, Banks e Rutterford) caminham sincronicamente como 3 patetas também não ajuda. Sempre achei essa música uma das intragáveis do Genesis, até que descobri uma ainda pior: Ilegal Allien. É tão ruim que nem vale a pena descrever.

9º ) ROD STEWART – DA YA THINK I’M SEXY?
Rod Stewart é outro artista que abriu mão de suas raízes rock-blueseiras provindas de sua participação nos lendários Jeff Beck Group e The Faces, para se adequar às tais ‘tendências de mercado’. Nos anos 2000, desembestou de vez, resolvendo assumir o papel de crooner de standards do cancioneiro americano passando a ser apreciado pelas madames fãs de André Rieu e Michael Bubblé. No álbum Blondes Have More Fun adotara a linha ‘disco’, como nessa insuportável Da Ya Think I’m Sexy. Para completar o embuste, o refrão ainda foi descaradamente chupado de Taj Mahal de Jorge Benjor, aquela do “tê tê, têtêretê, tê tê, têtêretê, tê tê, têtêretê, tê tê”. Ante a evidência irrefutável, Rod admitiu a farsa (“plágio inconsciente”, justificou) e para evitar desgastantes embates judiciais, acabou por ceder os direitos da música à UNICEF. Azar de Benjor (que ficou de bolso vazio) e alegria da molecada carente: essa canção foi o maior êxito comercial do astro pop até hoje.

8º ) CLASH – SHOULD I STAY OR SHOULD I GO
É lastimável constatar que grande parte dos admiradores do Clash, conheceu a banda através desse inconsequente rockinho nada-a-ver. Pela temática vazia e pela estética simplória, uma bola fora na trajetória do mais importante grupo de punk rock do planeta. Em meio a suas inflamadas canções de protesto, com letras politizadas de álbuns revolucionários como London Calling, Sandinista! e Combat Rock, a tal música aborda uma questão de transcendental importância para o futuro da humanidade: “Querida, você tem que me dizer. Devo ficar ou devo ir agora? Se eu for, haverá problemas. E se eu ficar, haverá o dobro. Então você tem que me dizer. Devo ficar ou devo ir?” Enquanto não chega a uma resposta a essa questão retumbante, mude para a faixa Rock the Casbah…

7º ) AEROSMITH – I DON’T WANT MISS A THING
O Aerosmith tem tantas músicas melosas que poderia ser considerado o Roupa Nova do rock. Uma digna representante é I Don´t Want Miss a Thing, da trilha do filme Armageddon (protagonizado, aliás, por Liv Tyler filha do vocalista Steve Tyler) e é quase tão catastrófica quanto o asteróide que, na película, ameaça a vida na Terra. O grupo americano, um dos dinossauros do hard rock setentista, havia caído no semi-ostracismo. Mas graças a uma virada em seu estilo musical, ressuscitou das cinzas e estourou nas paradas, acumulando a bagatela de 80 milhões (alguns falam em 150 milhões) de cópias vendidas. Tornou-se a banda americana que mais vendeu (com exceção talvez dos Eagles). Com seu repertório edulcorado, os sessentões recauchutados, passaram a concorrer com as boy bands em tirar suspiros e lágrimas da mulherada. Por razões diferentes, seus antigos fãs caem em lágrimas ao vê-los interpretando Crazy, Cryin’, Amazing, Angel.

6º ) BLACK SABBATH – CHANGES
Deveria haver uma carta de intenções, segundo a qual todo artista que abraça o rock, deve-lhe devoção eterna. Infelizmente, muitos metaleiros enamorados, rompem esse contrato abrindo mão da reputação, construída com muitos solos de guitarra, para derreterem-se em tolos choramingos de exaltação à amada. Exemplos não faltam: Kiss (Forever), Whitesnake (Is This Love?), Skid Row (I Remember You), Nazareth (Love Hurts), Bon Jovi (Always), Extreme (More Than Words). Até Ozzy Osbourne, vocalista da primeira formação do Black Sabbath, a banda precursora do heavy metal, abdicou de seu som soturno, declamando pateticamente “I’m going through changes” (“Estou passando por mudanças”). Está mesmo… Mas convenhamos: não fosse por Changes, os ouvintes de FM continuariam conhecendo Ozzy Osbourne como um maluco que devora morcegos no palco.

5º ) LED ZEPPELIN – ALL MY LOVE
Nem mesmo os deuses estão imunes a defeitos. Led Zeppelin, o maior conjunto hard rock da história construiu uma trajetória impecável. Gravou 6 excelentes discos de estúdio: Led I, Led II, Led III, Led IV, Houses of the Holy e o duplo Physical Graffiti. Tivesse encerrado sua carreira nesse ponto, teria atingido a divindade. Mas quis o destino que o Led permanecesse no insensato mundo dos mortais. Gravou mais dois álbuns, o morno Presence e o fraco In Through of the Outdoor. A baladinha comercial All my Love desse último é uma prova da exaustão. Consta que até mesmo o guitarrista Jimmy Page execrava a música (de Robert Plant e John Paul Jones). O fato de ter sido composta em homenagem ao falecido filho de Plant não abona o escorregão.

4º ) BEATLES – HELLO GOODBYE
Até tu, Beatles! A despeito de disporem do mais rico arsenal de obras primas da música pop, o quarteto de Liverpool deu sim algumas pisadas na bola. Hello Goodbye lidera a lista com pérolas como: “Você diz adeus, e eu digo olá, não sei por que você diz adeus, eu digo olá”. Outras a serem descartadas: Good Morning, Love me Do, Drive my Car e a inextricável Revolution 9 com seus 8 minutos de barulheira e gemidos. Fica o consolo de que, separados da gloriosa parceria por suas respectivas mulheres, Lennon e McCartney, em suas carreiras solo, fizeram coisas ainda mais lastimáveis. John trocou os manifestos libertários por xaroposas juras de amor em Woman, Starting Over e Jealous Guy em que revela que o revolucionário de Working Class Hero, na presença de Yoko, torna-se apenas um rapazote ciumento. Para não ficar atrás, Paul McCartney homenageou sua esposa Linda com a detestável My Love, aquela que tem aquele refrãozinho chinfrim “My Love does it good, whoa whoa whoa whoa”.

3º ) GUNS N´ROSES – NOVEMBER RAIN
Só uma coisa supera a grandiloquência estéril de mais de 8 minutos de November Rain: seu clipe de 1,5 milhão de dólares. A música composta por Axl Rose é amparada pelo vídeo onde o vocalista desfila sua falta de modéstia sob um som orquestral. Nem o caprichado solo de guitarra de Slash de mais de um minuto consegue minorar a tragédia. O músico, aliás, parece não compartilhar de pompa tendo confessado não entender muito o que significava aquela ostentação faraônica. O pior é que toda a parafernália preparada para comemorar o casamento de Axl foi inútil: o enlace durou menos de um ano. Mas os fãs do GNR podem suspirar tranquilos pois “nada dura para sempre nem mesmo a fria chuva de novembro”.

2º ) RED HOT CHILI PEPPERS – GIVE IT AWAY
Os fãs dos RHCP que me perdoem, mas, apesar de seus bons (e poucos) momentos como em Californication (mais melódico, sob a crescente presença do guitarrista John Frusciante) que foge um pouco do irritante padrão rap-funk-hardcore característico dos álbuns anteriores, o grupo americano é muito maçante. Com muito favor, figura nessa lista por ter alcançado certa evidência no cenário pop. Essa música, Give it Away, uma das mais conhecidas da banda, é de uma chatice ímpar. Haja paciência para aguentar as dezenas de repetições estridentes da estrofe: “girrrrway girrrrway girrrway now, girrrrway girrrrway girrrway now, girrrrway girrrrway girrrway now” Grrrr!

1º ) POLICE – DE DO DO DO, DE DA DA DA
Campeã das campeãs de chatice, essa canção do Police é mesmo um caso de Polícia. É tão idiota quanto seu título faz crer. Apesar disso (ou talvez por isso mesmo), tocou exaustivamente nas rádios na época em que foi lançada. Fico imaginando, o que os excelentes Sting, Andy Summers e Stewart Copeland, que construíram carreiras musicais sólidas e respeitáveis, devem pensar hoje, escutando essa bobagem de adolescente que integra o disco Zenyatta Mondatta. Dizem que nem era para entrar no álbum que, sem ela, teria sido melhor. Foi lançada também como lado B de um single nos EUA e na Europa sendo que o lado A era da excelente Don´t Stand So Close to Me, mas acabou se sobressaindo à principal, puxando as vendas do single e alavancando as vendas do LP (no qual nem era para estar). Sting ainda tentou sair pela tangente, dizendo que essa música é uma reverência às coisas “simples” da vida. Bota “simplicidade” nisso.

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Sobre o Autor

Sérgio Sayeg

Sérgio Sayeg

Brasileiro, 64, economista formado pela USP, ex-professor universitário, ex-proprietário de loja de discos raros e escritor. Escreveu o livro de Crônicas O QUE DE MIM SOU EU pela editora Scortecci em 2012. Páginas no facebook: O QUE DE MIM SOU EU em que publica crônicas; CONTRO-VERSOS com mini poesias provocativas; OBRAS PRIMAS DA MÚSICA BRASILEIRA NÃO DEVIDAMENTE RECONHECIDAS com matérias sobre álbuns de MPB que não tiveram a merecida repercussão na mídia.

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