Crônicas

CESSEM AS FLECHAS, DODGE VEM AÍ!

Foto: Portal CTB
Enio Ricanelo
Escrito por Enio Ricanelo

Com a saída de Rodrigo Janot da PGR, neste domingo 17, o clima de apreensão e incertezas tomam conta do rumo das investigações sobre a lava-jato. A nova procuradora geral, Raquel Dodge, foi especialmente escolhida pelo presidente Michel Temer para assumir a procuradoria geral da república, em um ato explícito para se favorecer no jogo jurídico.

Vendo que o castelo de cartas das operações poderá ter um final trágico com a vinda da nova procuradora, Janot, gastou as últimas recargas para mirar o presidente, que nessa oportunidade, indiciou o maior mandatário do país por formação de quadrilha, juntamente com membros da alta cúpula do PMDB.

Com a nova denúncia o planalto entra em risco, como nunca antes. Os representantes do PSDB, antigo apoio do governo, devem se “bandear” para a contramão do presidente, devido ao corte de privilégios. O “centrão” que salvou o pescoço de Temer na última denúncia, cobra cargos, emendas e toda pompa e circunstâncias para apoiar o governo.

Lembrando que a derradeira ação do espetáculo Rodrigo vs. Temer, é a chance real da câmara dos deputados honrarem a “nobreza” das instituições nacionais, já que dessa vez, a denúncia vem avalizada pelo STF, como pedido pelo ministro Edson Fachin. Ou seja, o texto que irá para a votação dos deputados, será aprovado pela maior corte nacional, coisa que deverá acontecer na próxima semana.

A diferença entre essa ação movida pela PGR com a primeira, expedida por Janot, é mínima. Porém, essas pequenas alterações fazem toda a diferença no rumo das conversas, ora que Geddel foi pego com caixas de dinheiro público em seu apartamento, com fortes indícios de que o montante não era apenas dele, mas também de outros membros do PMDB.

Insomma, todo esse jogo político vem em boa hora. O povo permanece ligado, engavetar prova viva contra Temer é livrar a cara do presidente, já que não será mais julgado pelos crimes cometido, como visto em inúmeras provas.

Válido pensar que, nas mesas redondas, os representantes do poder, olham para os próprios umbigos, selando com o governo um casamento, mas levando a amante para a lua de mel.

As consequências de um governo corrupto, é uma nação cada vez mais esquecida. Temos como prova de todo esse processo que, a corrupção no Brasil não escolhe partido, tampouco ideologia, mas sim, o picareta que melhor ilude a população.

Por Enio Ricanelo, colunista, para o Crônicas Cariocas.

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Sobre o Autor

Enio Ricanelo

Enio Ricanelo

Tem 18 anos, solteiro, mora na cidade de Atibaia, São Paulo. É estudante de Jornalismo na FAAT Faculdades. Locutor esportivo, repórter e fundador do portal In Foca. Correspondente do L’Eco di Bérgamo e Assessor da Prefeitura de Bom Jesus dos Perdões.

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