Crônicas

CURA GAY: A HISTÓRIA DO PAÍS EM COLAPSO

Enio Ricanelo
Escrito por Enio Ricanelo

Dentre as semanas de discussões dos diretos reservados aos parlamentares, a pauta da chamada “cura gay” renasce, contrariando indicações da OMS (Organização Mundial de Saúde) que classifica o tratamento de “reversão sexual” como desumano, algo que realmente é.  Mas tudo é uma questão de lógica “espelho”. Colocamos nossas expectativas e frustações no “bode expiatório”, como os nazistas criaram contra os judeus na Alemanha da segunda guerra.

Segundo dados do IBGE o salário dos casais homossexuais superam em 241.200 mil reais a renda de um casal heterossexual. Só esse fato, isoladamente, explicaria certa perseguição contra pessoas relacionadas a essa classe. É uma maneira de realocar uma incompetência que indetermina a orientação sexual, mas é mais fácil criar uma realidade idealizada do que enfrentar a situação, o Brasil se constrói assim.

A ação movida pelo juiz Waldemar Claudio de Carvalho, que autoriza os psicólogos de fazerem estudos em seus pacientes, sem censura ou aviso prévio. A decisão do Dr. Waldemar, que juiz de direito, não psicólogo, tampouco um especialista no assunto, é condenada pelo Conselho Federal de Psicologia.

A decisão é desfundada e só agrava o processo de discussão da revisão dos poderes e sua fonte de autofiscalização, ora, como pode um juiz não leva em consideração um parecer técnico sobre o tema? É banalizar, de maneira taxativa, o processo de apuração e sabedoria dos profissionais da área. Além de não levar em conta o valor social de tudo isso.

Chegamos a beira do abismo, sem poder contar com a força do direito, como diria Chico Buarque,  “chamem o ladrão”.

Por Enio Ricanelo, colunista, para o Crônicas Cariocas.

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Sobre o Autor

Enio Ricanelo

Enio Ricanelo

Tem 18 anos, solteiro, mora na cidade de Atibaia, São Paulo. É estudante de Jornalismo na FAAT Faculdades. Locutor esportivo, repórter e fundador do portal In Foca. Correspondente do L’Eco di Bérgamo e Assessor da Prefeitura de Bom Jesus dos Perdões.

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