Crônicas

Deputados agora desembarcam na companhia do Zé Povinho. Cadê a vacina?

Humberto de Almeida
Escrito por Humberto de Almeida

Tudo era muito natural para eles. Eu disse para “eles”, os nossos nobres e honrados deputados. Acabei de saber e conto pra vocês. O fato é que o dinheiro usado para mantê-los em segurança, longe daqueles – leia-se nós – que lhes pagam esse privilégio, uma “bagatela”, parece que vai faltar. Parece, ressalte-se, e, por isso mesmo, “apenas parecer”, dá um nojo danado.

A verdade é que os nobres deputados – podem puxar a descarga – e representantes nossos lá da turma dos Cunha e Calheiros estão putos. E sabem o porquê de eles estarem putos assim? Simples: por força da necessidade de utilização de nossa grana em falcatruas outras, assim desconfio, agora estarão dividindo o mesmo espaço dos salões de desembarque nos aeroportos com o Zé Povinho. Lascou ou não? Lascaram-se ou não?

Negócio seguinte: depois de votar neles e elegê-los, eleitos esses querem distância do Zé Povinho. Acreditem. Se eles pudessem, antes mesmo de sentarem as suas – deles, deles – bundas moles nas poltronas que esse mesmo Zé Povinho sentou ou sentar iria ou irá, mandariam dedetizá-las. São um ex-crotos, vocês sabem. E os que não são, pelo que estou vendo, envergonham-se de não sê-los (sic).

Muitos entre nós talvez nem soubessem por que nunca ninguém encontrava uma “excelência” dessas naquele sufoco, verdadeiro inferno de Dante e depois, ar condicionado somente para esses “imortais”, pois assim muitos se julgam um lugar onde sempre corremos o risco do furto de malas e furtos outros. Salão de desembarque – embarque também – é uma corrida em que não se escuta tiro de partida. Os nossos Deputados não, a gente paga para que eles nesse momento não se misturem com esse Zé Povinho eterno candidato a Dengue, Zika e Chikungunya A nossa honrada Câmara Federal, essa mesma presidida pelo “honrado” – ainda morrerei de tanto sorrir para acordar gargalhando – Eduardo Cunha, resolveu não mais pagar a bagatela de RS 250 mil por ano, para mantê-los – os deputados, não esquecer – em segurança. Um perigo feladaputa desembarcarem misturados ao Zé Povinho. Principalmente numa época sem eleição.

Sentiram? Isso mesmo: a honrada câmara do honrado Eduardo Cunha – sem risos, por favor – pagava a “bagatela” de R$ 250 mil por ano, para manter os seus pares – eles nunca foram impares – longe desse povinho que mete um medo danado neles. Agora, com o corte que veio tarde, mas nunca fora de hora, num momento em que o povo – também já entrou nessa – declara apenas o imposto porque a renda eles comeram toda, acredito que usarão de todos os disfarces para enganar o Zé Povinho.

Ah, mas não passarão impunes! O povo já conhece todas as suas – deles – fantasias. Inclusive a mais usada e muito conhecida nossa – deles, deles -, que é a de palhaço. Em síntese: como o deputado não vai ao povo, o povo vaia ele! Vamos preparar as nossas gargantas! Nem o barulho das turbinas dos aviões de carreira – ou não – será capaz de impedir que eles escutem a nossa vaia! Eles merecem!

Xô cambada!

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Sobre o Autor

Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Jornalista e escritor paraibano. Somente um pouquinho mais tarde viria o 1berto de Almeida – nasceu, cresceu, viveu e, mesmo não morando mais em Jaguaribe, nele ainda vive.

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