Crônicas

E encontramos um Mar de gente de terras outras desaguando no Rio!

Humberto de Almeida
Escrito por Humberto de Almeida

Era a sétima vez  oitava agora  que ela (a Rosa, lembrem-se) visitava o Rio de Janeiro. Todas, porém, por força do trabalho, nada de visita tinha. Dessa vez, saindo daqui no dia 13 dezembro, dia do seu aniversário, ela iria conhecer melhor esse Rio em que nele já mergulhara 7 (gosta de repetir) vezes.

Em tempos idos, uma vez apenas e nada mais, tinha este Malabarista de Palavras visitado o Rio dos cariocas. Por sinal, a palavra carioca, todo repeito aos cariocas, acho um tanto desgastada. Era fluminense, Vocês sabem. Muitos lembram.

Agora, na sétima vez dela e terceira minha, conhecia melhor a terra de Noel Rosa e do Cristo Redentor. Pausa. Sentiram a dupla que escolhi para lembrar o Rio? Sintam: Vila Isabel e o alto da Boa visita. Uma era Noel, poeta da Vila; outra o Cristo, o Redentor. Mas, como dizia  disse  no parágrafo primeiro, dessa vez estava pela terceira vez, e ela, vocês sabem, pela oitava.

Viagem tranquila! Sem as nossas cabeças cheias de pontos turísticos, pegamos o Pássaro de aço, invenção essa do mineiro que em Petrópolis aterrissava quando vinha ao Brasil e ficava na casa sua – dele – que, graças a excelente dica dos bons amigos Ricardo e Theresa, visitaríamos. Depois contarei.


O Rio de Janeiro continua lindo? Essa não foi a pergunta que encontramos exposta num painel-homenagem ao baiano Gilberto Gil. Merecida homenagem. Afinal, Gil cantou muito bem o Rio de Janeiro em sua despedida do verde-amarelo, em 1969. O seu – dele – “hino” de despedida.

 Lembro-me muito bem daquele dia em que ele partiu para o seu doce exílio, na Inglaterra da – coincidência, não? – disputada “calçada da fama”, também conhecida como Woodstock. O painel estava lá (e continua) no centro da Cinelândia. Uma certeza, lá estava: O Rio de Janeiro continua lindo!

Por vezes seguidas, duas ou três, passeando com a Rosa como se no melhor do jardim estivéssemos – e estávamos -, o que se guardava dentro daquele painel?  Lembranças por fora! Descobriríamos dias depois. O baiano ali esteve para agradecer aos cariocas essa homenagem.

Passear no Rio é nadar em favor da melhor das correntes! Uma alegria só! O Rio sempre correrá para um mar de belas vistas! E tudo passava pelos nossos olhares descansados das velhas coisas do passado! Era a primeira vez que a Rosa desfilava sem levar na cabeça os compromissos, responsável que sempre foi com a arte que pratica. Produzir e escolher o melhor para ser produzido.

O dia parecia ter apenas um quarto de hora. Principalmente quando estávamos fora do quarto do hotel. As horas pareciam minutos. Pareciam. E os minutos? Ah, esses não contávamos. Não tínhamos tempo para isso. Fazer contas de minutos.

Fico por aqui. Mas, pouco a pouco, o Rio, aqui na beira-mar, nosso mar de Camboinha, será lembrado em sua “cara bonita” e bonitas e histórias de cariocas e não cariocas que fazem desse Rio um Mar de gente de todos os rios do mundo!

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Sobre o Autor

Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Jornalista e escritor paraibano. Somente um pouquinho mais tarde viria o 1berto de Almeida – nasceu, cresceu, viveu e, mesmo não morando mais em Jaguaribe, nele ainda vive.

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