Crônicas

Ela está com Valdemiro até o pescoço!

Humberto de Almeida
Escrito por Humberto de Almeida
por Humberto de Almeida*

Os pastores evangélicos estão botando mesmo para arrombar as bocas dos babões não fieis a eles. Agora é tudo ou nada. É calça de veludo ou bunda de fora. Meu Deus! Nunca vi tanta apelação em nome do deus (com minúscula, por favor) lá deles.

O “mais pior”, como diria aquele matuto falso, o Luiz Vieira, é que eles – os pastores – estão partindo para a rasteira, deixando o “infiel” com a bunda no chão. Indo de voadora no pescoço abençoado ou não pelo “santo” Valdemiro. Tão com a gota serena!  E se o fiel recusar manter a boa vida do seu – lá deles – pastor das ovelhas no curral de sua casa de campo, tá é isso mesmo com pharmácia!

Mas, sem medo de ser infiel, confesso que me deixa mesmo com uma vontade da gota serena de puxar a descarga é essa insistência deles e seus domesticados fiéis em dizerem que os “outros são o inferno”. Nenhum Paul Sartre. Desse, eles nunca ouviram falar. Pois é. Se não quiserem pegar nos cajados lá deles, inferno neles. Pausa. Não pegarei nem os nomearei. Por quê? Ora bolas! Simplesmente porque não há necessidade. Dar nomes aos bois? Não adianta. Os bois são muitos e cada dia mais cordeiros.

Há pouco passou um boi fiel na minha porta. O boi, esse que não vi se era ou não bumbá, tocou tanto na cigarra que a minha pobre cigarra parou de cantar. Se saí para ver o intruso? Não. Da cozinha mesmo gritei que não “estava disponível” para ouvir suas catilinárias cheias de citações e gestos alienados dos que acreditam que o céu – o deles – fica logo ali na esquina. Um céu onde somente entra nele quem pagar com antecedência a casa na planta (sic) da maçã.  Não sai nem sairei.

É o tempo. Hoje ando preparado. Muito. Somente pelas vozes melosas desses pregadores de roupas velhas em arames farpados, sou capaz de identifica-los. E assim, identificando-os, livro-me desses citadores de palavras desconhecidas pelos próprios. Papagaios de ventríloquos pastores.  Vade retro e bem retro satanas!

A propósito, acabei de receber de uma irmã leitora das mal-traçadas deste Malabarista de palavra, uma declaração de amor e fé explícitos (ambos) ao “santo” pastor Valdemiro. Tão lembrados dele? É aquele mesmo sacanão que vende o lenço molhado pelo seu – dele – suor aos fieis, e esses, mais fiéis do que nunca, usam-no como se fosse passagem paga com antecedência para entrar no reino do deus lá dele.

Ela, a irmã somente Valdemiro e pé no acelerador da fé que a levará ao paraíso lá dele, esse já loteado e vendido com juros e correção monetária as suas – dele – ovelhas desgarradas, mandou brasa. O imeio (sic) chegou quentinho como se acabasse de sair do fogo do chifrudo. Assim, sem citar o seu – dela – nome em vão, espalho em nosso “crônicascariocas.com” o enviado pela irmã. Porém e ai porém, antes de encerrar estas mal-traçadas, salto de parágrafo, e explico o porquê desse imeio pegando fogo.

Tudo isso, todos esses parágrafos, somente porque antes de espalhar o imeio por aqui, espalhei-o no meu singular espaço Plural a transcrição do “milagre valdemiro, encontrada neste espaço internético”. Explico melhor. Valdemiro, como todos sabem, levou uma peixeirada no pescoço e deu a volta por cima, vendendo cada gota do sangue que desceu do seu pescoço com a gota serena. Sangue santo? Não. Sanguessuga! Fosse numa veia mais taluda, teria conseguido um lucro maior. Nenhuma dúvida.

Dias depois, eis que o “santo” Valdemiro, somente sorriso, numa churrascada de fazer inveja ao mais legitimo dos gaúchos ricos, aparece sem uma só cicatriz no pescoço ferido. Milagre!  No registro, o “santo” sorri! E nesse aquele ar seu conhecido de “triste dos sabidos se não existissem tantos fieis felizes e burros”. O imeio? Ei-lo a seguir:

Meus irmãos em Cristo, como poderia aparecer na foto postada pelo blogueiro a cicatriz, se da facada ou facãozada foi no ombro esquerdo? Vejam que a camisa cobre o local do ferimento. Jesus na causa para esses incrédulos. O Apóstolo Waldemiro representa Jesus Cristo. ELE voltou para nossa adoração!  Amém?”

Amém nada.  Nunca. Vade retro irmã. A senhora e seu – dela – pai Valdemiro.

Até quinta, Isabelas!

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Sobre o Autor

Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Jornalista e escritor paraibano. Somente um pouquinho mais tarde viria o 1berto de Almeida – nasceu, cresceu, viveu e, mesmo não morando mais em Jaguaribe, nele ainda vive.

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