Crônicas

ELEIÇÕES JÁ

Campista Cabral
Escrito por Campista Cabral

Não me deixaram a medida de paz que tanto imaginei! Um dia! Um dia apenas!

Por ter ficado sem ver e ler notícia alguma na semana anterior, escrevi sobre o desejo de paz! Simplesmente!

Fiquei alheio ao turbilhão de acontecimentos em Brasília e, tomado de surpresa, não consegui, naquela mesma semana, escrever algo. A sensação que tenho é a de que não me deixaram respirar! Não perdoo!

Não perdoo a estupidez, a truculência e a insensatez da direita!

Não perdoo a esquizofrenia, a petulância e a verborragia da esquerda!

Não perdoo a falta de coragem e de atitude, bem comuns ao centro! Como de costume, em cima do muro, não afirmando ou negando absolutamente nada!

Não perdoo os politicanalhas!

Gangrena e câncer do Brasil!

Míseros canalhas e abutres do chão e do trabalho de todos nós!

Não perdoo a politicalha e o blá blá blá costumeiro! É sempre a mesma coisa! São sempre os mesmos rostos!

Eis o cenário mais bizarro da Terra Brasilis: terra arrasada, terra de ninguém, terra de canalhas e calhordas, estirpe memorável dos politicanalhas!

É preciso, para o bem de um país inteiro, apagar tudo e recomeçar. Recomeçar com regras mais rígidas e coerentes para quem estiver no legislativo e executivo. Recomeçar repensando o sistema viciado de agora! Sem privilégios, sem foro privilegiado, sem verbas de gabinete.

É preciso selecionar e cobrar mais de quem se coloca como candidato: não responder a um inquérito sequer; possuir, sim, formação universitária (se cobram de qualquer brasileiro em todo concurso público realizado, por que não cobrar de um candidato?).

Não ao continuísmo das coisas! A reeleição, aqui no absurdo Brasil, se mostrou mais nociva do que em outro lugar. Vários mandatos se sucederam desde então e, mesmo com OITO anos, em inúmeros estados, municípios e, no próprio país, presidentes, governadores e prefeitos não resolveram a miséria, a falta de saneamento básico, os problemas de sempre na saúde, educação e segurança, ao contrário, os mesmos problemas, só que mais graves!

E o dinheiro gasto com tudo isso?

E os impostos monstruosos pagos?

Chega!!! Chega!!!! Chega!!!!

Todo dia são as mesmas notícias de roubo, de esquema, de corrupção, de negociata e de delação atrás de delação!

É preciso repensar que país, de fato, queremos.

Um país piada, embuste e fadado ao fracasso? O país do roubo e da mutreta! Um país muito conhecido por nós! Para isso, não é necessário fazer nada, a não ser reclamar! Isso já fazemos!

Ou queremos um país sério e que, mesmo diante da história mais degradante de falta de ética de que se tem notícia, tem, pelo menos, a decência de fazer de novo a sua história?

Eleições já!

 

Comentários

Print this entry

Sobre o Autor

Campista Cabral

Campista Cabral

Escritor, poeta e cineasta amador. Publicou quatro livros. O REI, O POETA, A MULHER E O MAR (contos), TERRA BRASILIS (crônicas), PARA ENTENDER UMA NOVA EDUCAÇÃO (livro voltado para os problemas da educação no século XXI) e FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS INOVADORAS (livro sobre novas práticas docentes no ensino superior). Realiza anualmente o FESTIVAL DE CINEMA DE TERESÓPOLIS e, dentre alguns trabalhos na área, destaque para o filme NOITES COM SOL (2011) e os documentários PALAVRAS (2008), CAMINHOS EUCLIDIANOS (2012) e O QUE É FELICIDADE? (2013). Escreve regularmente para o Escritartes (www.escritartes.com) e Recanto das Letras (www.recantodasletras.com)

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: