Crônicas

Minhas palavras prediletas

Francci Lunguinho
Escrito por Francci Lunguinho

Da mesma forma que tenho afinidade com pessoas, animais e cores, também carrego um apreço especial pelas palavras. Palavras diversas que me chamam à atenção. São palavras do cotidiano, de um livro ou da boca de alguém. Paro, às vezes, em um ponto qualquer da cidade e fico a espreita d’alguma conversa só para ouvir soarem as palavras.

Gosto de ouvir. Ouvir amigos contarem seus problemas e suas vitórias. Ouvir o som arrebatador da galera gritando gol. Ouvir uma piada: mal contada, bem contada. O brinde da comemoração. Ouvir o padre e seu sermão. Adoro ouvir ser chamado de bem, amor e amigo. Adoro o trem.

Gosto de falar palavras obscenas. Falar aos amigos meus medos e minhas confusões. Gosto de deixar fluir palavras soltas, sem nexo, quando estou sozinho. Gosto de dizer eu te amo. Gosto de dizer que sou Flamengo, capricorniano. Gosto da palavra trabalho. Gosto de trabalhar. Feijão, arroz e salada. Gosto do som.

Dizem que pela boca morre o peixe e o homem também. E é verdade mesmo. Mas, o homem, ao contrário do peixe, pode salvar vida usando apenas a boca. E é a boca que prolifera todas as palavras: amáveis ou sarcásticas; pacificadoras ou difamatórias.

É o homem que tem o poder de usar as palavras para conduzir a humanidade. Muitos, claro, esquecem desse poder e calam-se diante das injustiças. Enquanto outros tantos abusam das palavras, as usam muitas vezes aos berros, para nos levar ao mais profundos dos abismos.

Prefiro divagar meu pensamento apenas em palavras positivas. Inclusive, senda essa, uma das minhas prediletas. É um charme a palavra predileta. Quando ouço uma palavra nova nem sempre busco descobrir a origem ou o seu significado, apenas a coloco memória para repeti-la mais tarde.

Gosto de ouvir a palavra amizade. Essa sim, entendo o seu significado. É a amizade a parte mais importante de um relacionamento. Também gosto da palavra vento. O vento refresca nossos corações e nos aproximam da natureza. Uma palavra em voga ultimamente, mas que poucos entendem seu real valor entre nós.

Árvores, correr, internet, livros, camisetas, futebol, doce, lar e praias. Todas elas são palavras que me cercam diariamente. Delicia-me ouvir meu filho chamar-me pai. Apenas pai. É assim que me refiro a Deus.

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Sobre o Autor

Francci Lunguinho

Francci Lunguinho

Jornalista, radialista e Editor do portal Crônicas Cariocas.
Amante do jiu-jitsu, corridas de rua e cães. Também é editor da web rádio www.radiomatilha.com.br

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