Crônicas

Não tenho fases na vida: tenho frases!

Humberto de Almeida
Escrito por Humberto de Almeida

Em primeiro, antes que um segundo apareça dizendo ser pretensão da minha parte, não se trata aforismos.  Alguns, porém, se o leitor fizer um esforçosinho, podem até parecer.

O aforismo, aquele verdadeiro que repousa especialmente em Karl  Kraus, vem do grego “aphorismo” e significa “separar”. O seu significado, entretanto, vai além: uma “sentença concisa”. Essa, porém, encerrando um “preceito moral”.

Outros ainda, aforistas ou não, vão além, e definem o aforismo como um “texto breve que enuncia uma regra, um pensamento, um principio ou uma advertência”.

Não sei se as minhas frases criadas ao sabor da falta de pretensão e espalhadas no Facebook, tem nada ou quase nada de “advertência”. Não as escrevo para isso: advertir. Também não tem regras nem precipício. Um fim? Ah, isso elas tem: o divertimento.

Acho que na verdade elas são feitas – frases feitas? Sem duvidas. Frases feitas por esse Malabarista de palavras – para isso mesmo: o meu divertimento. Apenas. Mas se algum leitor em estado de graça também se divertir com elas, tudo bem, fique á vontade.

Não diria que as minhas frases são criadas na forma daquelas famosas máximas que a minha boa e saudosa mãe Dona Chiquinha costumava citar – “o uso do cachimbo faz a boca torta” –, sem tirar o seu cachimbo da boca. Também não é Ditado. Ou melhor: as frases não são ditadas, mas escritas.

Mesmo não sendo réu, confesso que gosto de respirar frases que saem como se presas por dentro nunca estivessem. Livres e leves. Posso até ser chamado de “frasista”. Tudo bem. Aforista ou coisa que o valha não.  Um Malabarista de palavras? Acho.

Mas se um dos meus dois leitores achar algum “aforismo” nas frases minhas, melhor ainda. Pois, mesmo sem essa pretensão, finalmente, alguém deve ter encontrado o que chamam por aí de “preceito moral” nas coisas que escrevo.

 

Frases minhas Frases!

– “Ladrões roubam perfumaria e escapam fedendo…”.

– “Sou o tipo que ainda acredita que democracia é um remédio que deve ser tomado sem agitar antes”.

– “Por favor! Por favor! O último a sair não se esqueça de acender a luz do fim do túnel!”.

“Não tenho fases nesta vida: tenho frases!

“E lá vem o sol nascendo para toldos…”.

– “Se o Dia dos Pais é um saco, o das Mães deve ser um… ou vários?”.

– “Péssimo mesmo é assistir a um filme em que você se diverte menos que o diretor!”.

– “O que a minha mãe me ensinou?! Respondo: a comer flores!”.

-“Feliz Dia das Mães para o Brasil! Nenhuma dúvida que ele é uma verdadeira mãe para políticos e empresários sacanas!”.

– “Fosse hoje, Jorge Amado mudaria o titulo do seu livro para “A morte e a morte de Marisa por Lula Berro D’água”.

– “Escuto o “monstro sagrado” Tom Jobim. Cantando, mesmo no tom, Tom não tem nada de “sagrado”.

Mesmo sem ser réu, confesso: votei em Lula. Mas quem foi que disse que “no voto ninguém se perde”?

– “Não curta a minha frase! Sou comprido! Quase um metro e noventa! Curto? Nunca! Comprido! Sem mais comentários!”.

– “Eu quando aposto não erro uma! Por isso mesmo nunca aposto! E vivo certo disso!”.

– “Sempre sonhei com um triplex em qualquer lugar. Um plex sem nex. Nunca passei de um tilex e as minhas dores!”.

– “não adianta! não serão as porradas deles que me farão tirar o rosto da janela!”.

– “Aprendi a gostar tanto de mim que às vezes desconfio que isso já virou amor!”.

– “Liberdade! ó liberdade! onde estás que não respondes? eu quero apenas te fazer companhia!”.

– “Dizem que gato tem 7 vidas. deve ser um saco – de gatos! – morrer e ressuscitar 7 vezes gato!”.

– “Vestir saia é fácil! difícil mesmo é aguentar a TPM e os três dias! Chico César já foi mulher e sabe disso!”.

– “Eu gosto tanto das minhas Rosas que recebo delas picadas como se fossem beijos de amor!”.

“Ditadura nunca! Liberdade ainda que vadia!”.

– “Amanheço em mim/ nela entardeço/a noite não/essa é um começo”.

“Fosse eu poeta os meus versos seriam todos livres! E todos diversos!”.

– “Enquanto o sol não nasce, aqueço-me passando a limpo o resultado dos carneirinhos que contei ontem à noite”.

“O problema não estar em saber escrever o próprio nome, mas escrever e achar que aquele nome não é o seu”.

– “Lembrei-me agora da professorinha de Química que baixava os olhos para ver a minha reação”.

– “Todo dia amanheço sorrindo! de quê?! ora, quem amanhece vivo precisa de motivo pra sorrir?! sorria! a vida agradece”.

– “Nunca andei à flor da pele. Andei muito – não nego – para conhecer a flor do Lácio. Até a última”.

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Sobre o Autor

Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Jornalista e escritor paraibano. Somente um pouquinho mais tarde viria o 1berto de Almeida – nasceu, cresceu, viveu e, mesmo não morando mais em Jaguaribe, nele ainda vive.

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