Crônicas

Novamente as Vaias e os Cunhas

Campista Cabral
Escrito por Campista Cabral

E o novo presidente sentiu, pela primeira vez, a força da vaia! E uma bela e sonora vaia sim senhor! Direito notório de todos os que se sentem traídos, frustrados e esmigalhados pela desigualdade e pela hipocrisia na Terra Brasilis!

Pobre presidente! Pensou, ingenuamente, que estaria isento delas?

Não.

Agora, o que se tem, é um arremedo de parte do governo que se foi… (não foi?).

Agora, como espólios de guerra, vorazes bocas e olhos digladiam-se no planalto! Poder, eis a questão!

O início das paralimpíadas mostrou nitidamente que o país continua em frangalhos, perdido, nocauteado (golpes? Contragolpes? Rasteira…). A sensação é a de uma ressaca contínua!

É bastante significativo que os últimos representantes da nação sejam tão ofendidos em praça pública. É de costume, ao longo dos tempos e da história, falar mal do governo! Mas não é disso que se trata! Há um desânimo sem precedente! O número de pessoas que tenciona anular o voto é assustador! Ninguém aguenta mais o bla´bla´blá. Ninguém aguenta mais a política do toma lá dá cá! Ninguém aguenta mais os compadres e comadres e os sorrisos e apertos de mão em época de eleição! Nada muda e o tempo passa…

Sendo golpe ou contragolpe, rasteira ou puxão de cabelo político, não importa, o que importa é que estamos cansados de tanta repetição e enrolação!

Por isso a vaia, sonora, forte e vibrante!

A vaia, inimiga dos poderosos, é amiga de todos os que se sentem cotidianamente humilhados em seus direitos. Direitos estes gradativamente retirados, entre eles, o mais importante: a dignidade!

Prestes a um dos mais importantes julgamentos da república dos bananas, a imprensa, o brasileiro, as crianças e até os cães e gatos estão de olho no que será feito da província dos Cunhas: condenação, absolvição ou acordo do bom?

Por enquanto, as vaias dão o tom…

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Sobre o Autor

Campista Cabral

Campista Cabral

Escritor, poeta e cineasta amador. Publicou quatro livros. O REI, O POETA, A MULHER E O MAR (contos), TERRA BRASILIS (crônicas), PARA ENTENDER UMA NOVA EDUCAÇÃO (livro voltado para os problemas da educação no século XXI) e FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS INOVADORAS (livro sobre novas práticas docentes no ensino superior). Realiza anualmente o FESTIVAL DE CINEMA DE TERESÓPOLIS e, dentre alguns trabalhos na área, destaque para o filme NOITES COM SOL (2011) e os documentários PALAVRAS (2008), CAMINHOS EUCLIDIANOS (2012) e O QUE É FELICIDADE? (2013). Escreve regularmente para o Escritartes (www.escritartes.com) e Recanto das Letras (www.recantodasletras.com)

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