Crônicas

O branco das sextas é o preto de todos os dias!

Humberto de Almeida
Escrito por Humberto de Almeida

Sexta-feira branca. A cor branca é a junção de todas as cores do espectro de cores. É definida como “a cor da luz” em cores-pigmento. É a cor que reflete todos os raios luminosos, não absorvendo nenhum e por isso aparecendo como clareza máxima. Visto branco nas sextas-feiras. E assim, por muito tempo, tenho sido visto: um homem que gosta de usar branco nos dias de sexta-feira.

Sexta-feira branca. Pausa. Sou preto todas as sextas-feiras. Todos os dias do ano. E negro serei toda a vida.  Hoje, porém, estou de branco. Sempre. Mas um branco que nada tem a ver com a cor. Apenas. Não me amarro na cor. Nem ao dinheiro. Amarro-me a vida que carrego vestida de branco nas sextas-feiras. A cor branca significa limpeza. Pureza. Especialmente te “paz”. Dizem. Mas não é essa que busco nas sextas-férias vestido de branco.  Essa eu tenho. Essas eu tenho.

No mundo, os “pesquisadores coloridos” estão ai corroborando o escrito, apenas 2% das pessoas dizem que o branco é a sua – deles – cor preferida. Não sei se essa é a minha.  Sei que gosto de cores. Somente. Também de nomes eu gosto. Cores. Cores e nomes. Do nome Humberto de Almeida. E mais ainda gosto por ter uma cor diferente dela, da branca, e viver em paz e muito bem com essa. Gostar é pouco. Muito eu gosto.

Dizem ainda que o “Branco não é mera ausência de cor; é brilho e positivismo, tão ardente quanto o vermelho, tão definitivo como o preto”. Esse foi Gilbert K. Chesterton. Ora, se a cor branca, essa que gosto de usar por fora nas sextas-feiras tem todo esse significado, e a preta, essa que carrego na pele e dela não me livro nem dela quero nunca me livrar, que significado teria? Essa que tem a minha cara, corpo e, se alma existir – existindo não teria essa cor – tem todas as cores minhas?

Mas, sem esquecer o preto no branco, confesso sem medo de estar pecando que a cor branca faz-me bem as sextas-feiras. Todos os dias. Verdade.  Esse, porém, em especial. Mas, se dependesse desse sujeito que gosta tanto de uma sexta-feira branca, nem um dia teria outra cor, seriam todos como aquele Natal Branco e famoso que vi um dia numa tela de cinema somente neve no meu bairro Jaguaribe.

A minha sexta-feira é branca? Não! Brancos são todos os meus dias, assim como preto (negro) serei por toda a minha a vida. Acostumei-me de tal modo como essa cor, a preta (?), que diante do espelho, o rosto pintado com talco Johnson, esse que gosto tanto de me lambuzar depois de um banho não mais me reconheceria!

Salve o branco das sextas! Viva o preto em mim todos os dias!

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Sobre o Autor

Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Jornalista e escritor paraibano. Somente um pouquinho mais tarde viria o 1berto de Almeida – nasceu, cresceu, viveu e, mesmo não morando mais em Jaguaribe, nele ainda vive.

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