Crônicas

O esforço valeu a pena

Augusto Acioli
Escrito por Augusto Acioli

É, amigos, dos anos 50 (cinqüenta) ao início dos 90 (noventa) era o próprio atleta e/ou familiares que providenciavam os recursos para a aquisição de passagens, estadias, alimentação, quimonos e, se necessário, assistência médica de maneira que o competidor tivesse condições de bem representar as equipes de Judô que integrava.

Deus Misericordioso sempre nos amparou descartando, na maioria das vezes, o último dos itens lembrados no parágrafo acima.

O esporte amador do país passava então por momentos tão difíceis que até mesmo coberturas jornalísticas, filmadoras ou câmeras fotográficas, raramente, eram vistas em tais cenários.

Após décadas de campeonatos municipais, estaduais, regionais e nacionais serem disputados em espaços e com o uso de equipamentos cedidos, graciosamente, por clubes, associações, colégios, empresas, etc., e do trabalho voluntário e sem ônus de milhares de desportistas, os frutos desse mega esforço de incansáveis cidadãos começaram a ser colhidos permitindo ao Judô do Brasil a chance de identificar, treinar, produzir e selecionar um número crescente de qualificados representantes.

A partir daí o contingente de praticantes não parou de crescer, novos expoentes surgiram e espetaculares resultados nacionais e internacionais tornaram-se rotineiros.

Talvez, o terreno garimpado e semeado por algumas gerações de mestres e atletas do passado tenha permitido o despertar de grandes patrocinadores para um inesgotável espaço mercadológico a ser explorado. Se esta tese estiver certa terá valido a pena o nosso sacrifício.

Aproveito este momento para saudar os inúmeros idealistas e apaixonados pelo esporte dos tatames que tive a oportunidade de conhecer ao longo dos últimos 56 (cinqüenta e seis) anos.

Comentários

Print this entry

Sobre o Autor

Augusto Acioli

Augusto Acioli

Economista. "O nome de alguém é a chave mágica que abre a porta que está na parede que não existe."

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: