Crônicas

O futuro da escola

Campista Cabral
Escrito por Campista Cabral

Fileiras, séries e provas são apenas alguns dos exemplos do quão ultrapassada está a velha e mesma escola!

Como fruto de projetos equivocados, planos governamentais mirabolantes, descaso e comodismo, o fracasso do Ensino Médio é só reflexo do que temos: uma escola atrasada e com pouco ou nenhum significado para os jovens do século XXI.

Reprovação e evasão são palavras frequentes não só no Ensino Médio, mas no contexto geral da educação básica no país. Uma constatação pura e objetiva dos fatos: já faz tempo que a escola, o currículo e a educação, como um todo, precisam mudar! O risco do impasse e da demora terá consequências desastrosas para o Brasil.

Volto ao tema após a discussão sobre a nova reforma do ensino médio. Uns chamam exatamente reforma, outros, entretanto, falácia. Outros mais apontam o absurdo dos absurdos!

Infelizmente, na Terra Brasilis, nada é feito com o tempo devido e com a discussão crítica que o assunto merece. Mudar é necessário e urgente! No entanto, não se pode, simplesmente, impor a dita reforma. Resolver as coisas de cima para baixo já se mostrou e se mostra extremamente danoso para toda a sociedade!

Pensar em educação é pensar em tempo, maturação, envolvimento, troca, diálogo, discussão, aperfeiçoamento. Isso é um processo! Isso tem um custo! Isso tem desdobramentos muitos sérios para o que chamamos futuro! Resolver a questão como num passe de mágica beira o ridículo!

Há alguns anos, escrevi sobre os problemas crônicos da educação: salários baixos, salas superlotadas, problemas de estrutura, falta de planejamento e, sobretudo, a malfadada influência partidária que sempre engessa e cria monstros disfarçados de políticas públicas educacionais.

O problema maior é que, entra discurso, sai discurso, entra eleição, sai eleição, efetivamente, pouco se resolve.

Enquanto isso, meninos e meninas estão cansados de ir para a escola e ver o mais do mesmo. Estão cansados de fazer coisas sem sentido. Estão cansados da mera reprodução das coisas. Por isso tantos conflitos, tantos problemas!

Enquanto isso, escolas sucateadas, escolas abandonadas, gerações sendo jogadas no lixo há décadas! Enquanto isso, as fileiras, as séries e as provas ditam a ordem a ser seguida.

Repensar a escola é demasiado urgente. É necessário pensar em um espaço que faça verdadeiramente sentido para os alunos de hoje. Certamente que são bem diferentes do que fomos um dia, exigindo, portanto, um novo olhar, abrindo, pois, uma nova perspectiva.

Enfim, dois pontos precisam ser considerados com máxima atenção: a sociedade deve participar da discussão e esta deve ser feita de maneira ágil.

Decidir sem a participação de diretores, coordenadores, professores, alunos e comunidade escolar é arbitrariedade!

Não decidir e, como se diz popularmente, empurrar com a barriga, é irresponsabilidade!

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Sobre o Autor

Campista Cabral

Campista Cabral

Escritor, poeta e cineasta amador. Publicou quatro livros. O REI, O POETA, A MULHER E O MAR (contos), TERRA BRASILIS (crônicas), PARA ENTENDER UMA NOVA EDUCAÇÃO (livro voltado para os problemas da educação no século XXI) e FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS INOVADORAS (livro sobre novas práticas docentes no ensino superior). Realiza anualmente o FESTIVAL DE CINEMA DE TERESÓPOLIS e, dentre alguns trabalhos na área, destaque para o filme NOITES COM SOL (2011) e os documentários PALAVRAS (2008), CAMINHOS EUCLIDIANOS (2012) e O QUE É FELICIDADE? (2013). Escreve regularmente para o Escritartes (www.escritartes.com) e Recanto das Letras (www.recantodasletras.com)

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