Crônicas

O palhacinho do terror do Congo e o palhação só terror e assassino americano

Humberto de Almeida
Escrito por Humberto de Almeida

Um menor armado de uma foice e vestindo fantasia de “palhaço do terror” foi apreendido (outro eufemismo sem graça) no município do Congo, localizado no cariri parahybano, distante pouco mais de 200 km da capital, nessa segunda-feira.

Segundo ainda a noticia, o menor apreendido de apenas 13 anos. Estava “apenas” imitando os “palhaços do terror”, essa brincadeira (doença, podem escrever) idiota que virou moda nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. Preso o palhacinho do terrorzinho, a população não teve a menor consideração. E, se não fosse a policia, o palhacinho teria terrivelmente sido linchado.

Isso mesmo. Pelo que dizem, o menor se inspirou nos “palhaços medonhos” que, recentemente, despontaram nesses circos sem graça e palhaços verdadeiros. O menor palhaço do Congo, porém, não sabia que hoje, diferente daqueles anos em que éramos fascinados pelo “Tio Sam”, e tudo que era bom pra ele, o Tio Sam, era bom pra gente, mudou e muito. Hoje, quase tudo, mais quase tudo mesmo lá deles, se não faz mal a gente, engorda.

Nada contra os palhaços verdadeiros, Mas vejo nenhuma graça em palhaços adultos nem em crianças palhaços assim. Sei que as crianças gostam de palhaços. Afinal, fui criança um dia e assim como muitas, apesar de não achar graça nenhuma em palhaços, sempre o associei a brincadeiras de criança. Essa prisão do palhaço-criança que ameaçavam adultos de mau humor que não acham nada engraçado nessa palhaçada trouxe-me à lembrança aquele outro palhaço, por coincidência americano e terrível, muito terrível, que matou sem nem um disfarçado sorrisinho trinta e três de forma fria e sem graça alguma.

Tem mais. Esse palhaço sem graça e diferente do nosso, muito, não tinha nada de criança. Era um adulto sacana. Um ex-croto. Um serial killer. O mais terrível ainda, como acontece com os profissionais dessa arte, os verdadeiros, é que esse também trabalhava em festas infantis. Pausa. Mas, afinal, qual a criança que sem saber que muitos sacanas se escondem dentro de uma fantasia de palhaço de palhaço não gosta? Outra pausa para uma confissão: em meus tempos criança-jaguaribe, assim coma ainda hoje, confesso que nunca gostei de palhaços. E se forem esse do “terror” é que não gosto ainda mais.

Mas, como dizia, o sacana palhaço americano conhecido como “Pogo”, apelido esse que ainda hoje é usado por alguns palhaços adultos e imbecis, matou a sangue frio trinta e três pessoas! E ele não matava apenas. Tão lembrados do Paulo Maluf, aquele mesmo que dizia “se estuprar, sem matar, tudo bem”? Pois é. O sacana abusava da criança e, em seguida, esfaqueava e estrangulava. O ex-croto queria ter certeza de que “fizera o serviço completo”. Ah, e tudo acontecia no seu – dele – o porão. Mas, preso, finalmente, foi o sacana merecidamente – e, por favor, não me venham dizer que no caso desse sacana você ainda seria contra a sua – dele – pena de morte – condenando a morrer na cadeira elétrica, em Chicago, no dia 10 de maio de 1994.

Ficaram com pena dele?! Tudo bem. Respeito sua pena. A dele? Ainda estou aplaudindo. Porém, mesmo respeitando, deixo aqui, finalzinho destas mal-traçadas, as últimas palavras desse “palhaço” sem graça, cujo nome verdadeiro, sacana que nada tinha do meu herói preferido na tela do Cinema Santo Antonio, meu Cine Paradiso do meu bairro Jaguaribe, era John Wayne, para que vocês pensem melhor sobre a condenação desse sacripanta, digam se concordam ou não comigo.

– “Beijem a minha bunda! Nunca saberão onde os outros estão!“.

Foram as últimas palavras do sacana.

E agora, deveriam tentar recuperar esse bom homem? Como?! O nosso palhaço infantil?  Tudo bem. Mas vale a pena lembrar a frase lapidar do economista, crítico social e filosofo americano Thomas Sowell, que termino com ela:

“Algumas pessoas no corredor da morte hoje poderiam não estar lá se os tribunais não tivessem sido lenientes com eles quando eram réus primários”.

Até quinta, Isabelas!

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Sobre o Autor

Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Jornalista e escritor paraibano. Somente um pouquinho mais tarde viria o 1berto de Almeida – nasceu, cresceu, viveu e, mesmo não morando mais em Jaguaribe, nele ainda vive.

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