Crônicas

O que mais morre, também é a que mais mata

Enio Ricanelo
Escrito por Enio Ricanelo

“O numero de policiais mortos no Rio chegam a 100, em 2017” dizia a chamada da matéria do G1, na manhã deste sábado (26). A dura realidade na cidade maravilhosa é constatada em todo o país. A polícia que mais morre, também é a polícia que mais mata.

Em meio a guerra civil não declarada, surgem os “salvadores da pátria”. Cafagestes profissionais, que iremos chamar de políticos.

Que, como pílula mágica, propõem políticas públicas fantasiosas como a do Dep. Jair Bolsonaro, em armar a população, sob a justificativa de que “o bandido carrega armas”. Agora eu te pergunto, você é bandido? Então por qual motivo estar armado?

Esse tipo de ação é como tentar apagar o fogo com gasolina. Conta simples. Mais armas, mais violência!

Na realidade esses projetos “palanqueiros” fizeram a situação se agravar, e digo mais, fez com que o quadro se tornasse quase irreversível.

De hoje para amanhã não se muda nem a cor de uma casa, imagine solucionar uma crise nacional. Esse mar de imediatismo mata, agrava e revolta.

A instabilidade, essa frase nunca “vestiu” tão bem, faz com que seja mais fácil ser brasileiro, fora do Brasil. Como conta o estudante, João Massuci, que de seus 23 anos de vida, passou poucos aqui no país tupiniquim, hoje morando em Bangkok. “Sou apaixonado pelo Brasil, mas prefiro mil vezes morar aqui (na Tailândia). Ter a tranquilidade de andar na rua às 3 horas da manhã, com relógio, carreira e celular, e ter a paz de saber que ninguém vai te abordar, é algo impagável”, o cidadão do mundo, continua. “Quando eu vou sair em São Paulo, eu nem levo o celular. O medo é muito grande”, enfatizou.

Agora nos resta o questionamento. Como pode a Tailândia, que sob nosso olhar, sendo tão primitiva, conseguir dar aos filhos da nossa pátria, uma tranquilidade que não somos capazes de oferecer?!

O nosso descontentamento com o que acontece por aqui é comprovado pelos números da PF, nos últimos 10 anos, cresceu 160% o número de brasileiros que saíram do país. Mas voltemos ao início do texto, será que existe uma fórmula mágica para colocar um ponto final na “zorra toda”?

Amici Miei, se tivéssemos concentrados nossos esforços em encontrar um plano fortalecido,  de longo prazo, contra a violência, ao invés de depositarmos “nossas fichas” no primeiro “curandeiro” de todo ano, possivelmente teríamos um modo eficiente de amenizar a situação.

Será que a mudança não tem que partir da sociedade? Assumir a culpa, que todos temos, as vezes é necessário…caso contrário, ordem e progresso, são meras palavras num pedaço de tecido!

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Sobre o Autor

Enio Ricanelo

Enio Ricanelo

Tem 18 anos, solteiro, mora na cidade de Atibaia, São Paulo. É estudante de Jornalismo na FAAT Faculdades. Locutor esportivo, repórter e fundador do portal In Foca. Correspondente do L’Eco di Bérgamo e Assessor da Prefeitura de Bom Jesus dos Perdões.

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