Crônicas

Ora, Temer, vai pra China!

Humberto de Almeida
Escrito por Humberto de Almeida

Nem imaginava que Temer, logo após num golpe (epa!) de sorte (meu Deus!) ganhar uma presidência ainda na metade do mandato de uma ex-presidenta (sic), fosse logo à China. Meu Deus! Como é sortudo esse homem! Confesso ainda que nem me importa, por enquanto, saber o que Temer foi fazer na China.

Uns, esses que falam muito e pouco dizem, todos da oposição, com certeza, afirmam que ele foi apenas para mostrar ao mundo que agora era um presidente de verdade. Sim. Pois ele sabe e eu também que interino é como vice: morre viçando. Ah, mas por uma coincidência daquelas, Temer era interino e… Vice!

Agora, como outro dia falei por ai e aqui, depois de conquistar uma mulher que além de bela é recatada e do lar, a gente descobre que homem que nasceu mesmo com uma estrela – nada da estrela petista, essa nunca, por favor! – na testa. Assim, quase à queima-roupa, com outro “golpe” de sorte acabou titular da presidência da república. Pois é. Saiu a nossa “gerenta”, e entrou um “gerentão”!

Mas, com Temer, aviso que todo cuidado é pouco. O homem chegou com uma fome de autoridade de anteontem. Tão lembrados daquela sede completa da feijoada do Chico Buarque, redescoberto, sem necessidade, pela condição de convidado para assistir ao discurso da “gerenta” que saia? Pois é. No caso da feijoada do Chico, era uma sede anteontem. No caso do temer, em se tratando de “autoridade”, ele chegou com sede e fome ao mesmo tempo!

E olhem que não estou por fora nem estou inventando. Não é mesmo Belchior? Como? Não ouviste? Tudo bem. Belchior, quando a Rede Globo-bo te “encontrar”, por favor, concordas comigo. Mas, como eu dizia, o problema é lá deles que olham o passado e não veem que o novo sempre vem! Não é mesmo, Belchior?

Não, meus amigos, não estou inventando, o “novo” presidente, esse que veio para ressuscitar tantas coisas velhas, entre elas essa coisa de um autoritarismo carcomido pelo tempo, do “agora eu faço, quero e mando” foi o primeiro a apresentar o seu cartão de visita: “Não vou tolerar ser chamado de golpista”!

E não ficou nisso.

Disse ainda que “não levará desaforo para casa”. Pausa. Também não levaria, presidente, não levaria, acredites em mim. Não é por nada não. Não é mesmo. Mas em respeito a sua – dele – “bela e recatada e do lar”. Disse mesmo. Sem considerações gerais a fazer: se alguém o chamar de golpista, será rápido no gatilho.

E mesmo sem uma mesóclise pronta para o momento, disse outro dia, responder-lhe-á (essa é minha) que “Golpista é você, que está contra a Constituição”. Pausa. E só não acrescenta o necessário “filho da puta” porque, não tendo como mostrar as provas do afirmado, tem que respeitar a senhora mãe do sacripanta que lhe chamou de “golpista”.

E cuidado! Muito! E não me venham dizer que ele escolheu ir à China apenas pelo fato de ser aquele país sinônimo de um “Bom negócio”. Nunca! Ele sabe que a presidência do verde-amarelo, no atual momento, esse que ele disse não ter contribuído em nada para ficasse parecendo a casa da Mãe Joana, desarrumada, não é lá um “Bom negócio”.

Cuidado! Alerto, pois, mais uma vez. Antes de ir à China – vai à china, Temer! – Temer deixou claro, apesar do escuro que começa a apagar a luzinha que piscava no fim do túnel, que não deixará uma palavra sem resposta. Assim, aproveitando a oportunidade, “essa deixa”, como dizemos por aqui, para lhe perguntar – sem mesóclise, por favor – qual o significado da palavra “golpe”. Juro que não sei. Ando meio burro para entender certas coisas. E essa, juro, é uma delas.

Sem ofensa, por favor, presidente. Se estou a perguntar, é porque o senhor assim mo (epa!) permitiu. Por for favor, favor!

Até quinta, Isabelas!

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Sobre o Autor

Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Jornalista e escritor paraibano. Somente um pouquinho mais tarde viria o 1berto de Almeida – nasceu, cresceu, viveu e, mesmo não morando mais em Jaguaribe, nele ainda vive.

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