Crônicas

Os 150 Anos de Alice e o País Que Era Uma Maravilha para o “pedófilo” Lewis Carroll!

Humberto de Almeida
Escrito por Humberto de Almeida

Começo com voadora na caixa dos peitos: uns dizem que ele era um pedófilo; outros, esses mais “Aliceanos“ e “aliciados” que tudo era intriga da oposição. A sua maneira de “gostar de crianças” era a mais inocente do mundo. Esses dizem. Era, vamos assim dizer, uma espécie de Michael Jackson que não sabia cantar, mas escrevia pra “carvalho” – Carvalho era um amigo dele – e criava escrevendo com poucos.

No ano das graças de 2015, mês de julho próximo passado, o livro Alice no País das Maravilhas fez 150 anos. E vamos e venhamos: um livro que consegue vender – tudo bem, a Bíblia continua best-seller – uma história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas por quase dois séculos, só pode ser uma história extraordinária ou mesmo um clássico da literatura. Trocando em miúdos: se você pensou assim, acertou nas duas moscas.

Apesar de achar essa história extraordinária, é o seu autor Lewis Carroll, pseudônimo que ficou famoso de Charles Lutwidge Dodgson, esse que, menino-jaguaribe, nunca despertou para o sacanão que ele – o autor, o autor, meus amigos! – era quando “deu em cima” da menina Alice achando que vivia num País das Maravilhas. Mas antes de entrar nos “poréns”, considerando ainda que Alice era a menina mais doce e maluca daquele mundo, insisto na repetição: tudo pode ser mesmo intriga da oposição.

Lewis Carroll era um matemático que gostava muito de crianças. E, como todo poeta, se de poeta não tinha lá tanto de louco tinha um bocado. Ele se dava também a loucura de inventar palavras – chuce (riso de desdém) e gallop triumph (galope triunfante) são dois bons exemplos -, caneta elétrica; triciclo; sistema mnemônico (epa!) para lembrar datas e nomes, e uma “invenção” que poucos sabem que foi invenção dele: a impressão do título de uma obra na lombada da capa, para que se pudesse facilmente ser encontrada na sua – no caso minha, sua ou dele – estante!

Uns dizem que Lewis Carroll gostava muito de uma droguinha. Heroína? Cocaína? Ópio? Por aí. Mas, por outro lado, esse um lado menos pesado, os seus pesquisadores alegam com a segurança dos famosos que o “inventor” de Alice sofria mesmo era de… Enxaqueca braba! Afirmam com a segurança daqueles que sabem tudo sobre nada e mais alguma coisa, que algumas das aventuras narradas por ele sobre Alice foram nascidas nas “percepções de aura da enxaqueca”!

Sei não, sei não… Sei não mesmo! Mas nunca ouvir falar de outra pessoa que criasse histórias tão geniais sob a influência de uma enxaqueca! Do ópio? Conheço muitos; cocaína? Outros tantos; heroína? Sei de alguns poucos heróis. Agora, “enxaqueca”? Desconfio, porém, cá com os meus botões de carne e osso, agora sem intriga da oposição, que o rapaz era mesmo chegado a uma pedofiliazinha. O cara – verdade! – nunca casou, vivia obcecado pelo pecado e sempre estava com sensação de culpa! Sentiram? Complicadíssimo

Tem mais: segundo descrevem por aí, Lewis era um sujeito tipo galã de cinema. Alto, esguio e elegante. Mas – vejam só! – tinha como “válvula de escape” – meu Deus! – a literatura e a fotografia!Segundo ainda os seus biógrafos, apesar da inteligência e beleza, o cara nunca estabeleceu quaisquer relacionamentos duradouros com… Mulheres adultas! Dá pra desconfiar ou não?! Tudo bem. Depois falarei mais sobre Alice e o seu “inventor”, o suspeitíssimo pedófilo Lewis Carroll.

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Sobre o Autor

Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Jornalista e escritor paraibano. Somente um pouquinho mais tarde viria o 1berto de Almeida – nasceu, cresceu, viveu e, mesmo não morando mais em Jaguaribe, nele ainda vive.

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