Crônicas

Os Ecos de Humberto

Campista Cabral
Escrito por Campista Cabral

Uma grande perda para o mundo a morte de Umberto Eco.

Ficamos mais pobres num mundo cada vez mais pobre de tudo.

E nesse mundo pobre, globalizado e idiotizado, ou, nas palavras do grande mestre italiano, num espaço de “tantos imbecis” (grande mídia, políticos, cultura de massa e, principalmente, internet), a ausência do autor de O nome da rosaserá sentida de forma dramática. Assim como a ausência de Saramago, de Gabriel García Márquez e de tantos outros nomes importantes. Eco pensou e viveu o seu tempo. Com olhar crítico e inteligência singular, demonstrou, em tudo o que escreveu, um conhecimento muito próprio das coisas.

Quando penso em mim como cronista e, mais incisivamente como contista, os ensinamentos de Umberto sobre a escrita fazem parte do meu ofício, escrever. É preciso criar um mundo e é preciso mobílias… É preciso narrar. E a narração é nossa essência. Tudo o que escreveu e disse e pensou agora fazem eco. Perdoem-me o trocadilho. Ecos de um tempo que parece acabar: o tempo de homens pensantes. Uma pena! Mais uma voz se cala!

No entanto, e eis a razão da imortalidade dos artistas geniais, enquanto houver mundo e enquanto houver sociedade, as palavras de Saramago, de García Márquez e de Umberto Eco continuarão vivas através dos seus escritos. E isso, por si só, já é um alento no meio de tantas celebridades instantâneas e informações “virais” por meio do You tube eWhatsapp.

Assim, aplaudo os escritos, a inteligência e a criticidade de Umberto Eco!

Que os ecos de Umberto continuem reverberando. Afinal, a literatura tem por mérito fazer a humanidade ser mais humana…

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Sobre o Autor

Campista Cabral

Campista Cabral

Escritor, poeta e cineasta amador. Publicou quatro livros. O REI, O POETA, A MULHER E O MAR (contos), TERRA BRASILIS (crônicas), PARA ENTENDER UMA NOVA EDUCAÇÃO (livro voltado para os problemas da educação no século XXI) e FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS INOVADORAS (livro sobre novas práticas docentes no ensino superior). Realiza anualmente o FESTIVAL DE CINEMA DE TERESÓPOLIS e, dentre alguns trabalhos na área, destaque para o filme NOITES COM SOL (2011) e os documentários PALAVRAS (2008), CAMINHOS EUCLIDIANOS (2012) e O QUE É FELICIDADE? (2013). Escreve regularmente para o Escritartes (www.escritartes.com) e Recanto das Letras (www.recantodasletras.com)

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