Crônicas

OS QUE ESCREVEM O MUNDO

Campista Cabral
Escrito por Campista Cabral

No meio do caos da Terra Brasilis sempre há alguém que se indigna com o que o cronista escreve sobre o Quinto dos Infernos.

Você fala mal demais do país!

Você só fala mal do país!

Não tem outro assunto?

Mas não me importo. Às vezes mais áspero, às vezes mais amargo, às vezes até mais poético, mas vá lá… é a notícia que há…

E como disse em outros textos, odeio este país, no entanto, amo de igual modo e com a mesma intensidade este controverso Brasil!

País das contradições!

Mas não é só da Terra Brasilis que trata esta crônica, ao contrário, estas linhas tortas e desiludidas falam um pouco dos falsários e dos perdulários do mundo! E estes, desgraça, se encontram em cada canto!

Corrupção, conflitos e jogo de interesses construíram um mundo, ou melhor, vários!

O mundo sempre foi dividido e isto é fato!

Ricos e pobres, sul e norte, capitalistas e socialistas, desenvolvidos e subdesenvolvidos, negros e brancos, homens e mulheres, cristãos e não cristãos e blá blá blá…

A questão é que, de tempos em tempos, conforme o interesse de um pequeno grupo, as engrenagens se movem para um novo caminho ou, até, são substituídas por novas engrenagens. O objetivo é fazer com que o mundo funcione da maneira que deve funcionar: muito bom para alguns e, para a grande maioria, um lugar difícil, difícil mesmo de se viver e acreditar!

E cá estamos nós, neste planeta poluído, de misérias carcomido, cheio de nações enganadas e ideias tresloucadas!

Politicanalhas, infelizmente, existem em todo lugar! Pior que piolho ou carrapato, bicho de pé ou o temido chulé… Estes seres emblemáticos vivem ditando normas e recriando a ordem das coisas e das gentes.

E assim, lemos sobre guerras e mais guerras, mortes, revoluções, golpes, anistia, bombardeios, ataques terroristas, violência gratuita e disseminada aos quatro ventos!

E assim, assistimos milhões de imigrantes perambulando pelo mundo, tentando sobreviver sem pátria, sem bandeira, sem rosto e sem chão.

E assim, vemos a fome e a miséria em vários países sem perspectivas de melhora: Somália, Etiópia, Haiti, Síria e, claro, aqui!

E cá estamos nós, neste planeta confuso, que me deixa, muitas vezes, mudo! Cheio de histórias e carregado das memórias de quem luta pra nascer e teima em viver…

Agora, neste exato momento, poucos humanos apontam os dedos para o globo, escolhem destinos e reescrevem o que acham que deve ser reescrito.

Agora, agora mesmo, em algum lugar da Europa, da América do Norte, um punhado de gente, gente que se acha mais que gente, passa uma régua no mapa e diz: “Isso é meu!”

Agora, agorinha, em algum escritório remoto, em uma casa distante da grande cidade, alguns pensam no futuro de todos… E pensam no planeta, ou no que ainda resta deste planeta outrora azul…

Enquanto isso, dentro das nossas misérias particulares, continuamos a nos escandalizar com os velhos desvios de sempre! Maracanã, linha 4 do metrô, nova secretaria dentro de um estado falido e etc e etc e etc! A lista é enorme e parece que não tem fim! E eu nem falei da reforma da previdência!

Agora, agora mesmo, tem gente pensando no que fazer com isso tudo…

O que vão fazer com a gente?

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Sobre o Autor

Campista Cabral

Campista Cabral

Escritor, poeta e cineasta amador. Publicou quatro livros. O REI, O POETA, A MULHER E O MAR (contos), TERRA BRASILIS (crônicas), PARA ENTENDER UMA NOVA EDUCAÇÃO (livro voltado para os problemas da educação no século XXI) e FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS INOVADORAS (livro sobre novas práticas docentes no ensino superior). Realiza anualmente o FESTIVAL DE CINEMA DE TERESÓPOLIS e, dentre alguns trabalhos na área, destaque para o filme NOITES COM SOL (2011) e os documentários PALAVRAS (2008), CAMINHOS EUCLIDIANOS (2012) e O QUE É FELICIDADE? (2013). Escreve regularmente para o Escritartes (www.escritartes.com) e Recanto das Letras (www.recantodasletras.com)

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