Crônicas

Os Ramos e as tramas deste Domingo

Bia Mies
Escrito por Bia Mies

O domingo começa com um centro de Rio de Janeiro repleto de ar quente, ruas vazias de gente (a não ser pelos que ainda dormem em caixas de papelão), ventiladores que rodam ao doce sabor dos pouco mais de 30 graus – árido e asfáltico Saara carioca. Um senhor se apóia em um totem que informa a direção de três ruas diversas. Nos observa com a secura do azul de seus olhos, intrigante: são mais profundos que o recinto Guanabara do Atlântico. Atravessamos. Fendas de aço cortam a nova pavimentação, quase virgem, onde um futuro próximo delineia-se sob os contornos turvos do Veículo Leve sob Trilhos (VLT). Nosso destino está a esquerda de quem se dirige à Praça Mauá, um café da manhã diferente. Domingo de ramos, portas fechadas e apenas uma placa preta com uma xícara fumegante em branco. Frustramos nossos planos. Saímos em busca de uma padaria ou algo do tipo, antes que as primeiras doze badaladas do dia se adiantem nos sinos da catedral mais próxima.

Museu é uma atividade dominingueira. E nada melhor do que aliar beleza, um dia bonito, desjejum e arte. Tem muita gente para esse lado do centro pelas ruas. O Museu de Arte do Rio tem um café muito aconchegante no térreo. E é aqui que acabo essas palavras já não tão matutinas, com pão na chapa, pão de queijo, suco, cappuccino e broinhas de milho.

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Sobre o Autor

Bia Mies

Bia Mies

Carioca, nascida em 1988, de origens itaiana-suíça-portuguesa, cronista, artista, arquiteta, atriz, urbanista; do mundo...
Esta autora escreve aos Domingos.

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