Crônicas

Por que Dilma não ama os cães?

Francci Lunguinho
Escrito por Francci Lunguinho

Li, no Blog Oficial da ex-presidenta Dilma Rousseff, confirmação da morte do cachorro Nego e dei-me por satisfeito com a explicação sobre os motivos que a levaram a tomar essa decisão tão dramática.

O cão da raça labrador foi sacrificado logo após Dilma deixar Brasília. Primeiro, quero dar uma opinião em torno de Nego para só depois explicar o porquê do título desse texto ser tão taxativo.

O labrador estava com 14 anos de idade, e para um cão de grande porte, é provável que já estivesse no fim da vida. Sacrificar um cão não é uma tarefa fácil para ninguém. Creio que, para qualquer pessoa que ame um animal de estimação, isso jamais será bom em tempo algum.

E, por que acredito que a atitude da ex-presidenta foi louvável em relação a Nego? Porque, segundo a nota lançada à imprensa, Nego era portador de Mielopatia Degenerativa Canina. Uma doença degenerativa que age lentamente e atinge a medula do animal, ou seja, até o término da vida, Nego iria viver momentos de muitas dores e sofrimento. E, como o procedimento foi indicado por um veterinário, não há motivo razoável para não concordar, a não ser para àquelas pessoas que são contra a eutanásia.

Nego não era o único cão que vivia na casa, havia pelo menos mais quatro. Ele, durante diversas vezes, fora visto pelos gramados e jardins do Palácio na companhia da ex-presidenta fazendo caminhada. Acontece que Dilma partiu deixando para trás os outros quatro cães.

E por que ela fez isso? Simplesmente porque ela não ama os cães.

A figura de Nego era usada para passar imagem de boa gente da Dilma. As pessoas gostavam de ver a dupla passeando e felizes, mas agora que a história veio à tona, também trouxe uma enorme decepção para quem achava que a Dilma o amava. É lamentável, mas ela simplesmente o usou duranto toda a sua permanência no Palácio da Alvorada.

E o que acontece com os outros cachorros?

Boni, Galego, Princesa e Fafá estão com outros donos agora. É claro que não houve maus-tratos ou negligência, apenas falta de amor.

Eles foram doados para outros lares e, certamente, serão bem cuidados e felizes onde estiverem. Mas, como fica a mente de um cão quando perde a família? Um cão esquece fácil, tem a capacidade de não sofrer como os humanos. Mas mesmo assim não é justo!

Será que somos capazes de esquecer assim tão rapidamente? Aposto que não. A não ser para aqueles que têm o ego maior que tudo ou que não seja capaz de pensar na vida de outro ser. Não sei se é assim que ex-presidente pensa, mas abandoná-los, para mim, foi um ato covarde. Não há justificativas que me convençam do contrário.

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Sobre o Autor

Francci Lunguinho

Francci Lunguinho

Jornalista, radialista e Editor do portal Crônicas Cariocas.
Amante do jiu-jitsu, corridas de rua e cães. Também é editor da web rádio www.radiomatilha.com.br

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