Crônicas

Restaure-se a moralidade criminalizando o Caixa 2 ou locupletemo-nos todos!

Humberto de Almeida
Escrito por Humberto de Almeida

Sacanagem das grandes essa história de descriminalizar – disse “descriminalizar” – o Caixa 2. Nem precisava tanto ensaio para essa  peça em  que todos sabíamos ser o cidadão honesto aquele que morre no último ato. “Caixa 2” não é crime? Ora, se não é crime o uso desse Caixa para encobrir essa dinheirama roubada e depositada em contas aqui e alhures sem que os beneficiados soubessem, podemos chamar iso  de quê?

Pulhas!

Nada a ver com isso? Tudo! Vemos e – alguns – vomitamos quando isso vemos.  O sujeito somente sorriso, como aquele ex-croto marqueteiro. confessar que nunca movimentou conta alguma e nem sabia que milhões de dólares (sempre  dólar!) nessa estava depositada é ser ex-croto demais.  Não saber da existência de uma conta aberta em seu nome com milhões de dólares?

Sacripantas!

Piores mesmo, ou mais piores, como diria o sem graça Luiz Vieira, são aqueles que respondem a essas acusações morrendo de tanto sorrir porque sabem que ressuscitarão gargalhando. Eu como fico? Imaginem. Acho que a corrupção, no caso desses. vem mesmo do berço. Nascem ex-crotos de corpos e almas, essas que não tem, almas, e vendem logo nos primeiros anos de suas sacanas vidas.

Sevandijas!

Acreditem e nunca pensem em deixar de acreditar. Por mais que tente ser um ex-croto como eles,  não consigo. Mesmo não sendo réu, confesso que passei por alguns cargos em que o dinheiro estava a poucos sentimentos da minha mão e nunca a estirei para pegá-lo, como fazem esses ex-crotos. Nunca, porém, nunca mesmo meti a mão em pouco ou muito desse dinheiro que não era meu.

Bandalhos!  

Insisto. Nunca desisto de aqui espalhar que a vergonha foi a herança maior que o meu pai Compadre Heráclito me deixou, distribuiu entre os seus. Nunca em momento algum pensei em usa-lo como empréstimo, sem juro e correção monetária, para devolver no fim de mês. Por que final do mês? Explico.

Sendo um  servidor público, somente assim –fim de mês – posso traçar um novo começo. Esses pulhas – como dizer? – não, eles não apenas tocam, como rouba o dinheiro que toca. São Midas ao contrário: tudo que tocam, vira merda. Orgulham-se  dos pulhas que são. Afinal, eles sabem que no final tudo acaba dando certo pra eles. Ou tudo dar certo ou eles roubam o resultado, falsificando-o, para certo ele dar. Infelizmente. Se compensa o crime por aqui? Ora, a resposta vai além: recompensa.

Desbriados!

Em tempo: Vicente Cândido, deputado petista, vale ressaltar, não incluiu no seu parecer a tipificação de “crime” para o Caixa 2.  Para eles – Vicente et caterva – o Caixa 2 não é crime.  Agora, porém,  assume  eufemisticamente outros nomes como “prestação falsa de contas e lavagem de dinheiro”. Ah, então tudo bem. Ninguém roubou e ninguém é desonesto nesse paisinho de merda.

Fim de papo.

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Sobre o Autor

Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Jornalista e escritor paraibano. Somente um pouquinho mais tarde viria o 1berto de Almeida – nasceu, cresceu, viveu e, mesmo não morando mais em Jaguaribe, nele ainda vive.

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