Crônicas

Ronaldo é a cara do atraso Caiado e cuspido!

Humberto de Almeida
Escrito por Humberto de Almeida

Às vezes me descubro um sujeito boiando na água feito aquilo que muitos fazem e todos sabem que não podemos evitar fazer. Como assim? Em poucas palavras explico: não consigo ter o ódio merecido por certas pessoas. Uma delas? O médico ortopedista, apelidado de “quebra ossos”, e senador Ronaldo Caiado.

Acreditem. Quando esse sujeito aparece na televisão, tenho uma vontade danada de puxar a descarga dele. A cordinha? Acho ser a gravata que ele usa. Aí eu fico pensando com os meus botões hoje mais carne do que osso: é só puxar para vê-lo descer pelo vaso sanitário do banheiro onde costuma ensaiar os seus discursos contra pobres e nordestinos. Ah, e agora contra uma presidente cujo pecado maior foi o de não saber escolher os seus “cumpanheiros”.

Na minha ilha cercada de livros e discos e filmes por todos os lados, assisto a chuva caindo e se derramando pelas ruas e campos e cidades como se rio somente fosse. Lá vai a chuva se arrastando que nem cobra pelo chão, pegando caminhos e atalhos! Aí aproveito o embalo e dou uma passadinha pela “Toca dos Leões”, o livro de Fernando Morais, edição de 1989. E por falar em “toca”, aproveito para mandar um putabraço para o bom Fabio Mozart lá na toca dele.

Nessa “Toca”, a do livro do Fernando Morais, mesmo que também contra o referido tenha algumas poucas e boas, mas não tanto, ele aproveita para mostrar as entranhas do mais terrível representante da famigerada extrema-direita que assola o verde-amarelo. Tudo. Mas sem esquecer que nessa descoberta não tem o sabor da “coisa desconhecida”. Pois, se todos não sabiam, muitos desconfiavam.

Pois é. Nessa época em que se passa a história que passo a narrar, o possesso senador – não temos a melhor representação, mas fosse esse senhor um representante do meu Estado preferiria o de fome – Ronaldo Caiado era o então presidente da UDR, uma união lá deles, que traduzida para os menos entendidos no assunto significa União Democrática Ruralista (toc, toc, toc). Preciso dizer mais alguma coisa? Não. Acho que não. O que disse o Fernando Morais a respeito do possesso senador? Triste, mas é verdade.

Fernando conta que o tresloucado senador Ronaldo Caiado, naquela babação hidrófoba da qual lhes falei há pouco, procurou a agência do publicitário Gabriel Zeilllmeister para fazer sua campanha. Tão acompanhando? Tudo bem. Posso ir em frente? Obrigado. Agora, por favor, pasmem, e se pasmar não quiserem, desmaiem. O encontro foi isso mesmo com ph de pharmácia. Eu conto.

Babando pelo canto da boca feito cão raivoso, hidrófobo, assim não descrito pelo Fernando Morais, mas imaginado por este “Malabarista de Palavras”, apresentando-se como candidato ao Senado, Caiado defendeu com unhas e dentes caninos a “esterilização das mulheres nordestinas”, por meio de um remédio adicionado á água! O que pretendia a besta-fera com a sua “humana” proposta? Simples: resolver o maior problema do país. Como? Segundo o Fernando, impedindo a “superpopulação dos estratos sociais inferiores, os nordestinos”!

Meu Deus! Médico e monstro? Nada disso! O homem, pelo que vocês acabaram de ler nos escritos que eu li há pouco, esses do Fernando Morais, é cem por cento monstro! Pior: o homem está podre! Mesmo os não nordestinos, esses sem nem um pouco do “monstro” que esse médico carrega consigo, ficaram enojados com a podridão em que se transformou o homem.

Por isso, como disse no comecinho destas mal-traçadas, sinto uma vontade danada de puxar a sua – dele – descarga quando ele aparece na telinha colorida da Rede Globo babando em defesa do impeachment da presidente Dilma e posando de o sujeito mais sério e “humano” do mundo.

O que sinto? Ódio não, nojo! Tenho nojo do Ronaldo Caiado.

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Sobre o Autor

Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Jornalista e escritor paraibano. Somente um pouquinho mais tarde viria o 1berto de Almeida – nasceu, cresceu, viveu e, mesmo não morando mais em Jaguaribe, nele ainda vive.

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