Crônicas

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Campista Cabral
Escrito por Campista Cabral

Se tivéssemos um país justo, com regras claras e representantes de fato da população, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Se a sanha da corrupção e os abusos dos canalhocratas não sangrassem as contas públicas, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Se as mordomias e privilégios dos encastelados pelo poder fossem extirpadas de uma vez, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Se os impostos, sempre altos, injustos e pessimamente administrados passassem a ser justos para todos, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Se não houvesse canalhocratas com o poder de decidir pautas tão importantes, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Se o país começasse a se aprumar, limpando de maneira significativa todos os poderes, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

É, no mínimo, ridículo discutir algo de tamanha importância e cujo impacto será grande para boa parte dos brasileiros, no apagar das luzes de 2017.

É absurdo, monstruoso, irresponsável e criminoso o que tencionam fazer os canalhocratas: mais uma vez colocar nas costas de quem é honesto o peso da maldita corrupção!

E ouvimos o discurso de sempre, de que será pelo bem do Brasil! A reforma é necessária! A reforma é urgente! Para o bem de quem? Urgente pra quem? Necessária pra quem?

Números e fracos argumentos da economia não convencem diante dos desmandos cotidianos.

Planilhas e frases feitas de canalhocratas especializados na desfaçatez não convencem diante do óbvio: arrecada-se muito e cada vez mais, onde vai parar tanto dinheiro?

Se este fosse um país sério, com justiça e com dignidade, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Como esse país não existe, eu digo NÃO!

 

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Sobre o Autor

Campista Cabral

Campista Cabral

Escritor, poeta e cineasta amador. Publicou quatro livros. O REI, O POETA, A MULHER E O MAR (contos), TERRA BRASILIS (crônicas), PARA ENTENDER UMA NOVA EDUCAÇÃO (livro voltado para os problemas da educação no século XXI) e FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS INOVADORAS (livro sobre novas práticas docentes no ensino superior). Realiza anualmente o FESTIVAL DE CINEMA DE TERESÓPOLIS e, dentre alguns trabalhos na área, destaque para o filme NOITES COM SOL (2011) e os documentários PALAVRAS (2008), CAMINHOS EUCLIDIANOS (2012) e O QUE É FELICIDADE? (2013). Escreve regularmente para o Escritartes (www.escritartes.com) e Recanto das Letras (www.recantodasletras.com)

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