Crônicas

VALOR DO FUTURO

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Enio Ricanelo
Escrito por Enio Ricanelo

Por Enio Ricanelo, colunista, para Crônica Cariocas.

“Um confronto com muitos lados”, foi o que declarou o Presidente Donald Trump, em relação ao incidente em Charlottesville, no último dia 13. Eis um típico nacionalista, no caso de Trump, ultranacionalista.

Não confundam a ideia de nacionalismo com patriotismo, pois são coisas bem diferentes. O nacionalismo parte da ideia de salvaguardar fronteiras, supremacia racial e ardor do espírito de guerra. O patriotismo é de interesse cultural, para preservar as nossas tradições. Mas a maior diferença entre ambos é a compreensão do mundo globalizado.

A globalização, tem no seu gene, a extinção de barreiras, a multicultura. O que seria uma afronta para os ultranacionalistas. Agora você deve estar pensando, onde mora o perigo nessa história toda?

Pois bem, voltemos para os anos da segunda guerra, o partido alemão – de Hitler – era ultranacionalista. O saldo dos ideais nazistas levaram a morte de 6 milhões no holocausto. Preço caro, não acha¿

O ultranacionalismo atual. A nova face do pensamento adotado por Hitler, são as bandeiras erguidas por Marine Le Pen, na França, Donald Trump, nos EUA e Jair Bolsonaro, no Brasil.

Todas essas figuras do cenário político atual, partilham da ideia da raça soberana e não olham a multicultura como algo positivo. O perigo mora aí, o que será feito com essas indiferenças? Segregar? Matar? Escravizar?

Hoje pagamos a conta por nossa gente não saber o mínimo de história. No Brasil, mais especificamente, vemos um vácuo no conhecimento do que se trata a Ditadura Militar, uma época obscura da nossa história, tão escura, que os mais jovens esquecem.

Chame o Ladrão. Apagada tão fortemente que Bolsonaro a defende em rede nacional, e mesmo assim continuar a ter uma aprovação considerável nas pesquisas de opinião. Apesar de muitos rirem da possibilidade de Jair ser presidente do Brasil, válido relembrar que Hitler também sofria com a mesma chacota…pois bem, visível o resultado.

Algo que todos esses regimes têm em comum é a falta de liberdade e a quantidade de armas e violência. Reflita, fazer a paz com armas, é tão incoerente quanto se globalizar colocando fronteiras. É hora de pensar no futuro, antes que pensem por nós.

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Sobre o Autor

Enio Ricanelo

Enio Ricanelo

Tem 18 anos, solteiro, mora na cidade de Atibaia, São Paulo. É estudante de Jornalismo na FAAT Faculdades. Locutor esportivo, repórter e fundador do portal In Foca. Correspondente do L’Eco di Bérgamo e Assessor da Prefeitura de Bom Jesus dos Perdões.

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