Vinicius e Olavo

by Roberto Ferrari | 04/11/2017 07:29

Este ano comemoramos duas datas de suma importância, 35 anos do falecimento do grande poeta Vinícius de Moraes e o sesquicentenário do nascimento do Príncipe dos Poetas, Olavo Bilac. Dois nomes que marcaram a poesia e que colaboraram significativamente com a cultura e o acervo literário do Brasil.

Vinícius de Moraes além de um grande poeta foi um artista que se dedicou a musica, inovando ao lado de Tom Jobim com a Bossa Nova e Olavo Bilac, além de ser um poeta magnífico, fez o hino a Bandeira e foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e tinha por patrono outro gigante da nossa poesia, Gonçalves Dias. Sou um amante das letras, das artes no seu todo e como tal não poderia deixar de escrever esta singela homenagem a estes dois gigantes.

Abaixo estão duas poesias de minha autoria, a primeira em homenagem a Vinicius e a segunda em homenagem a Olavo Bilac. As poesias foram escritas procurando seguir o estilo poético destes dois poetas magníficos. A poesia tem o poder de alimentar a alma e revelar emoções há muito amortecidas. O poeta é aquele que revela seus sentimentos através da combinação de palavras capazes de provocar um turbilhão de emoções. Vinicius de Moraes e Olavo Bilac eram mestres nesta arte.

Fuga

Meus amigos, quero declarar meu amor
Por esta mulher que me invade a alma
Cujos olhos me envolvem como um abraço
E me despertam a noite.
Os lábios desta mulher me sufocam com seus beijos
Eles são úmidos e inquietos
E sabem como despertar meu desejo.
E mostrar-me a sensualidade do momento
Amigos vós que amais a linguagem da minha alma
A minha poesia sofrida
E minha amizade
Amigos! Salvem-me desta mulher que me sufoca
Com seus abraços
Com seus carinhos
Seus braços são como raízes
Nascem e morrem em mim
São como o silêncio que paralisa
Rezem para que ela me deixe,
Meu amor por ela me mata
Morro aos poucos deste sofrimento

Vivo por ela
Amigos me livrem desta mulher
Deste amor impossível.

Tormento

Não direi que deixei de sonhar com teu amor. 
Nem que a tua presença se diluiu perante o meu olhar. 
Busquei inutilmente apegar- me a ti, a um passado sofrido 
Não tive sucesso as lembranças do amor eram maiores. 
Chamei-te e vieste. 
Para quem sabe um ultimo desejo. 
Trouxeste a desesperança da volta.
De ti não posso esperar nada a não ser tormento.
Do teu amor só levarei uma saudade doída na minha alma.
Mulher tu ficarás na minha vida como inspiração. 
Como uma aflição para todas as minhas alegrias. 
Como não posso ter-te, escrevo e declamo este vão amor.
Tu és a agonia da minha alma. 
Louca paixão! 
É vã a tentativa de me libertar da tua lembrança. 
E quando eu caminhar pela areia cantando para o mar.
Revelando minha dor aos céus. 
Sinto que me terás como me tinhas no passado.  
E embora sabendo que tu foges do meu amor. 
Eu me arrastarei para o acalanto dos teus braços.
Eterna amada!!!

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