Novelas

Asfora, a vizinha metida e o yorkshire – pt-2

Carioca da Silva
Escrito por Carioca da Silva

Cap. 02 – “Segunda sem-lei”

Asfora estava numa cilada sem fim. Pensou em sair dali o mais rápido possível. Procurou alguém que pudesse se identificar e pedir socorro. Parecia tudo muito estranho, ele ali, a poucos metros da porta de casa, mas impedido de entrar.

Asfora jamais lembrava os nomes dos vizinhos, exceto o de Madá, a gostosona que ele havia posto os olhos desde a sua chegada algumas semanas antes.

No apartamento, quase não havia móveis. Além da cama, a máquina de lavar, uma mesa com três cadeiras e alguns objetos pessoais, tinha uma coleção com mais de 200 discos de vinil que guardava com muito esmero: eram as iscas perfeitas para qualquer uma que adentrasse o seu cafofo.

Levava uma vida satisfatória. Longe de encrencas, mas livre para viver algumas emoções. Procurava não se envolver com mulher casada, a não ser quando se tratava de uma vizinha, seu ponto fraco: era difícil manter qualquer controle.

Ah, mas naquela manhã de segunda-feira, viveu os piores momentos – ou pesadelos – da sua vida. Embora toda aquela confusão parecesse surreal, a criança acompanhada da mãe era o que mais o preocupava. Pensou na inocência daquela menina vendo um homem pelado. Não queria ela ali. Visualizou as sobrinhas e ficou deveras assustado.

– Não sou tarado – repetia ele.

Daí, alguém apareceu com uma toalha. Ele a enrolou no corpo. Sentia-se vestido agora, mas a vergonha ainda era enorme.

Foi então que outro se lembrou do cachorro, e gritou:

– Esse homem matou o cãozinho. Ele é um demônio!

Todos correram em direção ao yorkshire. A menina o segurou no colo com muito cuidado para não machucá-lo ainda mais.

– Chame o Roberto do 1.308. Ele é veterinário – falou a mãe da menina desesperada.

Nisso que o Roberto apareceu, todos se voltaram para o cachorro. O bichinho agonizando quase sem vida no chão.

Roberto já foi avisando que cobraria a consulta e perguntou para quem deveria enviar as despesas pelo atendimento. Ninguém gostou da atitude do veterinário, porém, todos concordaram que o animal deveria ser examinado para evitar o pior.

De repente, Asfora percebendo a distração dos presentes, paproveitou para tentar dar o fora. Correu em direção à porta do seu apartamento, mas, para o seu desespero, foi visto no exato momento em que tocou a maçaneta.

– Segura esse homem que ele quer fugir dos seus compromissos – gritou Madá, enfurecida, já passando a mão na lata de lixo com a intesão de atirar-lhe às costas. O homem sem roupa foi atingido nas pernas e deu de cara contra a parede. Cambaleou e caiu de venta entre as pernas de Madá.

– Agora fudeu – Pensou Asfora!

*Fim do Capítulo 2 – **Continua no próximo Capitulo…
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Carioca da Silva

Carioca da Silva

*CARIOCA DA SILVA é carioca mas é fictício. Solteiro, mora sozinho e é apaixonado por qualquer vizinha gostosona que tem, já teve ou terá.

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