Música

Faltam canções para tempos assim

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Escrito por Redaçao

Linha Chilena nasce de uma parceria iniciada por Fábio Assis (baixo) e Marcelo Guimarães (guitarra/vocal) em março de 2016. O objetivo era realizar “jams” em alguns fins de semana, como amigos que se reúnem para o futebol do domingo. No repertório: Clash, Joy Division, Picassos Falsos, Violeta de Outono…

Depois de alguns meses e vários bateristas, compor passou a ser uma necessidade. A ideia era criar canções que refletissem o comportamento e as coisas simples do dia a dia num mundo que é, a cada instante, brutalmente transformado pelas novas tecnologias. Sendo um grupo da Zona Norte, a Linha Chilena tem no subúrbio carioca sua base – tanto física quanto ideológica.

Já plenamente dedicada a um repertório autoral, a banda – como quarteto – segue até dezembro de 2016, quando uma reformulação se faz necessária com a saída de um guitarrista e do baterista. No fim de janeiro de 2017, Elen Luna (bateria) se junta a Marcelo e Fábio, e consolida o grupo como um trio.

A Linha Chilena é uma banda fortemente influenciada pelo pós-punk naquilo que o gênero tem de mais positivo: a liberdade experimental partindo de elementos simples. O Rio de Janeiro – com todas as suas contradições – também é um dos alicerces do trabalho e surge tanto nas letras quanto na fusão com o samba em algumas canções.

O conceito por trás do nome do grupo não reflete qualquer intenção violenta, mas sim determinação e força de vontade. Diante da atual cena carioca, marcada por inúmeras bandas cover e por um público que carece de curiosidade, a opção por um repertório 100% autoral significa nadar contra a corrente, mas a crença de que “faltam canções para tempos assim” é um dos nortes do grupo. É preciso olhar para frente

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