Layout A (one post)

Cinema Crônicas

Love: arte ou pornografia?

Com bons dois anos de atraso, como já é de costume comigo, assisti ao filme Love, de Gaspar Noe. Acabei de ver. É dessas produções que carregam a pergunta: o filme é erótico ou pornográfico? Acho a pergunta meio besta, pois a discussão pode ser mais profunda, haja vista a defesa que muitos fazem de que pornografia também pode ser uma forma de arte.

Gostei muito do filme. Muito mesmo. A cena inicial, por ser totalmente explícita, pode causar frustração a alguém que espere do filme um “pornô com história”, pois ele absolutamente não é isso. Quando lançado, o fato de ter sido feito em 3D chamou muito a atenção, atiçando a curiosidade sobre como seria ver cenas de sexo explícito em 3D. Quem foi ver o filme pensando nisso deve ter se frustrado duplamente. Eu, que vi o filme num DVD simples, gravado por um amigo – não sei baixar filmes –, fiquei imaginando onde o 3D caberia num filme com pessoas conversando e fazendo sexo. Essa eu perdi. Há planos sequência muito bonitos onde cabe a experiência tridimensional, sim, por que não? Aliás, Gaspar Noe conseguiu um memorável exercício de estilo. No início parece que um filme esteticamente monótono vem pela frente. É aí que vem o espanto: subitamente, surgem cenas de rara beleza plástica e inventividade. Constatado isso, o filme nem precisava ser profundo. Mas aí ele vai e nos surpreende novamente, trazendo uma discussão sobre o amor completamente coerente com o título Love. Não é apenas um filme de amor e sexo: é sobre amor e sexo. Mas tudo de forma simples e direta, sem teorizar. Em um diálogo, o personagem principal – um tipo de alter ego de Noe – pergunta à sua amada sobre qual é a coisa mais importante do mundo, ao que ela responde ser o amor. Então ele pergunta sobre a segunda coisa mais importante. Ela responde sexo. Ele então conclui: “imagine unir essas duas coisas…”. Não dá para o expectador interessado em filmes de amor ficar incólume a diálogos como este, que o filme ostenta em profusão.

SEXO E DROGAS – Sinceramente, mesmo o filme trazendo várias cenas de sexo explicito, algumas realmente muito bonitas, o que é mais pesado nele, pesado de verdade, é a conjugação sexo e drogas. Todos os personagens – com exceção de um menininho – usam drogas. O tema não é abordado com moralismo, embora os personagens se mostrem completamente desnorteados pelas drogas, chegando a admitir isso em uma ou duas cenas. Realmente esse aspecto dá um tom “barra pesada” à coisa toda. De toda forma, as cenas de sexo acabam sendo, obviamente, o grande atrativo – o que foi tratado por muitos como apelação. Isso pode fazer com que desmereçamos o filme, o que seria um pecado, pois Love é um filmaço. Pena a crítica ter caído de pau nele: talvez tenham esperado um filme mais excitante e menos triste e arrastado. O ritmo é lento, sim, como tantos outros bons filmes de ritmo lento. Não posso deixar de lembrar que é realmente para um público adulto, ainda que muitos críticos o tenham considerado “pouco erótico“. É bom ir com cuidado. Ainda que seja um estudo sobre o amor, não é para pais e filhos assistirem juntos, tampouco pra se colocar numa sala de aula, pelo amor de Deus.

Print this entry

Ler mais

Layout A (slider)

Crônicas

O pensamento positivo e a vida

Hoje resolvi escrever esta crônica sobre o pensamento positivo, pois é e ainda tem muita gente que não aprendeu que nossa mente é nossa maior arma para vencer os obstáculos da vida.

Hoje li uma postagem no Facebook de um pensamento de Buda que dizia exatamente isso, ou seja, tudo que você pensa com intensidade acaba acontecendo, a força da nossa mente nos é totalmente desconhecida.

Por isso aquela máxima: Cuidado com o que você deseja. Devemos nos fazer esta pergunta para descobrirmos se estamos prontos para receber tudo o que mentalizamo0s. A escalada do sucesso na vida é feita degrau a degrau, não existe outra maneira de triunfarmos honestamente, seguindo as regras da sociedade, mas podemos ter a certeza que alcançar nossos objetivos fica muito mais fácil se utilizarmos a força do nosso pensamento.

Este raciocínio vale para tudo, negócios, carreira, saúde principalmente. Se repararmos por muitas vezes nos deparamos com pessoas muito negativas, sem luz, pessoas que não tem força mental para enfrentar a vida de peito aberto, com o moral elevado, buscando oportunidades na dificuldade.

Podemos ter a certeza que nada é fácil nesta vida, mas como dizia o cantor de reggae Bob Marley: “A vida foi feita para quem topa qualquer parada e não para quem para em qualquer topada”. Esta frase é a essência da minha vida, sempre lutei mesmo nos momentos mais difíceis e não me arrependo de nada, se precisasse  enfrentaria tudo de novo.

A persistência aliada ao pensamento positivo nos faz guerreiros e gigantes para triunfar com energia.

Todos nós sabemos o final da história, é igual para todos, então vamos sair deste mundo  tendo feito a vida valer a pena, tendo vivido com intensidade, amado com paixão, e na medida do possível executar uma tarefa que se gosta e se não for no nosso trabalho, vamos procurar fazer alguma coisa que de prazer fora do trabalho.

Eu posso dizer que amo o que faço e escrever é como respirar, fundamental como a vida. È uma declaração de amor às Letras que são tão importantes na minha vida, deram um novo sentido a minha existência. Enfim meus amigos tudo acontece na minha vida por que persisto e tenho muito pensamento positivo, atraio situações favoráveis.

Print this entry

Ler mais
Crônicas Música

VAMOS FALAR DE MÚSICA?

Vamos falar de música. Poderíamos comentar a nova do Chico Buarque, que dizem ser meio machista. Bobagem. Apenas uma letra que fala de amantes infiéis. Aliás, o adultério não é novidade para o moço dos olhos cor de ardósia. Não chega a ser rodriguiano, mas dá suas investidas. O letrista de “quero ficar no teu corpo feito tatuagem, que é para seguir viagem, quando a noite vem” não decepciona, para ódio daqueles que o odeiam. Falando em Chico e tatuagens, outro dia um deputado idiota (quase pleonasmo) fazia uma de henna com a palavra “Temer” em seu ombro. Tolice. Quando ele proferiu discurso dando loas ao nosso presidente em exercício, talvez quisesse referir-se ao verbo temer: temia que não aumentassem suas mordomias; temia não ser reeleito caso barrassem o Distritão; temia ficar sem a grana da campanha, caso os nobres políticos não votassem o fundo eleitoral (nova firula para substituir o Caixa 2 das empresas privadas). Coisa de mais de 4 bilhões. Acinte. Vai ficar por conta e na conta de nós, passivos contribuintes.

Falemos de música. Músicas que celebram encontros, como o da cantora Fabiana Cozza com o pianista cubano Pepe Cisneros, festejando a obra de Bola de Nieve. Encontro mais do que feliz. Diferentemente do meeting da nossa futura procuradora-geral Raquel Dodge com o Temer, na casa deste, dez da noite, fora da agenda. Tomara que os assuntos tratados difiram do abordado com o Joesley Batista. Parece que esse tipo de encontro marcado out of time e apud Fernando Sabino, passou a ser moda. Pobre Bola de Nieve que não tem nada a ver com isso. E nada a temer, diga-se en passant.

Voltemos à música. Para quem gosta de metal pauleira, uma dica é o CD “Dead Cross”, que junta o cantor do Faith No More e o baterista do Slayer em dez faixas pesadas. Puro punk. Mais até do que a proposta do governador Pezão, lançando edital para a contratação de jatinho necessário à locomoção, ao preço de dois milhões e meio enquanto os servidores do estado estão sem receber seus salários há três meses. Bota punk nisso. Mas não nos desesperemos, afinal nem tudo está perdido e o Maluf não consta da lista do Lava Jato. Temos algumas boas notícias. A atraente cantora e compositora americana Kesha vem com novo álbum, lembrando o poder feminino e outras nuances. É o seu terceiro disco. Para quem não lembra Kesha ainda está em batalha contra seu ex-produtor, ao qual acusa de abusos sexuais. Embora abuso mesmo seja a da classe política que, sem a menor classe, não está nem aí para quem a elege, faz o que bem entende, em benefício próprio e sem o menor pudor. E o voto ainda nos é obrigatório. Enquanto isso, Roberta Sá canta no Circo Voador, o novo Barão Vermelho faz show e Teresa Cristina mergulha no repertório de Cartola, lembrando que nossa cidade continua no abandono, as balas nos procuram, ninguém atravessa a Linha Vermelha sem emoção e o país, na pindaíba moral e monetária, aguarda por eleições ano que vem. Talvez à espera de um Messias de última hora ou de um míssil do Kim Jong-um direto em Brasília.

Print this entry

Ler mais
Crônicas

Dia dos Pais

Quando meu pai tinha por volta de onze anos, perdeu o próprio pai e tornou-se o único homem da família, constituída pela mãe e duas irmãs, sendo ele o filho do meio. A irmã caçula morreu com apenas dezoito anos e, exatamente um ano depois, morreu também a irmã mais velha. Sua mãe veio a falecer quase em seguida, deixando-o praticamente só no mundo. Sobrou-lhe a avó materna, certamente abalada pela tragédia que lhe ceifou a filha, o genro e as netas. Com fama de mulher forte, teve coragem suficiente para abrigar o neto desamparado, e foi com ela que meu pai morou até se casar com a minha mãe.

Tudo isto se passou em Portugal. O português, principalmente o mais pobre, traz nos genes a ideia da imigração, para “vencer na vida”. No caso do meu pai, além do espírito de aventura e da vontade de buscar oportunidades que não existiam na pequena cidade onde morava, imigrar era igualmente uma forma de se afastar do ambiente em que ocorrera a tragédia que atingira sua família.

Por conta desses acontecimentos, que não gostava de comentar, o adulto jamais se libertou da tristeza do menino. Mas era determinado, e lutou muito para alcançar a tal vitória na vida. No caso, dar aos filhos um nível universitário e uma vida de classe média. Com a ajuda de minha mãe, outra lutadora (contudo essa conversa fica para uma próxima ocasião).

Meu pai imigrou para o Brasil. Poderia ter escolhido qualquer lugar do planeta, porém o clima, e as chances que naquele tempo diziam existir por aqui, soaram-lhe atraentes. Foi assim que me tornei carioca.

Contava que, quando o navio que o trouxe para o Rio, se afastou do cais, muitas pessoas permaneceram no convés, acenando para as que ficavam. Ele acenou também, embora não houvesse ninguém se despedindo dele, porque não queria parecer abandonado. Além disso, desejava ver Lisboa do mar, e não tinha pressa em descer para a cabine de terceira classe que ia dividir com mais cinco imigrantes, todos em busca da terra prometida. Que nunca seria como o eldorado dos seus sonhos. Deixava Portugal para jogar-se na aventura que povoa os sonhos do desbravador. Não sabia ainda que dormiria em obra, comeria parcamente, e que muitos o julgariam condenado a ser peão. Nem que teria de lutar contra o preconceito que o mundo dedica a quem teve menos oportunidades na vida.

Veio para o Rio já com garantia de emprego, mas alimentava a ambição de lançar-se por conta própria, e tinha a coragem dos destemidos que têm pouco, ou nada, a perder. Habilidoso, um marceneiro de primeira, achou que seria bem-sucedido colocando olhos mágicos em portas, uma novidade na época. Foi sua primeira iniciativa brasileira para melhorar a renda. Mandou imprimir uma resma de cartões de visita oferecendo seus préstimos, e os distribuiu por vários bairros. Estranhou que ninguém lhe telefonasse, nem para perguntar o preço. Desconhecia que no Rio de Janeiro, cidade grande, e desconfiada desde sempre, dificilmente se chama um desconhecido para fazer serviços em casa.

Quando o imigrante chega ao destino escolhido, quase sempre encontra uma sociedade diferente da que imagina. Os obstáculos não são pequenos. Certas coisas, a gente só consegue entender se cresceu no lugar, e isso vale para qualquer lugar. São as canções da infância, as brincadeiras que se fazem em conjunto, o convívio na juventude, que uniformizam um grupo social. Um imigrante não tem essa bagagem local. Permanece, mesmo se bem aceito, um eterno forasteiro.

Por outro lado, de onde o imigrante saiu, as coisas não prosseguem congeladas no tempo, e ele acaba se desatualizando. Quando retorna à pátria, é visto pelo viés do país para o qual imigrou. Cansei de ouvir algo como “os canadenses”, referindo-se a portugueses que vivem no Canadá. O imigrante é um produto híbrido, fica pelo meio do caminho: não pertence totalmente nem ao seu local de origem, nem ao local que elegeu. Meus pais eram considerados portugueses no Brasil e brasileiros em Portugal.

Meu pai buscou vários caminhos, e trabalhou muito até conseguir estabelecer-se no comércio, com mais dois sócios. Um morreu, o segundo tentou passá-lo para trás. Comprou a parte dos dois com grande esforço, e às custas de cortar as despesas da família. Mesmo assim, o comércio não deu certo. Decidiu voltar ao ramo da construção civil, agora como empreiteiro.

Dezoito anos de luta se passaram antes que ele tivesse condições financeiras de visitar Portugal. Sentia-se triunfante, orgulhoso do que tinha conquistado: empresário pequeno, filhos estudando. Um vencedor. Contava a aventura aos amigos, e já se esquecia das dificuldades e das noites em claro, preocupado com compromissos assumidos, que lhe pareciam às vezes impossíveis de cumprir.

Desde jovem, lia o que lhe chegava às mãos e, por conta da leitura, entendia de coisas variadas. Era curioso e empreendedor. Criou abelhas em Portugal e caracóis no Rio de Janeiro. Tudo aprendido nos livros. À inteligência nata, ia aliando a experiência e o conhecimento.

Por causa dessa cultura geral, de vez em quando ilustrava a conversa de forma inusitada. Dizia, por exemplo, que as soluções humanas sempre perdiam para as soluções da Natureza. Explicava: as solas dos sapatos desgastam-se com o uso, tornam-se imprestáveis. Se andamos descalços, as solas dos pés, ao contrário, engrossam com o uso, tornam-se cada vez mais eficientes.

Era muito inteligente, o que lhe disse repetidas vezes, mas ele não acreditava na minha sinceridade. Achava que, num gesto de amor, eu o elogiava apenas para agradá-lo. Tinha pouca educação formal, e não concebia que uma filha doutora pudesse considerar brilhante alguém que não tivesse concluído os estudos. Nunca consegui convencê-lo do oposto, pois, ao contrário de tanta gente boa por aí, ele compreendia a extensão da ignorância humana.

Meu pai já não está mais entre nós, porém continua dentro de mim até que a morte nos reúna. Se é que isso existe.

Print this entry

Ler mais
Crônicas

O silêncio

Hoje resolvi falar um pouco sobre o silêncio meu grande companheiro de reflexões, de pensamentos.

O silêncio é uma dádiva, através dele nosso pensamento flui melhor, se fixa em coisas objetivas, por bem dizer filosofa sobre o caminhar da nossa vida. Pelo menos comigo funciona assim.

Por quantas e quantas vezes resolvi problemas que me afligiam ou achei saídas de situações que mais pareciam um beco sem saída só escutando meus pensamentos.

Quando falo no silêncio, quero ressaltar que é o momento em que estamos refletindo, podemos estar até no meio do transito, com o rádio ligado, mas nossa mente está focada e trabalhando situações que nos afligem, ou mesmo organizando o dia, as tarefas que devemos cumprir.

Amo conversar comigo mesmo, vocês podem achar que sou louco, mas é um momento só meu, no qual analiso, busco resolver situações, enfim no meu dia a dia varias vezes me pego raciocinando e pensando sozinho e para mim este é o silêncio que menciono neste texto, aquele no qual você escuta sua voz dentro da sua mente e ai parece que todos os problemas ficam mais claros e sua solução fica mais simples.

Um instante silencioso também é importante no amor, quando dois olhares se cruzam e nenhuma palavra é dita, o silêncio já diz tudo.

O respeito, a admiração, o carinho, todos eles não precisam de nenhuma palavra para serem entendidos basta olhar para sentir, nenhuma palavra, nenhum som, só o olhar.

Quero deixar uma ultima palavra de incentivo: tornem o silêncio seu maior companheiro, falem consigo mesmos que os grandes problemas parecerão pequenos.

Print this entry

Ler mais

Layout A (comb with C)

Entrevistas

Políbio Alves: um profissional da palavra

Ele insiste em dizer que é um profissional da palavra. Não duvidem. A palavra é a “massa” com a qual trabalha. Tão essencial quanto o seu respirar, lá do alto do edifício onde mora, pescando com o anzol dos olhos, todos os dias, o azul da praia de Intermares, bairro onde mora. Por estas plagas e plagas outras, todos sabem também que Varadouro (Poemas – 1989), o segundo livro, esse que diz não agüentar mais olhar porque, todas às vezes que olha, tem vontade de reescrevê-lo, é Políbio Alves, e Políbio Alves é o Varadouro.

Depois de morar por 20 anos no Rio de Janeiro, onde conquistou inúmeros prêmios nacionais – entre eles, o de Poesia Augusto Motta/1977, com Passagem Branca (Poemas), aparecendo em forma de livro somente no ano passado -, voltou a sua cidade, talvez, para poder ir à Cuba, apaixonar-se por Havana Velha, descobrir ali o seu eterno Varadouro e escrever um longo poema sobre a sua descoberta. Isso mesmo que vocês acabaram de ler: “É como se ter ido fosse necessário para voltar”.

(mais…)

Print this entry

Ler mais

Layout A (comb with D + slider)

Diversidade

BOOK FLAP

The sharp observation of the world and the sense exploration through the eyes of brat who is charmed and provoked by the challenge of a school girl’s beauty.

The character-teller takes courage, digresses and plans ways to conquer the girl’s admiral. Hercules jobs propelled by feelings filled with innocence. A love that blossoms, as it always happens, with not much to explain.

Writing for kids, or better, stating from them, more than rewarding and revealing, is the greatest literary exercise I have ever found. And it discharges over the author the truest of the reasonable comments.

I present you now, in bilingual version, my dearest text. For the kids who won’t let the sugar die in their lives. E for the adults, so they can miss it. After all, who can forget the smell of the rain on the sidewalk?

Thank you Mom Rosa for the eternal cord. Lunguinho for the fraternity. Dani for the devotion on translating. Lívia for the unconditional shoulder.

Conrad Rose
November, 15th,  2006.

(mais…)

Print this entry

Ler mais

Layout A (list)

Cultura Teatro

Para Onde Ir

Construído a partir do personagem Marmieládov, do romance Crime e Castigo, escrito pelo russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), e da trama de Uma temporada no inferno, do francês Arthur Rimbaud (1854-1891), o monólogo PARA ONDE IR marcou a estreia da atriz e produtora Viviani Rayes na direção e traz Yashar Zambuzzi no papel de Marmieládov.  Ambos são fundadores da Te-Un TEATRO e, entre vários trabalhos juntos, atuaram e produziram a aclamada Blackbird (David Harrower) que ficou em cartaz de 2014 a 2017.
“Sem dúvida, uma performance extraordinária, que certamente constituirá um marco na atual temporada. Quanto à direção de Viviani Rayes, esta merece ser considerada primorosa. A encenadora conduziu o ator com absoluta maestria, dele extraindo, uma atuação que produz um inesquecível encontro entre quem faz e quem assiste, essencial premissa da arte teatral”. – Lionel Fischer
A abordagem de temas como prostituição infantil, abuso, violência contra mulher, miséria, entre outros, é realizado com maestria retratando a atualidade contemporânea que muitas vezes nos foge aos olhos, ainda que em constante presença. “Para Onde Ir” é uma representação tênue entre o visceral e o brando, entre a ficção e a realidade, entre o poder e a perda, entre estender a mão e ignorar quem precisa de ajuda”. – Paulo Oliveira
Há mais de dez anos, Yashar estuda a transformação da literatura clássica em fenômeno cênico, especialmente as obras de Dostoiévski, pela importância de suas questões perenes sobre a condição humana. A concepção do espetáculo interliga Dostoiévski e Rimbaud a Bertold Brecht (1898-1956) o que faz da peça, segundo Viviani e Yashar, também uma homenagem à poesia crítica do poeta e dramaturgo alemão.
“O espetáculo marca o primeiro trabalho de direção de VIVIANI RAYES, a qual se inicia, na função, com o pé direito, totalmente cônscia de sua responsabilidade, permitiu que a narrativa dramática fluísse naturalmente, explorando os meandros da vida do personagem, traduzindo-os, em postura cênica”. – Gilberto Bartholo
O monólogo conta a história de Marmieládov, funcionário público, alcoólatra, que, após perder o emprego, vai beber numa taberna. Ele acompanha a chegada dos fregueses e aproxima-se ora de um, ora de outro, para contar-lhes as dificuldades que passa por conta do vício, a necessidade de sustentar sua família e as desventuras de sua vida. A peça dialoga com o público numa linguagem dinâmica e coloquial, promovendo um contato direto e desmistificador com dois grandes autores da literatura universal cujas obras têm, em comum, as situações extremas da vida.
Ficha Técnica:
Elenco: Yashar Zambuzzi
Texto: Dostoiévski e Rimbaud, fazendo uma homenagem a Brecht.
Adaptação e atuação: Yashar Zambuzzi
Direção: Viviani Rayes
Figurinos: Rogério França
Iluminação: Elisa Tandeta
Trilha Original: Chico Rota
Cenário: Yashar Zambuzzi e Viviani Rayes
Fotos de Cena: Lu Valiatti
Idealização: Te-Un TEATRO
Produção Executiva e Realização: Rayes Produções Artísticas

Dias, horários e valores:
Sexta às 19:00 – R$ 30,00 (Valor inteira)
Sábado às 19:00 – R$ 30,00 (Valor inteira)
Domingo às 19:00 – R$ 30,00 (Valor inteira)
Duração: 50 minutos
Temporada: De 07/07/2017 Até 23/07/2017
Contato: (21) 2220-0259
Classificação: 14 anos
Generos: Drama / Monólogo

Print this entry

Ler mais
Teatro

“Frida Kahlo, a deusa tehuana” estreia curta temporada no Centro Cultural Parque das Ruínas

Por Fábio Rodrigues

O espetáculo é dirigido por Luiz Antônio Rocha. Em cena, Rose Germano é acompanhada pelo músico Eduardo Torres, que toca violão e realejo.

Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, conhecida apenas como Frida Kahlo (1907-1954), certamente, é daquelas artistas que ultrapassaram a popularidade adquirida com seu trabalho. Muito além das flores na cabeça e das saias longas, Frida deixou um grande legado para o mundo com suas pinturas, mas, em especial, para as mulheres. Símbolo da força e independência do universo feminino, apesar de todas as suas dores físicas e existenciais, ocasionadas pelos diversos problemas de saúde e por um casamento conturbado, continuava cheia de vida. Frida Kahlo pintou sua própria face um sem número de vezes e teatralizou a sua própria existência, sendo um exemplo de superação. No lugar do luto, vestiu-se de cores.

É um pouco dessa vida e obra – extremante ricas e inspiradoras – que estará em cartaz entre os dias 6 e28 de Maio – sempre aos Sábados e Domingos – no palco do Centro Cultural Parque das Ruínas, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, com o monólogo Frida Kahlo, a deusa tehuana”. O espetáculo tem como inspiração o diário e a obra da pintora mexicana e é composto por fragmentos de sua vida e de seupensamento. Um dos pontos centrais da montagem, dirigida por Luiz Antônio Rocha e com atuação de Rose Germano, é a busca pela construção de uma Frida humana, bem diferente da figura pop na qual foi transformada pela grande mídia no mundo inteiro. Por onde passou, o espetáculo obteve grande sucesso de público e crítica, além do reconhecimento internacional com destaque no principal Jornal do MéxicoEl Universal e na TV Mexicana.

A peça tem início com o prólogo de Dolores Olmedo Patiño, mulher responsável pela maior coleção de Frida Kahlo e Diego Rivera no mundo. Incumbida pela difusão do acervo do casal, Dolores também era apaixonada por Diego. Em cena, a atriz Rose Germano sobe ao palco acompanhada pelo músico Eduardo Torres, que toca violão e realejo.

“Frida Kahlo, a deusa tehuana”, compõe a primeira parte da trilogia “Corpo e Espírito”, baseada na pesquisa de Luiz Antônio Rocha sobre o sagrado na arte. Os outros dois monólogos são sobre os pintores Francis Bacon (“A mutilação do corpo”) e Kandinsky (“O espiritual na arte”).

A montagem do espetáculo foi longa e incluiu uma viagem de Rose e Luiz Antônio ao México, visitando a Cidade do México, Oaxaca e Teothihuacan, na qual encontraram a Frida que queriam montar. A pintora que transformou a dor em arte estava despida para dar vida à deusa tehuana.

O título do espetáculo é uma referência a uma mulher à frente do seu tempo: Enquanto as mulheres de sua geração seguiam as tendências europeias, Frida optou por um traje essencialmente mexicano. Exaltando a sua cultura, vestia-se de Tehuana, traje típico da região de Istmo de Tehuantepec no México, local onde as mulheres indígenas dominaram o mercado, lutando pela igualdade de direitos com os homens. Frida Kahlo adotava o vestido tradicional de Tehuana como uma declaração de solidariedade com estas mulheres. Sua luta e autenticidade a tornou um mito em todo o mundo. Todas as peças que compõem o figurino do espetáculo são autênticas, compradas em antiquários e artesãos indígenas da cidade de Oaxaca.

Ficha Técnica

Dramaturgia: Luiz Antonio Rocha e Rose Germano
Encenação: Luiz Antonio Rocha
Atuação: Rose Germano
Músico: Eduardo Torres
Iluminação: Aurélio de Simoni
Cenário, Figurinos e Direção de Arte: Eduardo Albini
Trilha Sonora: Marcio Tinoco
Direção de Movimento: Norberto Presta
Operador de Luz e Som: Alexandre Holcim
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotos: Renato Mangolin e Carlos Cabéra
Realização: Espaço Cênico Produções Artísticas

Confira abaixo, maiores informações sobre o espetáculo: “Frida Kahlo, a deusa tehuana”
Temporada: 6 a 28 de Maio. Sábado às 19:30h e Domingo às 19h
Local: Centro Cultural Parque das Ruínas – Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa
Ingresso: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Classificação indicativa: 16 anos
Mais informações: (21) 2215-0621

Print this entry

Ler mais
Teatro

“Renato Russo, o Musical” é cancelada por problemas técnicos

Toda confusão se deu por um vazamento acústico que prejudicou outro espetáculo, O Grande Sucesso, que iria ser apresentado no Teatro Clara Nunes, localizado um piso acima. As duas produções entraram em atritos e, após o ator Alexandre Nero, protagonista de O Grande Sucesso, ameaçar cancelar a temporada da sua peça.

Para amenizar o problema, a organização do Teatro das Artes, decidiu suspender as apresentações do musical sobre o líder da Legião Urbana, mas não fizeram qualquer aviso prévio, prejudicando o produção da peça e as centenas de espectadores que já faziam fila aguardando o início da apresentação.

O musical, em cartaz de sexta à domingo, teria uma apresentação especial no próximo dia 27, quando é celebrado o aniversário de Renato Russo. Com a liminar, que garante uma multa de 50 000 reais por cada dia sem apresentações, a sessão que acontece neste domingo (19), às 20h, foi confirmada por Luis Eduardo Araujo, dono do Teatro das Artes.

Em uma rede social, Priscila Prade, produtora da peça O Grande Sucesso, afirmou que as duas produções já estão trabalhando juntas em uma solução.

Print this entry

Ler mais
Facebook
%d blogueiros gostam disto: