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Cinema

O CCBB de São Paulo apresenta mostra inédita em homenagem aos 90 anos de Ennio Marricone

De 24/01 A 19/02, o Centro Cultural Banco do Brasil exibe 22 longas de gêneros, países e diretores diferentes que tiveram trilha sonora do maestro italiano

As composições do maestro italiano Ennio Morricone fazem parte da trilha sonora de mais de 500 filmes e, principalmente, da vida de muita gente.  Seu trabalho se confunde com a história do cinema mundial, com arranjos que ganharam fama nos aclamados filmes de faroeste italiano – Spaghetti western –, passando por longas policiais, dramas românticos, filmes de terror, de máfia e de época. No ano em que Morricone completa 90 anos, o Centro Cultural Banco do Brasil presta uma homenagem ao maestro e compositor com uma mostra dedicada ao seu trabalho. “SONORA: ENNIO MORRICONE“ exibirá 22 filmes de gêneros e diretores diferentes, mas com algo em comum: a trilha marcante do maestro. 

Com curadoria de Rafael Bezerra, a mostra fica em cartaz em São Paulo de 24 de janeiro até 19 de fevereiro. Ao longo do mês, o público poderá conferir filmes de alguns dos mais aclamados diretores, como Terrence Malick, Quentin Tarantino, Brian de Palma, Pedro Almodóvar, Sergio Leone e Bernardo Bertolucci, entre outros. A mostra também terá debate especial no dia 15 de fevereiro com Rafael Bezerra (curador), Filipe Furtado (palestrante) e Vivian Aguiar-Buff (palestrante), após a exibição em 35 mm do filme O Deserto dos Tártaros. Além disso, a mostra contará ainda com uma sessão inclusiva com audiodescrição e intérprete de libras do filme Por um Punhado de Dólares, no dia 19. 

– É incrível como Morricone tem uma das assinaturas mais inconfundíveis da história do cinema (a força visual, a carga afetiva, ideias simples em arranjos complexos, instrumentação incomum, sons concretos, uso da voz humana como parte da orquestra, longos silêncios, gags musicais e notas únicas sustentadas por um bom tempo), e, ainda assim, suas músicas, nos melhores casos, conseguem ser absolutamente absorvidas pelos filmes dos quais emergem – afirma Rafael Bezerra. 

A programação conta com filmes desde a década de 60, que deram notoridade ao compositor, como os longas de bang bang italiano de Sergio Leone (“Por um Punhado de Dólares“ e “Por um Punhado de Dólares a Mais“), até filmes mais recentes, como “Os Oito Odiados“ (2016), de Quentin Tarantino, que rendeu a Morricone o Oscar de Melhor Trilha Original. 

– É uma mostra de filmes e trilhas de todos os tipos, gêneros, décadas e nacionalidades. Um breve e afetivo panorama dedicado a exibir e fomentar a discussão a respeito da filmografia diversa e extensa de um dos maiores compositores da história do cinema – define Bezerra. Após estreiar em São Paulo, a mostra parte para o CCBB Brasília onde acontecerá de 30 de janeiro até 25 de fevereiro.

 

Maestro Ennio Morricone

Sobre Ennio Morricone

Nascido em Roma, filho de trompetista, Morricone desde muito cedo demonstrou o desejo e o talento para seguir a carreira do pai. Aos seis anos, já tocava trompete e compunha suas primeiras partituras. Entre 1943 e 1954, estudou no Conservatório Santa Cecilia, na capital italiana, sob a supervisão do maestro Goffredo Petrassi, e tocava com o pai nos clubes de jazz da cidade. Fã de Stravinsky e sua relação com o folclore russo e das canções românticas de Stockhausen, Morricone passou a trabalhar como arranjador para o canal de TV RAI no final dos anos 50. Ao longo das décadas de 50 e 60, fez o arranjo de centenas de músicas. Nelas já era possível identificar seu gosto, marcante em seu trabalho no cinema, pela música concreta, pela incorporação de ruídos e sons do dia a dia como parte integrante da composição musical. 

Em 1961, Luciano Salce o convidou para fazer a trilha de seu filme, Il Federale. Embora não fosse uma pessoa que frequentava o agitado mundo dos cineastas e produtores italianos, os convites foram se tornando cada vez mais frequentes. Em 1964, Morricone reencontraria aquele que seria seu parceiro mais famoso, Sérgio Leone. Nascia ali trilogia dos dólares. De lá pra cá, são mais de 500 composições para o cinema.

 

 

A PROGRAMAÇÃO:

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Crônicas

Foco, força e cá, fé!

O horário de verão se foi, o que não impede o carnaval carioca de seguir em frente. Há purpurinas pelos assentos do metrô e na nuca do chaveiro aqui da rua; há segurança reforçada por todas as calçadas, em especial nas esquinas. O prefeito voltou de sua viagem sem nem querer saber do que aconteceu pelo Rio em sua ausência. A política anda confusa. A vida, confusa, anda.

Este domingo começa preguiçoso, com aquela uma horinha e mais outra no limiar da madrugada. Vontade de por a soneca por mais 60 minutos, ficar revirando na cama até a hora do bloco derradeiro; amanhã, tudo volta à normalidade, ou, como na sabedoria popular, amanhã inicia-se o ano de #doismiledezoito. Para esse novo reveillon, pessoalmente, renovarei meus votos:  sonhos, foco e prosperidade; que a vida seja interessante a cada dia, que as pessoas sejam mais educadas a nível social, que nossas emoções nos guiem nas escolhas que faremos ao longo do novo ano. Que operemos cada vez mais milagres em nossos cotidianos, nos arriscando a sair de uma zona de conforto que nos incomoda e nela permanecemos por uma “falsa facilidade”. Que acordemos, um dia, e decidamos fazer qualquer coisa diferente: cumprimentar para um estranho, deixar o elevador subir e descer porque seu porteiro engatou um assunto contigo, dar aquele lanche que você comprou por pura gula para uma criança de rua, mudar de emprego, se entregar a uma experiência no estrangeiro, perder um medo… fazer algo só por você, para você, só com você. Não é egoísmo. É cuidado consigo. “Não é proibido/ vou te contar/ Tá divertido/ É só chegar“.

Marcos, que tive o prazer de conhecer ontem, por um acaso do destino, me contou, entre muitas coisas, que não tinha carteira de motorista: era o medo de dirigir, da violência, de se perder. Um belo dia acordou e disse a si mesmo:

– Vou comprar um carro!

Tomou café, vestiu-se e foi a concessionária mais próxima. Olhou, fez perguntas a um vendedor, deu mais uma olhada e fechou negócio. Sem teste drive. Ao assinar a papelada, perguntou se seria possível alguém entregar na sua casa e estacionar lá para ele.

É que eu não sei dirigir.
Ma-ma-maa-as, senhor… – gaguejou atônito o vendedor – então para que comprar um carro?

Veículo na garagem, pintura reluzente, cheiro de pneu novo em folha – o perfume da nobre conquista – e lá foi o Marcos, atrás de uma auto-escola. Fez as aulas. Se empenhou nos estudos teórico e prático, pagou o DUDA. Fez a prova. Passou. Tudo nos conformes, foi o  Marcos ser gauche na vida! se aventurou por ruas, esquinas, semáforos, bairros, pontes, outra cidade, rodovias… Hoje, me diz, adora dirigir. E estamos os dois nos dirigindo de um bairro a outro; ele ao volante e eu, de ouvinte, no carona.

O ano novo é um momento em nós para mudarmos aquela chave da mesmice. Sair de um patamar para outro é exercitar a felicidade. Isso é muito bonito. E, às vezes, percebe-se que todo um caminho percorrido foi uma experiência de amadurecimento que faz olhar para trás e entender que o que realmente se quer era aquela meta inicial, que se perdeu entre tantas vontades, caminhos, influências e necessidades. O ano novo serve para renovarmos o nós em nós. O Brasil, país do futuro, em meio aos seus caos e escândalos, ainda tem dois reveillons: que dádiva, a nossa! Um brinde (ou um café) ao ano que se (re)inicia!

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Crônicas

Coisas do Brasil

Situações absurdas acontecem todos os dias. É o caso do amigo que foi ao correio postar um Sedex. Nada de valor, só documentos que precisava encaminhar para outra cidade.

Ele nunca tinha utilizado esse serviço e, por acaso, nos encontramos à saída da agência dos correios. Estava entusiasmado: fez elogios ao atendimento que recebera e ao sistema de rastreamento disponível. Ligou-me no dia seguinte para contar que tudo tinha sido entregue pontualmente. Em menos de vinte e quatro horas, conforme prometido, a encomenda foi entregue na casa dele, que era o remetente! Estava furioso, ia naquele instante voltar ao correio para tomar satisfações e reenviar o material. Seu medo: tratavam-se de documentos originais, importantes, o que aconteceria se fossem parar em mãos de desconhecidos? É inacreditável que os correios possam confundir destinatário com remetente. E pensar que essa empresa era, não faz tanto tempo assim, um exemplo de eficiência.

Uma conhecida deixou de beber leite porque os bezerros estavam morrendo à míngua, simplesmente impedidos de mamar. Alguém ponderou que os bezerros valem dinheiro depois de crescidos e que a sua morte só traria prejuízo aos produtores. Uma segunda pessoa chamou atenção para o exagero da atitude: os bezerros poderiam ter que dividir o leite conosco, mas ainda lhes sobraria o bastante para se tornarem adultos saudáveis. Outra acrescentou que, se não fosse assim, em pouco tempo deixariam de existir vacas. A conversa aconteceu em um grupo onde todos tinham curso universitário. Incluindo a criatura que não tomava mais leite por solidariedade aos bezerros e que, até então, aceitara sem pestanejar o argumento que alguém lhe empurrara para justificar isso. Incrível como as pessoas aceitam coisas tão obviamente idiotas sem questionar. Espírito crítico não faz mal a ninguém.

Por falar em espírito crítico: continuo, de vez em quando, recebendo uma mensagem, sobre a qual escrevi há cerca de quatro anos. O texto se refere a algum mês dotado das seguintes qualidades excepcionais: possuir cinco sextas, cinco sábados e cinco

domingos. A “raridade” vem acompanhada de uma conversa tola, envolvendo chineses e um bolso cheio de dinheiro e afirmando que o acontecimento só se repetirá daqui a mais de setecentos anos. Dezembro de 2017 foi assim. Se você perdeu a oportunidade de se candidatar ao tal bolso cheio de dinheiro, não se preocupe: março de 2019 vem aí e, se observar bem o calendário, descobrirá vários outros desses meses milagrosos. Foge à minha compreensão como pessoas, supostamente esclarecidas, repassam essas bobagens.

O Rio de Janeiro está cheio de farmácias. Uma dessas, de rede bem conhecida, com filial aqui perto de casa, fazia promoção de um medicamento que custa aproximadamente 60 reais por caixa. Quem comprasse duas caixas, pagaria pouco mais de 20 reais por cada uma, ou seja, levava duas caixas por cerca de 40 reais. No entanto, o desavisado que apanhasse apenas uma caixa continuaria pagando os 60 reais. O autor dessa proeza matemática é desconhecido, mas poderia levar o patrão à falência. Na prática, isso não vai acontecer porque o prejuízo será coberto pela venda de outras mercadorias, já que farmácias parecem ser um dos melhores negócios da atualidade. Têm sido abertas tantas que, em algumas áreas do Rio, a prefeitura já não concede novas licenças para estabelecimentos desse tipo.

A matemática da farmácia está longe de ser um caso isolado. Recentemente assisti a um vídeo em que um repórter aborda ambulantes na rua e lhes propõe negócios. Um deles vendia salgadinhos a 3 reais a unidade e recusou-se a vender três por 10 reais, justificando que a matéria prima estava cara, etc. e tal. Outra vendia galinhas vivas por 25 reais cada uma e, quando o repórter ofereceu 75 reais por três galinhas, bateu pé dizendo que o preço era de 25 por galinha.

Não posso afirmar com segurança que a reportagem fosse verdadeira porque não conheço a fonte. No entanto, quanto à farmácia e aos outros casos, podem ter certeza: meninos, eu vi.

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Crônicas

QUARTA FEIRA DE CINZAS

A cuíca silenciou…

O tamborim calou.

A serpentina caiu.

O bloco sumiu.

A passista cansou…

O país, paralisado , aos poucos vai voltando…

As filas, a burocracia e a corrupção.

Sempre depois do carnaval!

A faca, o fuzil e a sonegação.

Sempre depois do carnaval!

O país volta à cena com seus horrores, suas tragédias e seus dilemas…

O país volta à normalidade depois dos dias de ilusão.

O confete se foi.

A fantasia se desfez.

A bebida acabou.

O carro alegórico partiu.

O samba-enredo parou.

Mas os problemas são sempre os mesmos.

Mas as mortes são cada vez maiores.

Mas os ratos são cada vez mais vorazes.

Mas o Brasil continua o mesmo.

Antes e depois do carnaval!

 

 

 

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Crônicas

Um carta para o meu JR

Durante quanto tempo as coisas foram perfeitas em nossas vidas?

Dentre as minhas memórias ele sempre ficou de pé antes de mim: cedo ainda vinha beijar-me com o nariz gelado e irradiar a minh’alma com a sua áurea. Nunca estava afoito nem demasiadamente calmo. Se eu acordasse triste ou desanimado, ele logo me convenceria a encarar o mundo numa perspectiva sagrada, encorajando-me a enxergar a magnitude da natureza ao nosso redor.

Seus passos conduziam-me aos mais belos passeios. Lado a lado, pé ante pé, como bons companheiros, vivíamos aventuras extraordinárias. Em quase todas as ocasiões preferíamos ficar juntos, era assim: se eu descia um ou dois lances da escada para pegar qualquer que fosse o objeto, muito discretamente ele se juntava a mim; ou se, porventura, resolvesse assistir um pouco de televisão, logo estaríamos disputando um espaçozinho no sofá, embora, no assento da sala coubesse três ou quatro de nós.

Completos como amigos. Indiferentes com os códigos da linguagem: sem esforços, um entendendo o outro.

Às vezes, por um motivo banal, se eu recusasse levantar-me da cama ou rejeitasse o seu convite para uma caminhada noturna, invariavelmente ele iniciava uma graciosa dança, tão somente para alegrar-me ou motivar-me a sair. Desse jeito: feito unha e carne, dominávamos os dias, as noites e as madrugadas.

O tempo torna-se curto quando o amor transcende.

Aprendi, com ele, que o passado guarda pedaços da gente, mas é o futuro que rouba nosso mais precioso tempo.

Aprendi, com ele, que a felicidade encontra-se no exato instante em que decidimos aproveitar as inspirações.

Aprendi, com ele, que o brilho dos olhos diz ‘eu te amo’ obedecendo às ordens do coração.

Aprendi, com ele, que o tempo é capaz de subtrair forças, porém, abriga a perenidade de tudo que é belo.

No entanto, nada é mais intolerante do que a correnteza da vida. Se nada de bom for feito, meu caro, nada de bom será preservado.

Sei disso após anos da uma convivência harmônica. Posso afirmar, com veemência, que não haverá arrependimento. Tínhamos esse compromisso, e cá estamos ainda, dispostos a corrermos todos os riscos até o suspiro final.

A realidade vai além das lembranças. Não sei quanto de mim você carrega, mas o meu peito transborda pelas cruzadas que vivemos juntos na terra. As feridas abertas com a sua fragilidade só se agravam, mas suportarei cada uma delas, e guardarei a nossa amizade com devoção e respeito.

A velhice chega e se ampara no silêncio para fazer a sua morada.

Dói-me muito vê-lo assim. É injusta a contagem dos anos para você, meu amigo. No entanto, entre idas e vindas, iremos nos reencontrar. É duro vê-lo morrer devagarzinho, dia após dia, perdendo a valentia de um feroz.

Não serei covarde: irei enfrentar a sua ida com a mesma vontade na qual você devoraria um biscoito. Não desejo que tudo seja como antes, porque o agora é significante e mágico.

Não vê-lo correr pelos gramados e pulando obstáculos é realmente cruel, mas, em compensação, isso abre uma brecha no meu tempo para dedicar-me a cuidar do seu bem-estar. Não há mais tantos beijos gelados nem cafungadas pela manhã, mas ainda há o mesmo olhar apaixonado de sempre.

Entristece-me quando desço as escadas e você torce para que eu volte depressa ou deseje que eu o carregue no colo. No sofá, você escolhe ficar sob meus pés porque a sua coluna já não o deixa subir.

A morte de um cão ofende e se dá antes mesmo de acontecer.

Ah, meu estimado amigo, deixa eu lhe contar alguns segredos: foi você quem me abriu o espelho mágico da vida. Foi você quem me ensinou a escolher os trilhos certos do destino. Foi você quem me guiou pelos caminhos da paz e do amor.

É você, meu Junior, quem tem o direito de ser feliz pela eternidade.

PS: Este texto vai, especialmente, para Patricia Ponce, quem me deu o cão mais obediente e equilibrado que já conheci.

PS 2: O Junior está bem, e este texto é sobre a velhice dele, por isso, o tempo verbal passado é usado no início.

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Entrevistas

Políbio Alves: um profissional da palavra

Ele insiste em dizer que é um profissional da palavra. Não duvidem. A palavra é a “massa” com a qual trabalha. Tão essencial quanto o seu respirar, lá do alto do edifício onde mora, pescando com o anzol dos olhos, todos os dias, o azul da praia de Intermares, bairro onde mora. Por estas plagas e plagas outras, todos sabem também que Varadouro (Poemas – 1989), o segundo livro, esse que diz não agüentar mais olhar porque, todas às vezes que olha, tem vontade de reescrevê-lo, é Políbio Alves, e Políbio Alves é o Varadouro.

Depois de morar por 20 anos no Rio de Janeiro, onde conquistou inúmeros prêmios nacionais – entre eles, o de Poesia Augusto Motta/1977, com Passagem Branca (Poemas), aparecendo em forma de livro somente no ano passado -, voltou a sua cidade, talvez, para poder ir à Cuba, apaixonar-se por Havana Velha, descobrir ali o seu eterno Varadouro e escrever um longo poema sobre a sua descoberta. Isso mesmo que vocês acabaram de ler: “É como se ter ido fosse necessário para voltar”.

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Diversidade

BOOK FLAP

The sharp observation of the world and the sense exploration through the eyes of brat who is charmed and provoked by the challenge of a school girl’s beauty.

The character-teller takes courage, digresses and plans ways to conquer the girl’s admiral. Hercules jobs propelled by feelings filled with innocence. A love that blossoms, as it always happens, with not much to explain.

Writing for kids, or better, stating from them, more than rewarding and revealing, is the greatest literary exercise I have ever found. And it discharges over the author the truest of the reasonable comments.

I present you now, in bilingual version, my dearest text. For the kids who won’t let the sugar die in their lives. E for the adults, so they can miss it. After all, who can forget the smell of the rain on the sidewalk?

Thank you Mom Rosa for the eternal cord. Lunguinho for the fraternity. Dani for the devotion on translating. Lívia for the unconditional shoulder.

Conrad Rose
November, 15th,  2006.

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Teatro

‘Extravasa, o Musical’, estrelado por crianças estreia no Teatro Arte Grimberg, na Barra da Tijuca

O espetáculo infanto-juvenil conta a história de um grupo de adolescentes internados em uma clínica de terapia intensiva

Ela só tem 11 anos, mas já constrói uma carreira de amor pela música, pelo teatro e pela cultura. Ela só tem 11 anos, mas já atuou em três musicais, incluindo o badaladíssimo Vamp, com estrelas do brilho de Ney Latorraca e Claudia Ohana. Ela só tem 11 anos, mas atua na vida artística com a mesma responsabilidade com a qual estuda no colégio – foi a única da série dela na escola a participar das Olimpíadas de Matemática e tirou o primeiro lugar num concurso de redação sobre cidadania, e seu texto representa toda a sua série num concurso nacional. Esta é Duda Santa Cruz, atriz e cantora mirim que conquistou o papel principal em “Extravasa, o musical”, que estreia no próximo sábado, dia 07 de outubro.

O espetáculo conta a história de um grupo de adolescentes que são internados em uma clínica de terapia intensiva. Cada um tem sua questão particular, de fundo psicológico ou problema familiar, e todos terão que conviver em harmonia durante uma semana de terapia em grupo. Para contar essa história, os personagens atuam, dançam e cantam músicas relacionadas ao drama que vivenciam e vão mostrar a superação de cada um com muito amor e amizade. A personagem interpretada por Duda é Raquel, uma menina revoltada com a vida, que gosta de andar de preto e odeia a tudo e todos, pois acha que ninguém a compreende. Toda essa amargura vem do fato de ter perdido a mãe para uma grave doença quando ainda era muito pequena, e seu pai, desamparado, não ter conseguido cuidar dela da mesma forma.

Musical é o quarto espetáculo da protagonista, a atriz e cantora mirim Duda Santa Cruz

Duda é fã de grandes musicais da Broadway, tais como Annie, Wicked, Les Miserable, Book of Mormon, Lion King, Matilda, School of Rock, Phantom of the Opera, Legally Blonde e Heathers. Gosta de ler Harry Potter, Biografias e livros sobre história do Brasil. Além de cursar a Escola Britânica, faz curso de teatro, aula de canto e de sapateado. Neste momento, ensaia duas peças e um espetáculo de dança ao mesmo tempo.

“Participei e passei em uma audição para o curso de teatro musical, Musical Theatre Masterclass, em Londres. Só não fiz porque fui selecionada no casting de Vamp e achei melhor, naquele momento, ficar no Brasil – mas no futuro estarei lá”, conta Duda Santa Cruz.

 

SERVIÇO
Extravasa, o musical
Dias 07, 08, 14, 15, 21 e 22 de outubro de 2017 (Sábados às 20h e Domingos às 19h)
Teatro Arte Grimberg
Rua Piolin, 116, Barra da Tijuca (em frente ao Shopping Metropolitano)
Ingressos antecipados à R$ 30.

Texto e Direção: Nado Grimberg
Direção Musical: Daniel Bandeira
Produção Executiva: Thamyris Cistaro
Coreografia: Angélica Chagas

Elenco:
Duda Santa Cruz (Matilda e Vamp, o musical)
Maitê Padilha, Apolo e Nathalia (Gabi Estrella)
Rafael Oliveira (finalista Xfactor)
Giovana (Matilda)
CeeJay (filho do Buchecha)
Felipe Adetokunbo, Vick Valentim, Biel Gava, Vitória, Daniel Henrique, Luiza Savatone (The Voice Kids)

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Cultura Teatro

Para Onde Ir

Construído a partir do personagem Marmieládov, do romance Crime e Castigo, escrito pelo russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), e da trama de Uma temporada no inferno, do francês Arthur Rimbaud (1854-1891), o monólogo PARA ONDE IR marcou a estreia da atriz e produtora Viviani Rayes na direção e traz Yashar Zambuzzi no papel de Marmieládov.  Ambos são fundadores da Te-Un TEATRO e, entre vários trabalhos juntos, atuaram e produziram a aclamada Blackbird (David Harrower) que ficou em cartaz de 2014 a 2017.
“Sem dúvida, uma performance extraordinária, que certamente constituirá um marco na atual temporada. Quanto à direção de Viviani Rayes, esta merece ser considerada primorosa. A encenadora conduziu o ator com absoluta maestria, dele extraindo, uma atuação que produz um inesquecível encontro entre quem faz e quem assiste, essencial premissa da arte teatral”. – Lionel Fischer
A abordagem de temas como prostituição infantil, abuso, violência contra mulher, miséria, entre outros, é realizado com maestria retratando a atualidade contemporânea que muitas vezes nos foge aos olhos, ainda que em constante presença. “Para Onde Ir” é uma representação tênue entre o visceral e o brando, entre a ficção e a realidade, entre o poder e a perda, entre estender a mão e ignorar quem precisa de ajuda”. – Paulo Oliveira
Há mais de dez anos, Yashar estuda a transformação da literatura clássica em fenômeno cênico, especialmente as obras de Dostoiévski, pela importância de suas questões perenes sobre a condição humana. A concepção do espetáculo interliga Dostoiévski e Rimbaud a Bertold Brecht (1898-1956) o que faz da peça, segundo Viviani e Yashar, também uma homenagem à poesia crítica do poeta e dramaturgo alemão.
“O espetáculo marca o primeiro trabalho de direção de VIVIANI RAYES, a qual se inicia, na função, com o pé direito, totalmente cônscia de sua responsabilidade, permitiu que a narrativa dramática fluísse naturalmente, explorando os meandros da vida do personagem, traduzindo-os, em postura cênica”. – Gilberto Bartholo
O monólogo conta a história de Marmieládov, funcionário público, alcoólatra, que, após perder o emprego, vai beber numa taberna. Ele acompanha a chegada dos fregueses e aproxima-se ora de um, ora de outro, para contar-lhes as dificuldades que passa por conta do vício, a necessidade de sustentar sua família e as desventuras de sua vida. A peça dialoga com o público numa linguagem dinâmica e coloquial, promovendo um contato direto e desmistificador com dois grandes autores da literatura universal cujas obras têm, em comum, as situações extremas da vida.
Ficha Técnica:
Elenco: Yashar Zambuzzi
Texto: Dostoiévski e Rimbaud, fazendo uma homenagem a Brecht.
Adaptação e atuação: Yashar Zambuzzi
Direção: Viviani Rayes
Figurinos: Rogério França
Iluminação: Elisa Tandeta
Trilha Original: Chico Rota
Cenário: Yashar Zambuzzi e Viviani Rayes
Fotos de Cena: Lu Valiatti
Idealização: Te-Un TEATRO
Produção Executiva e Realização: Rayes Produções Artísticas

Dias, horários e valores:
Sexta às 19:00 – R$ 30,00 (Valor inteira)
Sábado às 19:00 – R$ 30,00 (Valor inteira)
Domingo às 19:00 – R$ 30,00 (Valor inteira)
Duração: 50 minutos
Temporada: De 07/07/2017 Até 23/07/2017
Contato: (21) 2220-0259
Classificação: 14 anos
Generos: Drama / Monólogo

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Teatro

“Frida Kahlo, a deusa tehuana” estreia curta temporada no Centro Cultural Parque das Ruínas

Por Fábio Rodrigues

O espetáculo é dirigido por Luiz Antônio Rocha. Em cena, Rose Germano é acompanhada pelo músico Eduardo Torres, que toca violão e realejo.

Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, conhecida apenas como Frida Kahlo (1907-1954), certamente, é daquelas artistas que ultrapassaram a popularidade adquirida com seu trabalho. Muito além das flores na cabeça e das saias longas, Frida deixou um grande legado para o mundo com suas pinturas, mas, em especial, para as mulheres. Símbolo da força e independência do universo feminino, apesar de todas as suas dores físicas e existenciais, ocasionadas pelos diversos problemas de saúde e por um casamento conturbado, continuava cheia de vida. Frida Kahlo pintou sua própria face um sem número de vezes e teatralizou a sua própria existência, sendo um exemplo de superação. No lugar do luto, vestiu-se de cores.

É um pouco dessa vida e obra – extremante ricas e inspiradoras – que estará em cartaz entre os dias 6 e28 de Maio – sempre aos Sábados e Domingos – no palco do Centro Cultural Parque das Ruínas, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, com o monólogo Frida Kahlo, a deusa tehuana”. O espetáculo tem como inspiração o diário e a obra da pintora mexicana e é composto por fragmentos de sua vida e de seupensamento. Um dos pontos centrais da montagem, dirigida por Luiz Antônio Rocha e com atuação de Rose Germano, é a busca pela construção de uma Frida humana, bem diferente da figura pop na qual foi transformada pela grande mídia no mundo inteiro. Por onde passou, o espetáculo obteve grande sucesso de público e crítica, além do reconhecimento internacional com destaque no principal Jornal do MéxicoEl Universal e na TV Mexicana.

A peça tem início com o prólogo de Dolores Olmedo Patiño, mulher responsável pela maior coleção de Frida Kahlo e Diego Rivera no mundo. Incumbida pela difusão do acervo do casal, Dolores também era apaixonada por Diego. Em cena, a atriz Rose Germano sobe ao palco acompanhada pelo músico Eduardo Torres, que toca violão e realejo.

“Frida Kahlo, a deusa tehuana”, compõe a primeira parte da trilogia “Corpo e Espírito”, baseada na pesquisa de Luiz Antônio Rocha sobre o sagrado na arte. Os outros dois monólogos são sobre os pintores Francis Bacon (“A mutilação do corpo”) e Kandinsky (“O espiritual na arte”).

A montagem do espetáculo foi longa e incluiu uma viagem de Rose e Luiz Antônio ao México, visitando a Cidade do México, Oaxaca e Teothihuacan, na qual encontraram a Frida que queriam montar. A pintora que transformou a dor em arte estava despida para dar vida à deusa tehuana.

O título do espetáculo é uma referência a uma mulher à frente do seu tempo: Enquanto as mulheres de sua geração seguiam as tendências europeias, Frida optou por um traje essencialmente mexicano. Exaltando a sua cultura, vestia-se de Tehuana, traje típico da região de Istmo de Tehuantepec no México, local onde as mulheres indígenas dominaram o mercado, lutando pela igualdade de direitos com os homens. Frida Kahlo adotava o vestido tradicional de Tehuana como uma declaração de solidariedade com estas mulheres. Sua luta e autenticidade a tornou um mito em todo o mundo. Todas as peças que compõem o figurino do espetáculo são autênticas, compradas em antiquários e artesãos indígenas da cidade de Oaxaca.

Ficha Técnica

Dramaturgia: Luiz Antonio Rocha e Rose Germano
Encenação: Luiz Antonio Rocha
Atuação: Rose Germano
Músico: Eduardo Torres
Iluminação: Aurélio de Simoni
Cenário, Figurinos e Direção de Arte: Eduardo Albini
Trilha Sonora: Marcio Tinoco
Direção de Movimento: Norberto Presta
Operador de Luz e Som: Alexandre Holcim
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotos: Renato Mangolin e Carlos Cabéra
Realização: Espaço Cênico Produções Artísticas

Confira abaixo, maiores informações sobre o espetáculo: “Frida Kahlo, a deusa tehuana”
Temporada: 6 a 28 de Maio. Sábado às 19:30h e Domingo às 19h
Local: Centro Cultural Parque das Ruínas – Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa
Ingresso: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Classificação indicativa: 16 anos
Mais informações: (21) 2215-0621

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