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Cinema

O Poder e o Impossível: filme é baseado em uma história real

Baseado em uma história real e no livro de grande sucesso, O Poder e o Impossível estreia dia 14 de dezembro nos cinemas do Brasil

Uma história de aventura, sobrevivência, fé e superação. É assim que podemos classificar o filme O poder e o Impossível, lançamento da distribuidora Imagem Filmes com estreia prevista para 14 de dezembro nas telonas brasileiras.
Baseado no livro Cristal Clear, escrito por Eric LeMarque e Davin Seay, o longa conta a comovente história de aventura e sobrevivência do ex-jogador de hóquei profissional e snowboarder, Eric LeMarque.

Eric, interpretado no filme por Josh Hartnett (30 Dias de Noite e Pearl Harbor) é um jovem cheio de problemas e questionamentos pessoais. Rebelde, o rapaz segue em uma viagem para a Serra Nevada, cordilheira localizada na Califórnia, Estados Unidos, atrás de respostas e tranquilidade.

O jovem que quer apenas praticar Snowboard, e, enquanto explora a área, ele é surpreendido por uma grande nevasca que atinge a região. Perdido nas montanhas, Eric terá seus limites postos a prova, e sem conseguir pedir socorro, somente algo extraordinário poderá salvá-lo.

Dirigido por Scott Waugh ( Ato de Coragem) , escrito pelo próprio Eric LeMarque e Madison Turner, o filme ainda conta com Josh Hartnett, Mira Sorvino (Você Acredita?), Sarah Dumon e Jason Cottle (Ato de Coragem), no elenco.

 

Sinopse – O Poder e o Impossível
Eric (Josh Hartnett) é um jovem rebelde à procura de respostas. Durante um fim de semana ele resolve se hospedar em uma estação de esqui. Tudo que quer é a tranquilidade da natureza e praticar seu esporte favorito. Depois de algum tempo explorando a área ele é pego inesperadamente por uma gigantesca tempestade de neve. Perdido, e sem conseguir contato com ninguém, somente algo extraordinário poderá salva-lo. Baseado em uma história real e no livro de grande sucesso.

Ficha Técnica
Direção: Scott Waugh
Escritores: Madison Turner, Eric LeMarque
Elenco: Josh Hartnett, Mira Sorvino, Sarah Dumon, Jason Cottle
Produtores: Tucker Tooley, Scott Waugh, Simon Swart Música: Nathan Furst

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Crônicas

Ao estilo Julián Murguía

Havia uns negrinhos, que barrigudos e descalços, na frente das casas toscas, chupavam o ranho que escorria do nariz. Um deles, com cara de sem-vergonha, sempre piscava o olho pra mim quando passávamos a cavalo. Os guaipecas magricelas saíam de atrás de nós importunando as montarias, que assoleadas, espumavam nos beiços, mascando o freio e coleando as moscas. A um ponto do trecho tínhamos que atravessar o rio que em algumas partes mal e mal dava vau. Saíamos do outro lado com os pelegos pingando. Pra mim era folia, que ia junto de metido, com a desculpa de aprender o ofício. O pai fingia que acreditava e fazia vistas grossas quando eu amofinava o matungo dando-lhe de garrões e girando no matambre do bicho a roseta das esporas, fazendo-lhe galopar sem precisão. Na volta os peões traziam as malas de garupa repletas de fumo em corda, erva-mate e rapaduras. Eu tinha vontade de apear e dividir uma delas com os piás ribeirinhos, mas achando que o pai não fosse concordar acabava por seguir quieto no lombo do tostado.

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Crônicas

Catedral

Tu, mulher — mulher de fases! Tu que sentes o amor como razão da vida
Tu, que perpetuas a paixão na alma inflamada pela noite sobre o calor deste verão.
És paixão, loucura — fonte da minha angústia, escrevo-te através das minhas lágrimas, de todo o meu ser
Dei-te meu coração: uma catedral erguida em nome do meu amor por ti
E hoje minha alma traz as cicatrizes da paixão
E meu corpo nu sofre com a distância de ti e o desejo está em mim
Pobre de mim, sofro nas longas noites a espera de ti
Tu que é feita de amor e volúpia, inspiração do meu canto, razão da minha vida
Tua postura lembra uma poesia feita numa velha madrugada de lua…
Criatura, divina, maravilhosa, nasceste para me amar.
Mulher tu que deitas o teu beijo na minha boca
Quando as estrelas sorriem e as ondas encontram as areias de praias desertas
Mulher!
Mulher que eu amo, ser abençoado, ser desejado, essência perdida num ar de verão.
Não me abandones!… Eu, que tanto te amo, que tanto te venero
Eu que sou poeta de uma musa só: Tu!
Cantei a viagem do amor que se foi, aquela me fez sonhar do mais fundo da minha alma com tu e teus carinhos
Até o âmago eu iria e beberia da fonte do teu amor e me entregaria aos teus beijos e abraços sem pensar,
No invólucro da tua alma que és tu mesma, aonde nossas peles e nossos sentimentos serão um.

Oh amada, inspiração adorável da minha poesia!

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Crônicas

SE

Se tivéssemos um país justo, com regras claras e representantes de fato da população, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Se a sanha da corrupção e os abusos dos canalhocratas não sangrassem as contas públicas, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Se as mordomias e privilégios dos encastelados pelo poder fossem extirpadas de uma vez, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Se os impostos, sempre altos, injustos e pessimamente administrados passassem a ser justos para todos, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Se não houvesse canalhocratas com o poder de decidir pautas tão importantes, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Se o país começasse a se aprumar, limpando de maneira significativa todos os poderes, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

É, no mínimo, ridículo discutir algo de tamanha importância e cujo impacto será grande para boa parte dos brasileiros, no apagar das luzes de 2017.

É absurdo, monstruoso, irresponsável e criminoso o que tencionam fazer os canalhocratas: mais uma vez colocar nas costas de quem é honesto o peso da maldita corrupção!

E ouvimos o discurso de sempre, de que será pelo bem do Brasil! A reforma é necessária! A reforma é urgente! Para o bem de quem? Urgente pra quem? Necessária pra quem?

Números e fracos argumentos da economia não convencem diante dos desmandos cotidianos.

Planilhas e frases feitas de canalhocratas especializados na desfaçatez não convencem diante do óbvio: arrecada-se muito e cada vez mais, onde vai parar tanto dinheiro?

Se este fosse um país sério, com justiça e com dignidade, eu poderia pensar sobre a reforma da previdência…

Como esse país não existe, eu digo NÃO!

 

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Crônicas

Minha quilometragem

Lá fora, rodam os quilômetros. Monotonamente invariáveis. Uniformemente tediosos.

Eu, na janela do ônibus, parado, andando. O olhar mor­to, absorto, a olhar torto o mundo que corre solto, vivo, vívi­do, do outro lado do vidro.

A acelerada paisagem, de passagem, leva de roldão os quilômetros e as placas dos quilômetros. Restantes, idos, vindos, infindos.

Nuvens, pedras, montes, fontes, pontes, postes, postos, pistas, pastos, gramas, árvores, vacas, gentes.

O que fazer com as montanhas que, com sua beleza perene, não podemos carregar? Deixamos ficar lá atrás. Podemos tê-las em nós? Subtraí-las da paisagem? Ou são elas a paisagem? E se nos subtrairmos, incorporando-nos a elas? Relevando-nos.

Os quilômetros vão indo e vêm vindo. Vai a vida, na via, se esvaindo. Qual um ônibus circular. Sem parada, sem destino.

A estrada engole veloz, feroz e vorazmente minha existência. Aos quilômetros. A distância que o quilômetro, de qui­lômetro em quilômetro, sentencia exata, irrefutável.

A chegada ao ponto final se prenuncia quando as luzes tornam-se menos espaçadas. Seu brilho ainda descontínuo revela e releva, aos poucos, aos clarões, os sinais do envelhecimento, do esquecimento, da viagem sem volta.

Não é em vão que vão os quilômetros se acumulando. Irrefreáveis. Inexoráveis.

Meus anos de vida, esmigalhados em uma porção de dias iguais, espalham-se, tais como os quilômetros, pela es­trada. Engolidos pelo asfalto. Atropelados pelo caminhão do tempo.

Tudo o que está sendo, nesse instante, nesse quilôme­tro, digno de se lembrar e sinalizar, passando rapidamente pela janela atroz. Em implacáveis placas. As primeiras luzes da cidade acendem o pisca-alerta da chegada iminente e do tanque quase vazio. Passos derradeiros e claudicantes dessa estrada sem curvas e pouco acidentada.

Vinte, trinta mil dias de viagem. Igualmente fúteis e inúteis. Quanto é isso em vida? E em quilômetros?

Distância e tempo embaralham-se em minha mente. O decorrer do tempo é a distância que me separa do próximo momento?

Os quilômetros estão lá fora? Ou trazemo-los em nós?

Uma viagem de muitas idas, muitas vindas e um só destino.

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Entrevistas

Políbio Alves: um profissional da palavra

Ele insiste em dizer que é um profissional da palavra. Não duvidem. A palavra é a “massa” com a qual trabalha. Tão essencial quanto o seu respirar, lá do alto do edifício onde mora, pescando com o anzol dos olhos, todos os dias, o azul da praia de Intermares, bairro onde mora. Por estas plagas e plagas outras, todos sabem também que Varadouro (Poemas – 1989), o segundo livro, esse que diz não agüentar mais olhar porque, todas às vezes que olha, tem vontade de reescrevê-lo, é Políbio Alves, e Políbio Alves é o Varadouro.

Depois de morar por 20 anos no Rio de Janeiro, onde conquistou inúmeros prêmios nacionais – entre eles, o de Poesia Augusto Motta/1977, com Passagem Branca (Poemas), aparecendo em forma de livro somente no ano passado -, voltou a sua cidade, talvez, para poder ir à Cuba, apaixonar-se por Havana Velha, descobrir ali o seu eterno Varadouro e escrever um longo poema sobre a sua descoberta. Isso mesmo que vocês acabaram de ler: “É como se ter ido fosse necessário para voltar”.

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Diversidade

BOOK FLAP

The sharp observation of the world and the sense exploration through the eyes of brat who is charmed and provoked by the challenge of a school girl’s beauty.

The character-teller takes courage, digresses and plans ways to conquer the girl’s admiral. Hercules jobs propelled by feelings filled with innocence. A love that blossoms, as it always happens, with not much to explain.

Writing for kids, or better, stating from them, more than rewarding and revealing, is the greatest literary exercise I have ever found. And it discharges over the author the truest of the reasonable comments.

I present you now, in bilingual version, my dearest text. For the kids who won’t let the sugar die in their lives. E for the adults, so they can miss it. After all, who can forget the smell of the rain on the sidewalk?

Thank you Mom Rosa for the eternal cord. Lunguinho for the fraternity. Dani for the devotion on translating. Lívia for the unconditional shoulder.

Conrad Rose
November, 15th,  2006.

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Teatro

‘Extravasa, o Musical’, estrelado por crianças estreia no Teatro Arte Grimberg, na Barra da Tijuca

O espetáculo infanto-juvenil conta a história de um grupo de adolescentes internados em uma clínica de terapia intensiva

Ela só tem 11 anos, mas já constrói uma carreira de amor pela música, pelo teatro e pela cultura. Ela só tem 11 anos, mas já atuou em três musicais, incluindo o badaladíssimo Vamp, com estrelas do brilho de Ney Latorraca e Claudia Ohana. Ela só tem 11 anos, mas atua na vida artística com a mesma responsabilidade com a qual estuda no colégio – foi a única da série dela na escola a participar das Olimpíadas de Matemática e tirou o primeiro lugar num concurso de redação sobre cidadania, e seu texto representa toda a sua série num concurso nacional. Esta é Duda Santa Cruz, atriz e cantora mirim que conquistou o papel principal em “Extravasa, o musical”, que estreia no próximo sábado, dia 07 de outubro.

O espetáculo conta a história de um grupo de adolescentes que são internados em uma clínica de terapia intensiva. Cada um tem sua questão particular, de fundo psicológico ou problema familiar, e todos terão que conviver em harmonia durante uma semana de terapia em grupo. Para contar essa história, os personagens atuam, dançam e cantam músicas relacionadas ao drama que vivenciam e vão mostrar a superação de cada um com muito amor e amizade. A personagem interpretada por Duda é Raquel, uma menina revoltada com a vida, que gosta de andar de preto e odeia a tudo e todos, pois acha que ninguém a compreende. Toda essa amargura vem do fato de ter perdido a mãe para uma grave doença quando ainda era muito pequena, e seu pai, desamparado, não ter conseguido cuidar dela da mesma forma.

Musical é o quarto espetáculo da protagonista, a atriz e cantora mirim Duda Santa Cruz

Duda é fã de grandes musicais da Broadway, tais como Annie, Wicked, Les Miserable, Book of Mormon, Lion King, Matilda, School of Rock, Phantom of the Opera, Legally Blonde e Heathers. Gosta de ler Harry Potter, Biografias e livros sobre história do Brasil. Além de cursar a Escola Britânica, faz curso de teatro, aula de canto e de sapateado. Neste momento, ensaia duas peças e um espetáculo de dança ao mesmo tempo.

“Participei e passei em uma audição para o curso de teatro musical, Musical Theatre Masterclass, em Londres. Só não fiz porque fui selecionada no casting de Vamp e achei melhor, naquele momento, ficar no Brasil – mas no futuro estarei lá”, conta Duda Santa Cruz.

 

SERVIÇO
Extravasa, o musical
Dias 07, 08, 14, 15, 21 e 22 de outubro de 2017 (Sábados às 20h e Domingos às 19h)
Teatro Arte Grimberg
Rua Piolin, 116, Barra da Tijuca (em frente ao Shopping Metropolitano)
Ingressos antecipados à R$ 30.

Texto e Direção: Nado Grimberg
Direção Musical: Daniel Bandeira
Produção Executiva: Thamyris Cistaro
Coreografia: Angélica Chagas

Elenco:
Duda Santa Cruz (Matilda e Vamp, o musical)
Maitê Padilha, Apolo e Nathalia (Gabi Estrella)
Rafael Oliveira (finalista Xfactor)
Giovana (Matilda)
CeeJay (filho do Buchecha)
Felipe Adetokunbo, Vick Valentim, Biel Gava, Vitória, Daniel Henrique, Luiza Savatone (The Voice Kids)

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Cultura Teatro

Para Onde Ir

Construído a partir do personagem Marmieládov, do romance Crime e Castigo, escrito pelo russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), e da trama de Uma temporada no inferno, do francês Arthur Rimbaud (1854-1891), o monólogo PARA ONDE IR marcou a estreia da atriz e produtora Viviani Rayes na direção e traz Yashar Zambuzzi no papel de Marmieládov.  Ambos são fundadores da Te-Un TEATRO e, entre vários trabalhos juntos, atuaram e produziram a aclamada Blackbird (David Harrower) que ficou em cartaz de 2014 a 2017.
“Sem dúvida, uma performance extraordinária, que certamente constituirá um marco na atual temporada. Quanto à direção de Viviani Rayes, esta merece ser considerada primorosa. A encenadora conduziu o ator com absoluta maestria, dele extraindo, uma atuação que produz um inesquecível encontro entre quem faz e quem assiste, essencial premissa da arte teatral”. – Lionel Fischer
A abordagem de temas como prostituição infantil, abuso, violência contra mulher, miséria, entre outros, é realizado com maestria retratando a atualidade contemporânea que muitas vezes nos foge aos olhos, ainda que em constante presença. “Para Onde Ir” é uma representação tênue entre o visceral e o brando, entre a ficção e a realidade, entre o poder e a perda, entre estender a mão e ignorar quem precisa de ajuda”. – Paulo Oliveira
Há mais de dez anos, Yashar estuda a transformação da literatura clássica em fenômeno cênico, especialmente as obras de Dostoiévski, pela importância de suas questões perenes sobre a condição humana. A concepção do espetáculo interliga Dostoiévski e Rimbaud a Bertold Brecht (1898-1956) o que faz da peça, segundo Viviani e Yashar, também uma homenagem à poesia crítica do poeta e dramaturgo alemão.
“O espetáculo marca o primeiro trabalho de direção de VIVIANI RAYES, a qual se inicia, na função, com o pé direito, totalmente cônscia de sua responsabilidade, permitiu que a narrativa dramática fluísse naturalmente, explorando os meandros da vida do personagem, traduzindo-os, em postura cênica”. – Gilberto Bartholo
O monólogo conta a história de Marmieládov, funcionário público, alcoólatra, que, após perder o emprego, vai beber numa taberna. Ele acompanha a chegada dos fregueses e aproxima-se ora de um, ora de outro, para contar-lhes as dificuldades que passa por conta do vício, a necessidade de sustentar sua família e as desventuras de sua vida. A peça dialoga com o público numa linguagem dinâmica e coloquial, promovendo um contato direto e desmistificador com dois grandes autores da literatura universal cujas obras têm, em comum, as situações extremas da vida.
Ficha Técnica:
Elenco: Yashar Zambuzzi
Texto: Dostoiévski e Rimbaud, fazendo uma homenagem a Brecht.
Adaptação e atuação: Yashar Zambuzzi
Direção: Viviani Rayes
Figurinos: Rogério França
Iluminação: Elisa Tandeta
Trilha Original: Chico Rota
Cenário: Yashar Zambuzzi e Viviani Rayes
Fotos de Cena: Lu Valiatti
Idealização: Te-Un TEATRO
Produção Executiva e Realização: Rayes Produções Artísticas

Dias, horários e valores:
Sexta às 19:00 – R$ 30,00 (Valor inteira)
Sábado às 19:00 – R$ 30,00 (Valor inteira)
Domingo às 19:00 – R$ 30,00 (Valor inteira)
Duração: 50 minutos
Temporada: De 07/07/2017 Até 23/07/2017
Contato: (21) 2220-0259
Classificação: 14 anos
Generos: Drama / Monólogo

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Teatro

“Frida Kahlo, a deusa tehuana” estreia curta temporada no Centro Cultural Parque das Ruínas

Por Fábio Rodrigues

O espetáculo é dirigido por Luiz Antônio Rocha. Em cena, Rose Germano é acompanhada pelo músico Eduardo Torres, que toca violão e realejo.

Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, conhecida apenas como Frida Kahlo (1907-1954), certamente, é daquelas artistas que ultrapassaram a popularidade adquirida com seu trabalho. Muito além das flores na cabeça e das saias longas, Frida deixou um grande legado para o mundo com suas pinturas, mas, em especial, para as mulheres. Símbolo da força e independência do universo feminino, apesar de todas as suas dores físicas e existenciais, ocasionadas pelos diversos problemas de saúde e por um casamento conturbado, continuava cheia de vida. Frida Kahlo pintou sua própria face um sem número de vezes e teatralizou a sua própria existência, sendo um exemplo de superação. No lugar do luto, vestiu-se de cores.

É um pouco dessa vida e obra – extremante ricas e inspiradoras – que estará em cartaz entre os dias 6 e28 de Maio – sempre aos Sábados e Domingos – no palco do Centro Cultural Parque das Ruínas, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, com o monólogo Frida Kahlo, a deusa tehuana”. O espetáculo tem como inspiração o diário e a obra da pintora mexicana e é composto por fragmentos de sua vida e de seupensamento. Um dos pontos centrais da montagem, dirigida por Luiz Antônio Rocha e com atuação de Rose Germano, é a busca pela construção de uma Frida humana, bem diferente da figura pop na qual foi transformada pela grande mídia no mundo inteiro. Por onde passou, o espetáculo obteve grande sucesso de público e crítica, além do reconhecimento internacional com destaque no principal Jornal do MéxicoEl Universal e na TV Mexicana.

A peça tem início com o prólogo de Dolores Olmedo Patiño, mulher responsável pela maior coleção de Frida Kahlo e Diego Rivera no mundo. Incumbida pela difusão do acervo do casal, Dolores também era apaixonada por Diego. Em cena, a atriz Rose Germano sobe ao palco acompanhada pelo músico Eduardo Torres, que toca violão e realejo.

“Frida Kahlo, a deusa tehuana”, compõe a primeira parte da trilogia “Corpo e Espírito”, baseada na pesquisa de Luiz Antônio Rocha sobre o sagrado na arte. Os outros dois monólogos são sobre os pintores Francis Bacon (“A mutilação do corpo”) e Kandinsky (“O espiritual na arte”).

A montagem do espetáculo foi longa e incluiu uma viagem de Rose e Luiz Antônio ao México, visitando a Cidade do México, Oaxaca e Teothihuacan, na qual encontraram a Frida que queriam montar. A pintora que transformou a dor em arte estava despida para dar vida à deusa tehuana.

O título do espetáculo é uma referência a uma mulher à frente do seu tempo: Enquanto as mulheres de sua geração seguiam as tendências europeias, Frida optou por um traje essencialmente mexicano. Exaltando a sua cultura, vestia-se de Tehuana, traje típico da região de Istmo de Tehuantepec no México, local onde as mulheres indígenas dominaram o mercado, lutando pela igualdade de direitos com os homens. Frida Kahlo adotava o vestido tradicional de Tehuana como uma declaração de solidariedade com estas mulheres. Sua luta e autenticidade a tornou um mito em todo o mundo. Todas as peças que compõem o figurino do espetáculo são autênticas, compradas em antiquários e artesãos indígenas da cidade de Oaxaca.

Ficha Técnica

Dramaturgia: Luiz Antonio Rocha e Rose Germano
Encenação: Luiz Antonio Rocha
Atuação: Rose Germano
Músico: Eduardo Torres
Iluminação: Aurélio de Simoni
Cenário, Figurinos e Direção de Arte: Eduardo Albini
Trilha Sonora: Marcio Tinoco
Direção de Movimento: Norberto Presta
Operador de Luz e Som: Alexandre Holcim
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotos: Renato Mangolin e Carlos Cabéra
Realização: Espaço Cênico Produções Artísticas

Confira abaixo, maiores informações sobre o espetáculo: “Frida Kahlo, a deusa tehuana”
Temporada: 6 a 28 de Maio. Sábado às 19:30h e Domingo às 19h
Local: Centro Cultural Parque das Ruínas – Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa
Ingresso: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Classificação indicativa: 16 anos
Mais informações: (21) 2215-0621

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