a origem do samba é a macumba

  • 10ª Escola a Desfilar: Vila Isabel – Macumbembê, Samborembá: Sonhei Que Um Sambista Sonhou a África

    “Meus sonhos e tambores, tintas e prazeres/ Pra você, Heitor”. É dessa forma que o potentíssimo refrão da Vila Isabel promete dedicar sua passagem pela Sapucaí ao seu homenageado. Segundo o próprio nome do enredo já fala “um sambista que sonhou a África”. Vocês sabem de quem se trata?

    A Escola do Morro dos Macacos homenageará o grande Heitor dos Prazeres. “Homem do povo” e multiartista que tem em seu currículo único os dons de ser sambista, compositor, pintor, inventor, boêmio e muitas outras coisas que a vida permitiu a ele ser. Sem dúvidas, o escolhido é uma figura que faz parte da história do Rio de Janeiro.

    Aliás, em sua vida viveu importantes acontecimentos da cidade, como as festas que Tia Ciata realizava em sua casa onde da macumba foi surgindo esse ritmo mágico que hoje se convenciona chamar de samba. Lá, ao lado de Pixinguinha tornou-se tocador de atabaques, um Ogã de Xangô e Oxum.

    Criado nesse ambiente, ele fez sua vida no samba, tornando-se “tocador” e aprendeu sozinho a tocar cavaco. Por viver nos dois ambientes, Heitor é uma figura que possui o mais alto gabarito para afirmar que “a origem do samba é a macumba”. Aos que ouvem, cabe não só respeitar, como também concordar com suas afirmações.

    Viveu o surgimento das escolas de samba, ainda na Praça XI, com outros grandes mestres, como o genial Cartola. Não só viveu como fez tudo isso acontecer.

    Por tudo isso, foi escolhido para representar o Brasil no Primeiro Festival Mundial de Artes Negras, em Dakar. Foi, mas não foi sozinho, porque o acompanharam nomes como Clementina de Jesus, Paulinho da Viola, Mestre Pastinha e outros.

    Tudo isso, permite a Vila caracterizá-lo como “Apaixonado Pierrot, Afro-rei”. Sim, um rei que será merecidamente saudado pela Sapucaí no último dia de desfiles do grupo especial. O samba magnifico dá a Vila a responsabilidade de ser a grande favorita. Será que vem título aí? Pode ser, a única certeza é que essa homenagem é mais do que merecida. Salve Heitor dos Prazeres!

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