Contos
    08/07/2026

    Desmedida

    Mainha prepara o café da manhã todos os dias, às 5h, rigorosamente assim. Acorda e canta com os galos, porque é feliz. Nunca reclamou da vida, desatinou ou embruteceu, apesar da dureza que passou. Teve de criar sozinha dois filhos, revezando com a minha tia, também bondosa, que vinha ficar com a gente em casa. Tia Laur
    Crônicas
    08/07/2026

    Fragmentos de mais uma noite em claro

    Abro os olhos e vejo que o sol vespertino de um certo domingo ainda teima em transmitir um pouco de vida a um fétido e pestilento cômodo. Pelas frestas da janela, a luz do sol ilumina meu quarto, aparentemente vandalizado por poderosos demônios desconhecidos. Aos poucos, recobro minhas forças e sinto o peso de mais uma
    Poesias de 1 a 99
    06/07/2026

    Poema #76: “141 A”

    Sequência finalnuma casa de 24 m²com vista de frentepara um beco lateral.O piso era grossoantes de eu assimilá-lo,mas como a vidapermaneceu emdesalinho eu adormecideitado de lado e tombadoem lençóis queimadosno espaço entre as camas.Com uma aliança invisívelna mão direita e um cheiroforte de esgoto vindo do banheiro.E
    Poesias de 1 a 99
    06/07/2026

    Poema #04: Motivo

     ( A Cecília) Antes que chegue o dia da mudez,Cantemos!Cantemos elegiasCantemos heavyCantemos baladasCantemos !Que em nós haja uma eterna cançãoIndescritivelmente bela,Inevitavelmente originalPor sermos, cada um de nós, a própria melodia, a harmonia curativa No desconcerto do mundo.
    Poesias de 1 a 99
    06/07/2026

    Poema #08: Alteridade

    Este que vos premeditaDevia dizer-lhes algoMas o profundo que é o serenoMais errôneo que o acaso tornou-se Então dizes ao papel:Das tuas palavras fizestesDe pouco caso;Que se bastasse um punhado‘Inda que só coubesse o que lhe atava. Sonoridade tal das águas já lhes assoavamOs cascos empoeirados da vigíliaE tu sonhastes
    Crônicas
    05/07/2026

    “digitando… ”

    | Um traço vertical. Pisca, pensativo, opressivo; poético. Acho que assim, quase girando o travessão introdutório, na busca pela correspondência de (um) outro, nos injetamos, como tentativa científica, numa releitura d’um passado literário: Trocamos cartas, quase como que acendendo um cigarro à mesa de um café de ilumi
    Crônicas
    05/07/2026

    Quando duas palavras resolvem morar juntas

    “Sentipensante” — A primeira vez que li, acho que num texto relacionado à física quântica (o que só piorou a situação), achei que era um erro de digitação. Fiquei curiosa tentando decifrar o significado dessa estranha palavra, para mim meio parecida com CatDog (lembram do seriado?) ou de uma aberração ainda maior: o Fe
    Crônicas
    05/07/2026

    BELINDA diante do espelho

    Belinda talvez fosse uma sonhadora. Incurável. Não era bonita. Sonhava com o conceito de formosura, camuflado em todas as coisas. Quando ouvia Milton Nascimento na introdução de O que será? (À flor da pele), conseguia enxergar toda a beleza. Ouvia dos amigos que o lado físico não era tão importante. Havia o exótico, o
    Crônicas
    05/07/2026

    A vida como deveria ser

    A gente pensa na vida como algo a ser resolvido depois porque tem urgências urgentíssimas sempre por fazer! E esquece, com isso, a flor, o amor, o amar, o mar e as rimas todas que estão no ar. A gente pensa que tem tempo, mas tempo, na verdade, não há! E esquece aquele encontro, o jogo com os amigos, simplesmente ficar

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      16/12/2024

      Entrevista com Angel Ferreira

      O monólogo Sidarta marca o primeiro projeto solo no teatro do ator e diretor Angel Ferreira. Desenvolvido ao longo de quatro anos, o espetáculo aborda temas existenciais, explorando a ambiguidade entre extremos como sagrado e profano, sucesso e fracasso, prazer e privação, solidão e pertencimento. Ambientada na Índia, durante a época do Buda h
      Entrevistas
      10/12/2022

      A Paraíba no horizonte da poesia: uma entrevista com Lau Siqueira

      Lau Siqueira é um velho conhecido da poesia paraibana, da brasileira e deste portal. Gaúcho de nascimento, é, desde 1985, também um tanto paraibano. Nascido em Jaguarão, integra, como legítimo representante, o cenário da poesia paraibana. Entre outros livros, é autor de: O inventário do pêssego (2020), A memória é uma espécie de cravo ferrando a estranheza d
      Entrevistas
      10/08/2006

      Simplesmente Thogun!

      Morador da Zona Norte do Rio e boa-praça assumido, Thogun ganhou projeção nacional com o documentário Fala Tu (2003), de Guilherme Coelho e Nathaniel Leclery, que acompanhava o cotidiano de rappers cariocas em busca do sonho de viver da música. Ex-vendedor ambulante, dono de voz marcante e apaixonado por jornalismo, ele reconhece que o filme mudou sua trajet

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