Crônicas
    21.10.2026

    Conversa de elevador

    Em meio à correria de nossas rotinas, costumamos ser presenteados com boas e instigantes conversas. Com o condão de provocarem a reflexão, muitas delas podem até mesmo incitar em nós a revisão de nossas opiniões e de nossos atos. Mas existem também aqueles mom
    Contos
    21.10.2026

    Engasgo

    Tenho tanto para dizer. Engasgado. Entalado. Falei enquanto pude. Sou conhecido nacionalmente, por ser historiador e filósofo, e, principalmente, com o conhecimento que tenho, por defender a soberania, a justiça social e a democracia. Quando meu pai era vivo,
    Crônicas
    21.10.2026

    Eleições 2026

    No dia 04 de outubro de 2026, ocorreu o 1° turno das eleições para deputado, senador, governador e Presidente da República, em uma representação da maior festa da democracia. Democracia é uma palavra velha, já desgastada pelo uso, de origem grega, a qual remet
    Crônicas
    21.10.2026

    De onde se escapa o amor?

    De onde se escapa o amor? Quem não se limita a viver só talvez também não saiba viver com o outro. Quem não encara a própria solidão a sós, não, a só, talvez não suporte a presença de alguém sem transformá-la numa tentativa de preencher aquilo que lhe falta. D
    Crônicas
    20.10.2026

    Relembrar é resistir!

    Estamos passando por dias tensos. Há uma ansiedade pesada no ar e um aperto no peito sobre o que será do nosso país nos próximos dias. O cenário político é incerto, e o mais alarmante é ver como a memória coletiva vacila rápido diante do tempo. Parece que muit
    Crônicas
    20.10.2026

    O amor que Ela nunca quis viver

    “Nossa, que cheiro de maconha é esse?”, Mirella quis saber, olhando ao redor. Era denso, encorpado. Alguém queimava forte por ali. “Certamente é aí de cima, tem um cara nesse prédio que pega de jeito”, Marcelo explicou apontando para o alto, para o prédio de a
    Crônicas
    19.10.2026

    Detalhes

    Entra na confeitaria pensando em tomar um espresso para aquecer a tarde chuvosa. Pede um salgado e um refrigerante pequeno. Não sabe por que mudou de ideia. Senta-se de frente para a rua. Gosta de admirar as pessoas que passam e ouvir os pequenos fragmentos do
    Crônicas
    19.10.2026

    Nostalgia Jornalesca

    Durante a noite, eu havia escutado trovoadas. Imaginei uma grande luta no céu. As nuvens, o sol, a lua e as estrelas numa verdadeira batalha, disputando quem reinaria no novo dia que se aproximava. Um elegante duelo de Titãs. Amanheceu. Para meu espanto, o sol
    Poesias de 1 a 99
    19.10.2026

    Poema #91: Anos 70

    há muito que não a vejocalibro a saudade no peitoalfa centauro, sorteio:não sei se te beijoou se bebo.Uma Escada que Deságua no Silêncio

    Esta Semana

    • Crônicas

      A palavra medo

      Cena de guerra e fuzil e sangue… Onde estão os afagos e os beijos e o abraço? Cena de guerra e mãos para cima e mãos algemadas e confusão. Uma crônica áspera e truncada e difícil, um senão. Os beijos e os afagos e o abraço onde estão? É só poeira e trist

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    • Crônicas

      As cortinas do meu infinito

      Já cantava minha mui querida Rita Lee — Baila comigo — lá no meu esconderijo. O meu. Secretíssimo. Um canto feito de flores antigas, perfumes esquecidos e aquela luz dourada das tardes de outono. Raios que atravessam as frestas das cortinas voadoras e transfor

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    • Crônicas

      Os destaques da semana

      1. Exercício literário: chamado a partir de post do instagram | … Estive. Dadas as indevidas proporções. Horas antagônicas, gotas de minutos que se desarmavam em câmera lenta. E eu, lá… L.A: Lugar Amargo. Estive, tempo-espaço-ação demasiadamente pr

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    • Contos

      Assassina

      Adelaide nunca desejou se transformar numa assassina. Achava mesmo que não apresentava tal vocação. Afinal, era discreta e vestia-se com sobriedade. Tinha uma vozinha fina e pausada, um cabelo bem cortado tingido de ruivo desde os vinte e poucos, uma pele alva

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    • Crônicas

      Estou chateada

      Logo eu! Tão receptiva, beneplácita, afetiva…  Isso não é legal… Atravessei oceanos, vi cometas, vivi em dois séculos, acendi fogo com casca de milho seco, meu fogão é de indução… E muito além dessas coisinhas bobas aprendi a escrever “cobrindo” as letras

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    • Crônicas

      BRAZIL 3027

      Em 3027, nosso país afinal encontrará sua vocação mercadológico-espiritual, tornando-nos oficialmente uma nação teocrática. À Constituição de 1988 será incorporada, como apêndice, uma versão da Bíblia Sagrada prefaciada e revisada por Silas Malafaia. Inaugura-

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    Crônicas para descobrir

    • Crônicas

      A folha e a pedrinha

      No caminho encontrei uma folha e uma pedrinha. A folha havia caído suave ao chão, a pedrinha veio presa ao calçado de alguém e se soltou ficando junto a folha. Nenhuma das duas chegou ali por força de algum planejamento. As duas ficaram juntas como parte de tu

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    • Crônicas

      Seu nome no mundo

      Existem entrelaços perigosos, e é seguro dizer que, depois de 72 horas de confidências indistintas, esse é um deles. Inauguramos uma nova fase: eu te contei um segredo. Um gesto tão pequeno e tão grande. A trilha sonora de fundo combina com a adrenalina que eu

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    • Crônicas

      Passou o tempo de roubar amoras

      “Passou o tempo de roubar amoras, mangas, goiabas e mexericas no quintal do vizinho”.Elias José, em “Cantigas de adolescer” Nunca fui de subir em árvore. Fui um menino tímido. Era ruim de bola e não subia na laje para soltar pipas. Mas

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    • Crônicas

      As muitas faces de seu Levi

      Poucas ou inexistentes são as pessoas que se destacam apenas por suas qualidades. Como seres falíveis que somos, tanto nossos defeitos como nossas aptidões podem bem ser usadas para descrever nossas personalidades àqueles que não nos conhecem. A depender do re

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    • Crônicas

      Precisei me matar para renascer

      Precisei me matar para voltar a ser quem sou. Há uma obscenidade nessa constatação, eu sei. Como se a existência, em algum momento, tivesse exigido de mim a minha própria ausência para que eu pudesse regressar. Não sei exatamente quem morreu. Talvez tenha sido

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    • Crônicas

      Os sonhos do Lupércio

      Um deles era ser entrevistado: como os atores, os cantores, os escritores e os jogadores de futebol. Imaginou e pôs em prática um plano sui generis: ajudou a atravessar uma velhinha e largou ela no meio da avenida. A velhinha fez um baita dum escândalo, chamar

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    • Contos

      O enterrado vivo

      Porque hoje é dia de São Sebastião, e estouram foguetes na minha janela, lembrando que é dia de festa, vou falar da sua história, Sebastião Fidélis, que você merece festa. Ninguém mais fiel que um Sebastião Fidélis, fiel até no nome, fiel à vida e seus caminhos e descaminhos. Imagino você, velho caipira mineiro de Campo do Meio, velho apesar de apenas 43 ano

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    • Contos

      A grande obra

      Deixei tudo para escrever a obra da minha vida. Sou um grande escritor. Ninguém sabe disso ainda porque nunca escrevi nada, mas quando eu escrever meu livro, meu grande romance… A admiração de todos será um acontecimento, não tenho dúvida. Para levar a cabo essa minha missão, pedi desligamento do meu emprego público e… do que mais me desliguei? De nada mais,

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    • Contos

      Em boa hora

      Fui arrebatado por aquele olhar. Nem sabia que sentimento algum podia me pegar. Profetizei, seguro, que não me “juntaria” com alguém até estabilizar a minha vida financeira. Depois que acabei o namoro com Daniela, com quem achava que iria casar (um namoro morno e regular), resolvi me dedicar aos estudos e à profissão. Sou recém-formado em Odontologia (faz tr

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    • Contos

      XÊNIA precisa matar alguém

      Xênia estava a ponto de desistir de tudo. Vinha tendo problemas com o marido e os filhos. Ele, gordo, careca, sempre doente e reclamando da próstata que aumentara, do café frio, da chuva, do custo de vida e do governo. E, principalmente, dela. O filho mais velho, vagabundo, demente e drogado, sonhando ser cantor de rock. E não gostava de banho. A menina, uma

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    • Contos

      Carolina

      Eu quero que você saiba que ainda não decidi se vou mesmo fazer. Não sei se quero levar essa coisa adiante, se preciso mesmo. Claro, sou ansiosa, mas acho que todo mundo é um pouco hoje em dia. É, depressão também. Levantar da cama às vezes é tão difícil… Esse mundo tá um caos. Depois que a pandemia acabou, acho que ficou até pior. Sabe, me assusta um

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    • Contos

      Lendas

      Pouca coisa é mais estimulante que a alegria de uma criança no início de suas férias. A expectativa desperta a imaginação que permanecia adormecida dentro das paredes da realidade. As coisas se tornam pessoas e objetos que não são tornam-se coisas. Os sonhos tocam a matéria que, por sua vez, devolve em cores e movimentos. Mas como a tese não se torna síntese

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    • Cães & Pessoas

      A meia do Juju

      As pintinhas vermelhas pelo chão eram de sangue. Rex havia quebrado uma unha e deixado um rastro pelo terraço. Se doeu, não reclamou. Ele quase nunca late. Apenas continuou andando em círculos pelo terraço, deixando o piso cada vez mais marcado. Por causa da d

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    • Crônicas

      O nome dele é Cookie

      O nome dele é Cookie. Abri a porta e ele entrou puxando uma das minhas filhas. É um cachorro vira-lata. Mas com todas as vacinas, banho tomado e bem cheiroso, assim me asseguraram. Pus meu nariz longe do seu pêlo curto sem qualquer vontade de tirar a prova se

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    • Cães & Pessoas

      O mal-entendido

      Ela tinha oito anos. Voluntariosa, engraçada, decidida, solidária. Ficava horas a desenhar. Implorava aos pais que parassem na rua e dessem de comer aos cães abandonados. Alma caridosa e artista por vocação. Tinha uma cadela, a Princesa, negociada em seu anive

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    • Cães & Pessoas

      Anjo-cão

      Não à toa, diz-se o cão é o melhor amigo do homem. Lá fomos nós para o passeio rotineiro no ParCão, eu e o Capitão.  Capitão é um Beagle que mora com a nossa filha. Nos três dias da semana que ela trabalha o dia inteiro, ele fica conosco. A modernidade da

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    • Cães & Pessoas

      Por que os ataques de cães estão cada vez mais mortais?

      A morte recente de uma veterinária, causada pelo ataque de um pastor-belga-malinois da Polícia do Senado, reacendeu o debate sobre prevenção. O que está por trás de tantas mortes? Descuido, excesso de confiança, irresponsabilidade ou falta de conhecimento? Pro

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    • Cães & Pessoas

      Rebuliço no Cãodomínio

      Lugar de peripécias acaloradas é condomínio. Histórias inimagináveis. Não importa o número de apartamentos. Condomínio surpreende até aos Anjos da Guarda preparados para os fortuitos. Edifício de 11 apartamentos. Alguns adultos, muitos idosos, cinco jovens, um

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    Poesias em Destaque

    • out- 2026 -
      12 outubro
      Poesias de 1 a 99

      Poema #90: Alguns homens

      Aqueles que esperamque todos durmampara então se revelaremno escuro do mundoagora despovoadode leis e de homensque foram fatigadospela batalha diáriade se ganhar dinheiroe etcetera e coisa.Aqueles que se recolhemquando todos já acordadosrecomeçam o ciclo da vidasubitamente interrompidopara o ensaio da mortee que assim em movimentonão percebem os sonhosespalh

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    • 12 outubro
      Poesias de 1 a 99

      Poema #12: O sabor dos ventos

      nuvens cor de marnelas posso navegarsem barco nem remosó com as mãos e a coragem quem cai, não se afogaquem se perde, não temeque nas águas desse lugaras ondas embalam sem engolir longe da praia, longe de lámais perto do céu, onde eu quero estarbrisa em que o corpo flutua, sem náusea,entregue, convicto, ao ritmo do ar nuvens cor de maruma só não bastaránum o

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    • 5 outubro
      Poesias de 1 a 99

      Poema #89: Alcunhas

      o poeta dos acasoso poeta das manhãso poeta das areiaso poeta da fragmentaçãoo poeta das pedraso poeta dos inventárioso poeta das sombraso poeta sentinelao poeta em fugao poeta das ausênciaso poeta das escadasque deságuamdentro de si mesmoo poeta dos silêncioso poeta dos jardinso poeta das simultaneidadesele, às vezes, planta árvores. O Jardim Simultâneo

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    • 4 outubro
      Poesias de 1 a 99

      Língua

      Língua breve, toda clara, toda escura,Aos poucos caminha, para, continuae entre o areal, a bruma, a leve chuvaa face se mostra, inquieta e muda. Língua instante – objeto nada – rara, poucaPara, continua, para… tonta e loucaEnsaia um grito, uma palavra, outra,A voz se insinua, miúda e rouca. No entanto, nas contradições do descaminho,Faz-se a língua na

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    • 1 outubro
      Poesias de 1 a 99

      Poema #09: para dias cinzentos

      para dias cinzentosé preciso abrir a janela de casapulare sair descalçopelas calçadas encontraralgum mato-vivodo teu passadonas arestas do pasto e as terras vermelhasque agora bordam teus pés(um tanto cansados)um dia também pintou tua face com as mãossemeartuas raízes ao vento e quando partir o soljunto com o sino dos pássarosé hora da retomadafeito meninosu

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    Entrevistas

      Entrevistas
      16.12.2024

      Entrevista com Angel Ferreira

      O monólogo Sidarta marca o primeiro projeto solo no teatro do ator e diretor Angel Ferreira. Desenvolvido ao longo de quatro anos, o espetáculo aborda temas existenciais, explorando a ambiguidade entre extremos como sagrado e profano, sucesso e fracasso, prazer e privação, solidão e pertencimento. Ambientada na Índia, durante a época do Buda h
      Entrevistas
      10.12.2022

      A Paraíba no horizonte da poesia: uma entrevista com Lau Siqueira

      Lau Siqueira é um velho conhecido da poesia paraibana, da brasileira e deste portal. Gaúcho de nascimento, é, desde 1985, também um tanto paraibano. Nascido em Jaguarão, integra, como legítimo representante, o cenário da poesia paraibana. Entre outros livros, é autor de: O inventário do pêssego (2020), A memória é uma espécie de cravo ferrando a estranheza d
      Entrevistas
      03.08.2007

      Políbio Alves é o Varadouro

      Ele insiste em dizer que é um profissional da palavra. Não duvidem. A palavra é a “massa” com a qual trabalha. Tão essencial quanto o seu respirar, lá do alto do edifício onde mora, pescando com o anzol dos olhos, todos os dias, o azul da praia de Intermares, bairro onde mora. Por estas plagas e plagas outras, todos sabem também que Varadouro (Po
      Entrevistas
      10.08.2006

      Simplesmente Thogun!

      Morador da Zona Norte do Rio e boa-praça assumido, Thogun ganhou projeção nacional com o documentário Fala Tu (2003), de Guilherme Coelho e Nathaniel Leclery, que acompanhava o cotidiano de rappers cariocas em busca do sonho de viver da música. Ex-vendedor ambulante, dono de voz marcante e apaixonado por jornalismo, ele reconhece que o filme mudou sua trajet
      Entrevistas
      04.06.2006

      Dupla do Prazer: Cairo e Denizis Trindade

      Um panorama político e filosófico da sociedade brasileira através da poesia erótica de Cairo e Denizis Trindade Entrevista a: Por João Pedro Roriz* A poesia está ganhando cada vez mais espaço na cidade do Rio de Janeiro. Hoje, é comum ver saraus lotados pela cidade, com adesão da imprensa e outros segmentos da sociedade. Nesse universo, entre os que respiram

      Escolha da Redação

      • Falou e Disse

        Lavar a louça

        Estudo aponta que homem que lava a louça é mais feliz. Costumo auxiliar minha mulher nesse ofício e estou de acordo com o autor da pesquisa. Cheguei até a desenvolver uma tese: lavar a louça é a versão masculina de fazer tricô (até hoje eu não soube de homem q

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      • Crônicas

        Saudades dos tucanos

        Blackbird singing in the dead of night / Take these broken wings and learn to fly / All your life / You were only waiting for this moment to arise – “Blackbird”, The Beatles Fecho os olhos, e tucanos da minha infância planam em meus pensamentos. Há mais animai

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      • Crônicas

        Aos 16!

        Enfrenta seus porquês: quer respostas, quer experimentar… Arrisca-se, arroga-se, ensoberbece! Sabe o que ninguém nunca soube. Seu caminho, com certeza, será diferente de todos os outros. Empina o nariz, responde com autoridade, briga com o vento. Sabe, m

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      • Crônicas

        Quatro patas — dentro e fora de mim

        Chove. Acordo na escuridão com o som de gotas furiosas contra a telha ondulante a minha direita, no vão coberto entre o edifício em que me encontro e o do lado. Ouço o ritmo onírico do meu Zeca roncando. Ele sonha. É lindo. Expressão da mais tenra felicidade e

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      • Crônicas

        Árvores Vermelhas (um exercício de escrita)

        Árvores vermelhas, de um vermelho vivo, intenso, de doer os olhos de tão forte. Uma alameda de pedras rosadas e gastas, fileiras de árvores (uma à direita, outra à esquerda). Não sei o porquê me veio à mente a palavra morte. Me Assustei de início. Olhei para u

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      • Crônicas

        Vamos Barbarizar!

        Me virei na cama. Entre o sono e o sonho: Queria só beber. Girei. Bebê que sorria. Contei as letras. Nenhuma sobrava. Nenhuma faltava. Foi então que percebi: naquela noite, eu era um caleidoscópio. Meu poder não era criar palavras, mas embaralhá-las. As letras

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      • Crônicas

        Outubro

        Mês em que faço aniversário… Há o que festejar? Sempre há!  E, quanto mais escadas eu subo, mais claramente enxergo o que realmente merece uma festa. Minha família, minha saúde, meus amigos, meus bichinhos de estimação, minhas plantas e as palavras. Ah, a

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      • Crônicas

        Ah, o desencanto

        Vinicius de Moraes dizia que a vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida. É, tem lá sua razão. Mas eu vou adiante umas casas no tabuleiro e adapto o que ele disse: a vida é a arte do encanto embora haja tanto desencanto pela vida. Encan

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      • Falou e Disse

        Bravos genes brasileiros!

        Li há algum tempo que o Projeto Genoma conseguiu mapear mais de 98% do código genético humano. Trata-se de um feito semelhante à invenção do telescópio, que permitiu a Galileu perceber que a Terra não é o centro do Universo, e está no mesmo nível da descoberta

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      • Contos

        A vaca atropelada

        O carro do professor foi guinchado até ao Plantão Policial de Franca para registrar um boletim de ocorrência de acidente na estrada. Sobre o porta-malas, com as patas para cima, uma vaca morta. O que é isso, professor? Uma vaca em cima do carro? E com as perna

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      • Crônicas

        A infância bateu na porta

        No domingo de manhã, enquanto eu lia no computador, percebi que a rua onde moro estava mais agitada do que o normal. Parei de escrever e fui ver o que era. Cheguei à rua e fiquei abismado: tanta gente andando de carrinhos de rolimã. A vizinhança toda. A rua, q

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      • Crônicas

        Próprio esquecimento

        Comecei a perceber isso no meio de uma terça-feira qualquer. Eu estava no ponto de ônibus quando vi uma senhora, muito idosa, com um carrinho de feira cheio de sacolas, e de repente minha garganta apertou. O sentimento ficou ali por uns segundos, igual um espi

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      • Contos

        A revolução dos livros

        Os livros começaram a se infiltrar de novo. Fazem isso de madrugada, quando os sonhos se confundem com a realidade. Eram discretos antes, descarados agora. Hoje apareceram três ao lado do espelho do banheiro. Perdi a conta dos que se amontoaram sob a minha cam

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      • Contos

        Emoção fora de hora

        Nara sacudiu a minha cabeça, de novo. Ela tem o poder de me bagunçar. Sabendo que sou autista e não me dou bem com o imprevisto, deveria me preservar. Na última semana, ela tomou sozinha uma decisão importante: disse que ia comprar um husky siberiano. Moramos

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      • Crônicas

        Um pequeno elogio à mentira

        Muitas são as facetas do comportamento humano que atraem os mais bisbilhoteiros como eu. Estudiosos dos mais diversos campos dedicam horas a fio para compreender as incríveis nuances de atitudes consideradas desviantes do padrão moralmente desejável. Seja por

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      • Crônicas

        Deus do Tempo

        Já parou e sentiu a sensação de que o tempo está passando depressa? Acordamos, fazemos nossas tarefas e, logo que nos damos conta, acabou. Parece que o dia não tem mais vinte e quatro horas, a semana, sete dias. Às vezes me pergunto: será que o tempo realmente

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      • Crônicas

        A liturgia do indizível

        Há dias em que acordo acreditando que ainda caminho em direção a mim. Em outros, compreendo que não existe caminho algum. Existe apenas o intervalo entre um pensamento e outro, onde a escrita resolve acontecer. Não escrevo porque sei. Escrevo porque desconheço

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      • Crônicas

        Derreta em nome de Deus, infeliz

        Bem que na hora em que abri a boca pra falar, alguma coisa me cutucou por trás, como se dissesse em meus ouvidos: “Não fala nada não, fica calado”. Mas não me contive quando vi o homem gordo vendendo saco de lixo e pano de chão ao meio-dia, o sol de trinta e o

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      • Crônicas

        Domingos

        Lembro-me de um tempo em que as pessoas aproveitavam a tarde de domingo para fazer visitas umas às outras. Era comum que minha mãe fizesse um bolo e o deixasse reservado para as tais visitas, que podiam ser de amigos, parentes ou comadres e compadres. Muita co

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      • Crônicas

        Vovô

        Quem não teve um avô ou uma avó não sabe da alegria de conviver com alguém que olha para você com ternura e carinho, de um jeito diferente de pai e mãe. Meu avô paterno eu não conheci. Ele havia falecido quando eu tinha pouco mais de um ano de idade. O avô mat

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      • Crônicas

        Por via das dúvidas

        Cândida precisava cortar o cabelo.O problema era: quando?Lua Crescente, para o cabelo crescer mais rápido.Lua Cheia, para ganhar volume.Lua Minguante, para cuidar da saúde dos fios. Entrou em crise.Não podia simplesmente cortar o cabelo. Era preciso escolher a

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      • Crônicas

        Frango à milanesa

        Assim resumo meu começo torto, na última sexta-feira como cidadã “cachambianse” — e que se retire solenemente quem, dada a época do ano e o gentílico recém-proclamado, aguardar daqui em diante jogos de palavras tendenciosos à política do botão verde de CONFIRM

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      • Crônicas

        Uma vida normal

        Valéria gosta de Cat Stevens e Johnny Rivers, de ir ao cinema e de bife mal passado pingando sangue. Escondida de todos, costuma colocar açúcar no chão e vai esmagando as formigas que apareciam, uma a uma. Também se diverte arrancando folhas das árvores, plant

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      • Crônicas

        Uma amiga

        Esta semana perdi uma amiga, uma daquelas que não passam despercebidas na multidão e por isso nos mostram aspectos da vida que não enxergamos sozinhos. Escrevo sobre ela para aliviar o luto porque, mesmo sabendo que ao longo da vida todos sofremos perdas, nunc

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      • Contos

        Clara

        Aos 10 anos, Clara produziu o primeiro poema. A garota nunca se comportou como as outras de sua idade. Desde muito cedo, admirava as flores do jardim e os pequenos insetos que lá viviam. Contemplava os pássaros do bosque e conversava com eles, banhava-se de so

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      • Contos

        O banquete do fim do mundo

        Um encontro histórico em Washington colocou frente a frente os mandatários das duas maiores potências mundiais, EUA e China. Toda a pompa em torno dessa reunião de titãs sugeria que o evento seria um divisor de águas para a humanidade, abrindo caminho para a e

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      • Contos

        O expresso Oriente

        Dizem que japonês bebe muito, mas eu não imaginava que fosse tanto. Dizem que bebe, fuma e se suicida muito. O fumo não é problema; fuma quem quer, e japonês fuma uns cigarros pequenininhos, intragáveis, uns estoura-peitos de matar, que eu já provei, no tempo

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      • Crônicas

        Ah, o charme

        Acho que não me expliquei direito. Não é que eu seja contra a beleza ou a considere efêmera. Mas só acho que ela não é fundamental. Tudo bem, eu sei que esse meu comentário faria o Vinicius de Moraes sair da tumba para puxar meu pé. Mas a vida tem dessas coisa

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      • Falou e Disse

        Diminutivos

        Poucas coisas são tão engenhosas na língua quanto o diminutivo. Ele não é apenas uma medida de tamanho ou de valor; é sobretudo uma forma de nos colocarmos no mundo. Uma estratégia de convivência, um meio de nos relacionarmos com as pessoas. Sem o diminutivo t

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      • Crônicas

        Embriagada

        Em uma segunda-feira caótica, me deparei com um cenário incomum: estava eu, no balcão de um bar, pedindo uma taça de vinho. Reparei que, ao meu lado, estava um homem. Aparentava ter a minha idade, tinha o rosto ingênuo e bebia um drink. O início da conversa fo

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