Poesias de 1 a 99
25.10.2026
Poema #22: Cotidiano
É o lençol posto na camaé o café posto na mesaé o homem posto na rua o trabalhoo dinheiroo trabalho e trabalhae se cansatodo dia todo diao dia todo é a janta posta na mesaé o corpo posto na cama o sonoa insôniatoda noite toda noitea noite toda é o homem sem de
Contos
25.10.2026
LARISSA está só começando
Engravidou em uma de suas primeiras relações sexuais aos 14 anos. Até sabia que devia ter usado preservativo, mas não tinha em casa nem na bolsa. Havia o medo dos pais encontrarem quando revistassem suas coisas e descobrissem o que ela fazia. O namorado tampou
Crônicas
24.10.2026
Ouvir estrelas
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo, Perdeste o senso!” Lembrei-me desses versos de Olavo Bilac ao tentar responder a algumas perguntas que eu mesma me fiz. Por que escrever histórias de crianças? Por que voltar a acontecimentos tão simples, guardados há tanto
Contos
24.10.2026
Pés para fora da coberta
Era 23 de junho do ano passado. Nesse dia, mamãe completou 90 anos. Família reunida no início do inverno em Teresópolis, numa daquelas ocasiões em que o aparelho de chá que minha avó ganhou da tia Olga deixava a cristaleira. Pega com cuidado, não vai me deixar
Falou e Disse
23.10.2026
Cismas de um cronista
Leitor me escreve pedindo um comentário sobre o verbo “cismar”, que acha confuso. Não é apenas a ele que esse vocábulo intriga. “Cismar” sempre me impressionou. É um desses termos de sentido impreciso; por mais que a gente o defina, explique, conceitue, não co
Prosa Poética
23.10.2026
Desaparecimento de Amarildo sem Porto
Depois de Carlos Drummond de Andrade* “O tempo ainda é de fezes, maus poemas, alucinações e espera.” Pede-se a quem souberdo paradeiro de Amarildoavise sua residência,um barraco na Rocinhacom a mulher e seis filhosórfãos antes do tempo,agora sem tempo nem para
Poesias de 1 a 99
22.10.2026
Poema #10: para algum lugar
há muito não via umtrem.com o peito ofegantee os ombros dormentes,não por carregar latinhas e papelãoo dia todo,mas algo invisívelna corrente de seu pescoçopesava mais que mil cachorros.arfava, junto aos matose entulhos, um bafo quente de boas-vindas.estava a
Crônicas
22.10.2026
Travessuras
A primeira travessura ninguém esquece. Quando a gente era criança, vivia com o pé no chão. A rua onde eu moro era sempre cheia. A gente jogava futebol de rua, andava de carrinho de rolimã, brincava de bola de gude, queimada, peteca, vôlei e soltava pipa. O fim
Crônicas
22.10.2026
Instante exato
Todo dia pego meu caderno de rascunhos, uma caneta que não arranha o papel, e deço para escrever no banco da praça. Como faziam os poetas antigos, aqueles que tinham o privilégio do tédio e da contemplação, com bem mais competência que eu. Perco mais tempo par


























































