Crônicas
04.11.2026
Sócio-paradoxo
Hoje em dia, parece que as pessoas se tornaram apáticas, frias e calculistas. Para elas, pouco importa se estamos bem ou mal, felizes ou tristes; limitam-se ao próprio mundo, à rotina e ao trabalho diário. Por vezes, estamos destruídos por dentro, disfarçando
Contos
04.11.2026
Abriguei-me na loucura, porque a normalidade em excesso sufoca
Creio que escrevo porque ainda não encontrei outra maneira de lidar comigo. Talvez exista em mim a necessidade de transformar sentimentos em palavras, ou apenas o desejo de saber se alguém, do outro lado, reconhece alguma coisa de si no que escrevo. Nem sempre
Crônicas
04.11.2026
O gordo morto do bigode amarelo
Saí do banheiro com uma novela policial na cabeça. Tudo estava relativamente estruturado, antevia até a camisa surrada, os trejeitos e os problemas psicológicos do protagonista. É certo, adicionaria ainda um detalhe ou outro conforme a escrita fosse se desenro
Contos
04.11.2026
Não sei mentir
No último domingo, eu vi a cena mais impressionante da minha vida. A emoção foi imensa, não pude conter. Nos abraçamos, eu e minha família. Uma virada histórica colocou o nosso presidente em primeiro lugar. Senti um alívio. Foram meses de luta, de angústia e a
Crônicas
04.11.2026
Madalena, Gregório XIII e eu
Dizem os entendidos que nossa percepção de tempo muda conforme nossa idade avança. Para eles, quanto mais velhos nos tornamos, mais rápido parece ter o tempo passado diante de nós. Nossas velhas e entediantes rotinas restringem nossos aprendizados, deixando po
Crônicas
02.11.2026
A Fisioterapia
As pessoas que se aproximam da melhor idade, como é o meu caso, após anos de atividades intensas, acabam chegando a uma clínica de fisioterapia. Comigo não foi diferente. Ou era fisioterapia ou cirurgia. Por ser um ambiente procurado por pessoas que normalment
Crônicas
02.11.2026
Viver é preciso
Ainda que criada em uma família católica, não fui incentivada à tradicional celebração do Dia de Finados. Não visitávamos túmulos nem levávamos flores. Íamos à igreja, e minha mãe acendia uma vela para seus mortos, porque nós, seus filhos, só achávamos o dia t
Poesias de 1 a 99
01.11.2026
A, E, I, O, U
Nota da autora: Autotradução de poema originalmente escrito em italiano, em 29 de outubro de 2026, para o concurso poético promovido pelo perfil @lavecchiascintillante, no Instagram, em apoio à livraria florentina La Vecchia Scintillante. A versão em português
Contos
01.11.2026
Dona ÚRSULA não pode reclamar
Recostada em minha poltrona, reflito sobre a vida. Não pode ser somente coincidência: de uns tempos para cá, sinto que tudo dá errado. Um acúmulo de desencontros e aporrinhações. Olho pela janela e vejo a mesma paisagem. Amanhã, o sol nascerá de novo para repe


























































