Crônicas
    31 de maio de 2026

    O homem que ouvia estrelas

    Pois só quem ama pode ter ouvidoCapaz de ouvir e de entender estrelas.— Olavo Bilac Havia um homem naquela cidade que buscava sempre os lugares mais altos e afastados. Depois de um dia cheio de trabalho, distrações e malcriações, ele subia morros, montanhas e prédios. Fosse onde fosse. Fosse como fosse… Depois de um te
    Crônicas
    31 de maio de 2026

    Eu não devia me chamar BETHÂNIA

    Meus pais me deram esse nome porque se conheceram no show da cantora num teatro na Lagoa. Engraçado que nem gosto assim dela. Talvez por ter ouvido tanto minha mãe cantar. Após a morte de meu pai, então, era quase todo dia. Da Bethânia eu só gostava de “Olhos nos Olhos” do Chico Buarque. Ficou impregnada em mim, uma es
    Crônicas
    31 de maio de 2026

    Ontológico, hedonismo e deletério

    Nem tudo está perdido em matéria de palavras. Esta semana, em diferentes textos, encontrei ontológico, hedonismo e deletério. Uma delas, não confesso qual, me obrigou a ir ao dicionário. Não eram textos de filosofia profunda, apareceram como se fossem palavras corriqueiras. Não são. O dicionário está cheio delas, a mai
    Crônicas
    30 de maio de 2026

    O ocaso do macho

    A onda de feminicídios e a misoginia escancarada nas redes sociais costumam ser atribuídas à ação de influenciadores da machosfera e aos algoritmos raivosos da extrema direita. A explicação procede, mas pode ser ampliada. Numa abordagem, digamos, ‘psicossocial’, diria que se trata de uma reação de desespero do macho da
    Crônicas
    30 de maio de 2026

    O que sei de futebol?

    De futebol mesmo, sei apenas que a bola é redonda e que, se ela entrar na trave do adversário, é gol. Agora, de Copa do Mundo eu sei. Sei muito. E sinto saudades; quantas saudades! A vida era coletiva, colorida, exibida, assumida e feliz. Muito feliz. A Copa do Mundo daqueles tempos era um acontecimento inigualável. Nã
    Contos
    30 de maio de 2026

    O Teste

    — Quantos quilos você tem? — Uns cento e dez. — Próxima! Mais rápido, minha filha. Anda um pouco. Desfila. Imagina que tem uma plateia aqui só pra te ver. Vamos logo, meu amor, não tenho o dia todo. Chega, pode sair. A gente entra em contato. Próxima! Próóóóxima! Quantos quilos você tem? — Cento e vinte e um. — Próxima
    Contos
    29 de maio de 2026

    D. Henrique

    Se ouve lá de casa, uma légua de distância – diz o Tio Abílio. Canto mais belo não há – diz Tia Adélia. E a Mocinha sorri encantada. É um passarinho mágico, dentro dela. D. Henrique, tal se soubesse, modula o trinado leve no ar do meio-dia, trinado alegre se espiralando na varanda, nos pomares, nos campos sem fim. Era
    Falou e Disse
    29 de maio de 2026

    A beleza requer medida

    As academias viraram moda. Digo “moda” porque nem sempre os que as procuram pensam na saúde; isso fica para o pessoal mais velho, que já não tem por que expandir ou tornear partes do corpo. Os novos frequentemente vão para lá em obediência ao narcisismo que impera em nossa época. Desse narcisismo faz parte o culto da i
    Crônicas
    29 de maio de 2026

    Viver não é estar vivo

    Não se pode chamar de viver o ato passivo de ver sem enxergar. Quase como um coadjuvante de si mesmo, um acessório da vida que corre aos seus olhos e você não estica a mão para encostar nela. Estar vivo nesse caso não é um ato de sobrevivência mas sim quase uma função controlada pelo Sistema Nervoso Autônomo. As coisas

    Útimas

    Crônicas mais recentes

    Contos mais recentes

    Entrevistas

      Entrevistas
      16 de dezembro de 2024

      Entrevista com Angel Ferreira

      O monólogo Sidarta marca o primeiro projeto solo no teatro do ator e diretor Angel Ferreira. Desenvolvido ao longo de quatro anos, o espetáculo aborda temas existenciais, explorando a ambiguidade entre extremos como sagrado e profano, sucesso e fracasso, prazer e privação, solidão e pertencimento. Ambientada na Índia, durante a época do Buda h
      Entrevistas
      10 de dezembro de 2022

      A Paraíba no horizonte da poesia: uma entrevista com Lau Siqueira

      Lau Siqueira é um velho conhecido da poesia paraibana, da brasileira e deste portal. Gaúcho de nascimento, é, desde 1985, também um tanto paraibano. Nascido em Jaguarão, integra, como legítimo representante, o cenário da poesia paraibana. Entre outros livros, é autor de: O inventário do pêssego (2020), A memória é uma espécie de cravo ferrando a estranheza d
      Entrevistas
      10 de agosto de 2006

      Simplesmente Thogun!

      Morador da Zona Norte do Rio e boa-praça assumido, Thogun ganhou projeção nacional com o documentário Fala Tu (2003), de Guilherme Coelho e Nathaniel Leclery, que acompanhava o cotidiano de rappers cariocas em busca do sonho de viver da música. Ex-vendedor ambulante, dono de voz marcante e apaixonado por jornalismo, ele reconhece que o filme mudou sua trajet

      Arquivos

      Botão Voltar ao topo

      Adblock detectado

      Desative para continuar