Crônicas
08.11.2026
Uma tarde chuvosa
Há algum tempo o cronista reclamava da poesia metida na crônica. E reclamava do verso em prosa que, por força maior, escrevia. Entretanto, assuntos urgentes e fatos trágicos fizeram com que o lirismo fosse suprimido ou deslocado. Bom, há tempo para tudo, não?
Crônicas
08.11.2026
Contei quarenta
Contei quarenta; mas o vai-e-vem do dobro de pernas me distraiu. Nenhuma das mais de cem pessoas ao meu redor sorria. Pausa do almoço; eu apenas observava. Pessoas, sozinhas com suas escolhas de pratos. Escolhas próprias. Nenhum sorriso. As que estavam acompan
Crônicas
08.11.2026
A culpa do descanso
Domingo à tarde, Severo olhou para a poltrona da varanda. Titubeou. Será que não seria bom aproveitar para tirar toda a roupa do armário e decidir o que pode ir para doação? Titubeou. — Hoje, acho que não. Então, por que não fazer uma limpeza nos boletos que c
Crônicas
08.11.2026
O último livro
“A literatura não pode ser medida pela quantidade de pessoas que gostam do seu texto. Sua escrita deve refletir o que o seu coração gosta. É a honestidade que você tem consigo que deve prevalecer”. A frase, retirada de um artigo da crítica literária Zelda Dini
Crônicas
07.11.2026
O meu tempo
As crianças brincam, gritam. Os carrinhos fazem barulho, as bicicletas buzinam. A algazarra está animada. A tarde transcorre lentamente na rua do condomínio onde moro. Ela é um parque de diversões para as crianças maiores, um berçário para quem ainda está nas
Contos
07.11.2026
O Jardim das Borboletas
TV Cruzeiro, 17 de janeiro de 2023, jornal local: A partir de hoje, o número 169 da Rua Cosme Velho vai ficar mais colorido. Será inaugurado no local o Museu de História Natural Helena Rossi, que vai funcionar na casa onde a artista plástica Helena Rossi morou
Crônicas
06.11.2026
Seu Homero
Da entrada da pequena galeria na rua das Laranjeiras, entre Ipiranga e a Pinheiro Machado, no fundo à esquerda existe a Barbearia Del Prete. Na porta o letreiro indicando o tipo de freguês aceito, homens. Porque aquele é, desde 1966, um Cabeleireiro Masculino.
Contos
06.11.2026
Os Doentes Imaginários
Só sentimos o nosso corpo quando dói. É a única vantagem da doença, fazer despertar em nós a iluminação de que estamos vivos. É onde o hipocondríaco tem razão: é melhor estar doente, nem que seja de uma doença imaginária, do que estar morto. O Dr. Ivan Peixoto


























































