Poesias de 1 a 99
12.10.2026
Poema #90: Alguns homens
Aqueles que esperamque todos durmampara então se revelaremno escuro do mundoagora despovoadode leis e de homensque foram fatigadospela batalha diáriade se ganhar dinheiroe etcetera e coisa.Aqueles que se recolhemquando todos já acordadosrecomeçam o ciclo da vi
Poesias de 1 a 99
12.10.2026
Poema #12: O sabor dos ventos
nuvens cor de marnelas posso navegarsem barco nem remosó com as mãos e a coragem quem cai, não se afogaquem se perde, não temeque nas águas desse lugaras ondas embalam sem engolir longe da praia, longe de lámais perto do céu, onde eu quero estarbrisa em que o
Contos
11.10.2026
XÊNIA precisa matar alguém
Xênia estava a ponto de desistir de tudo. Vinha tendo problemas com o marido e os filhos. Ele, gordo, careca, sempre doente e reclamando da próstata que aumentara, do café frio, da chuva, do custo de vida e do governo. E, principalmente, dela. O filho mais vel
Crônicas
11.10.2026
Quatro patas — dentro e fora de mim
Chove. Acordo na escuridão com o som de gotas furiosas contra a telha ondulante a minha direita, no vão coberto entre o edifício em que me encontro e o do lado. Ouço o ritmo onírico do meu Zeca roncando. Ele sonha. É lindo. Expressão da mais tenra felicidade e
Crônicas
11.10.2026
Árvores Vermelhas (um exercício de escrita)
Árvores vermelhas, de um vermelho vivo, intenso, de doer os olhos de tão forte. Uma alameda de pedras rosadas e gastas, fileiras de árvores (uma à direita, outra à esquerda). Não sei o porquê me veio à mente a palavra morte. Me Assustei de início. Olhei para u
Crônicas
11.10.2026
Vamos Barbarizar!
Me virei na cama. Entre o sono e o sonho: Queria só beber. Girei. Bebê que sorria. Contei as letras. Nenhuma sobrava. Nenhuma faltava. Foi então que percebi: naquela noite, eu era um caleidoscópio. Meu poder não era criar palavras, mas embaralhá-las. As letras


























































