Contos
    10 de junho de 2026

    Noites sem fim

    Estou desde às 23h30min acordado. Dormi praticamente duas horas. Já são 4h30min, e nem um sinal de sono. Esboço bocejos ritmados, como se meu corpo fosse se render. Vejo meu filho e minha esposa dormindo plenamente e eu reflito sobre a beleza e a aflição. Logo mais irei ao trabalho, às 7h. Como todos os dias, receberei
    Crônicas
    10 de junho de 2026

    Um Fim de Tarde

    A agitação urbana de um fim de tarde qualquer esconde a beleza dos detalhes de uma rotina, por vezes, sufocante. O encontro involuntário de corpos esconde histórias de superação e de fracasso. Rostos pálidos, corpos suados, almas vazias. A garotinha olha pela janela do vagão. Alguns ficaram na estação! Não houve tempo,
    Contos
    9 de junho de 2026

    Carona

    O cara entrou, bateu a porta e começou. Disse que tinha deixado todos os filhos em casa, um deles, o mais novo tinha morrido dois dias antes, a mulher tinha mudado pra casa da irmã mais velha, tinha ido buscar alguma força pra suportar todo o resto que ainda viria pela frente. Que ela era uma boa mulher, que ele tinha
    Poesias de 1 a 99
    8 de junho de 2026

    Poema #72: Um momento… todos os momentos

    Um momento cristalizoutodos os outros momentosde espera e indagação.Um momento trouxe à tonatodos os outros momentosde sublimação dissimulada.Um momento estabeleceu o paradoxode todos os outros momentosentre o que se quer concretamentee o que se assume perante a consciênciapara fugir do inevitável.Um momento levantou q
    Poesias de 1 a 99
    8 de junho de 2026

    Poema #02: Involuto

    Quero a involuçãoA proteção contra os ventosÚtero da mãeTurbulência amniótica. O desequilíbrio de voltarO ser ainda sem serTodos os caminhos por andarTodas as guerras por vencer Quero o grito de mãeNa hora de parir O choro engasgadoA dor de nascer Coragem para voltarTudo feito novoCerteza de não errarLeite materno como
    Crônicas
    7 de junho de 2026

    Manteiga ou margarina?

    Sempre tive aversão a manteiga. Desde a infância aquele tablete meloso e gorduroso colocado em um recipiente de vidro com tampa, invariavelmente lambuzada porque essa criatura ia se espalhando pelos cantos, me dava engulhos. Para meu desespero ela ocupava lugar de honra na mesa do café da manhã e era compartilhada por
    Sem categoria
    7 de junho de 2026

    ESTA HISTÓRIA NÃO É SOBRE PLANTAS

    Quando o céu começou a clarear, levei para a varanda o último gole de leite de pistache e uma carta escrita vinte anos antes. Do outro lado da tela de proteção havia fios, pombos, prédios, um pouco de verde e um balão subindo devagar. Uma paisagem comum. Ainda assim, bonita. Durante anos me lembrei de um sonho contado
    Crônicas
    7 de junho de 2026

    INVISÍVEIS

    Karolayne, ou Lane para os mais chegados, leva uma vida normal. Mora sozinha, de aluguel, numa casa de vila. Uma sala apertada acoplada à cozinha e, no andar de cima, um quartinho com banheiro: “minha suíte”, como ela chama. Acorda cedo, por volta das cinco da manhã, com o despertador do celular. Não que precise, seu c
    Crônicas
    7 de junho de 2026

    Um homem, um barco e um tempo

    Havia um barco, um homem e um tempo. Um barco de madeira, pequeno e velho. Um homem cansado, derrotado e velho. Um tempo desgastado, encrustado e velho. A morte já era companheira do homem, o banco de areia, o destino do barco e os ponteiros quebrados o fim de um tempo. Mas, de repente… E as histórias são sempre cheias

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    Entrevistas

      Entrevistas
      16 de dezembro de 2024

      Entrevista com Angel Ferreira

      O monólogo Sidarta marca o primeiro projeto solo no teatro do ator e diretor Angel Ferreira. Desenvolvido ao longo de quatro anos, o espetáculo aborda temas existenciais, explorando a ambiguidade entre extremos como sagrado e profano, sucesso e fracasso, prazer e privação, solidão e pertencimento. Ambientada na Índia, durante a época do Buda h
      Entrevistas
      10 de dezembro de 2022

      A Paraíba no horizonte da poesia: uma entrevista com Lau Siqueira

      Lau Siqueira é um velho conhecido da poesia paraibana, da brasileira e deste portal. Gaúcho de nascimento, é, desde 1985, também um tanto paraibano. Nascido em Jaguarão, integra, como legítimo representante, o cenário da poesia paraibana. Entre outros livros, é autor de: O inventário do pêssego (2020), A memória é uma espécie de cravo ferrando a estranheza d
      Entrevistas
      10 de agosto de 2006

      Simplesmente Thogun!

      Morador da Zona Norte do Rio e boa-praça assumido, Thogun ganhou projeção nacional com o documentário Fala Tu (2003), de Guilherme Coelho e Nathaniel Leclery, que acompanhava o cotidiano de rappers cariocas em busca do sonho de viver da música. Ex-vendedor ambulante, dono de voz marcante e apaixonado por jornalismo, ele reconhece que o filme mudou sua trajet

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