a Padroeira da Liberdade

  • 5ª Escola a Desfilar: Mocidade – Rita Lee, a Padroeira da Liberdade

    “Sou independente, fácil de amar/ livre de qualquer censura/ Vem, baila comigo/ Só de te olhar, posso imaginar loucura’’. É dessa forma, e de outras, que a Mocidade, na letra de seu samba enredo, apresenta sua homenageada. Nem é preciso perguntar quem é, pois o próprio nome do enredo já deixa evidente. Como será que a Escola pretende homenagear a gigantesca Rita Lee?

    Em comparação aos enredos já comentados aqui nessa página, acredito que o mais semelhante ao da Mocidade é o da Imperatriz Leopoldinense. Isso porque, as duas escolas optaram por homenagear duas figuras gigantescas da música brasileira. Ney em uma homenagem em vida e Rita, infelizmente, de forma póstuma. Uma outra semelhança entre essas duas figuras está na incontestável presença do feminino. Os dois tiveram que chutar as barreiras do patriarcalismo para viver da forma como queriam. Fizeram, conseguiram e inspiraram muitas pessoas.

    Nesse sentido, a Mocidade deixa claro em seu enredo que sua homenageada: “Veio ao mundo para arrombar a festa e escandalizar um Brasil que já perdia seus matizes para um opressivo cinza chumbo”. Ou seja, uma mulher de força que, em um dos mais tristes momentos da história brasileira, ousou desafiar o regime vigente.

    Além disso, enquanto “ovelha negra” de toda uma família tradicional brasileira, ela revolucionou misturando rock britânico com ritmos brasileiros e construindo uma carreira musical impecável.

    Rita é tão infinita que fica difícil encontrar as palavras certas para defini-la. Por isso, vou tomar a liberdade de fazê-lo por meio de um parágrafo que a própria

    Mocidade colocou em sua sinopse de enredo, segue o trecho: “Plural. Pluralíssima. Muitas em uma só. Rainha do rock. Cantora, compositora, instrumentalista, atriz bissexta, escritora e apresentadora. Ativista. Super-heroína dos animais. Defensora dos “frascos e comprimidos”. Padroeira da Liberdade. Sagrada e profana. Maldita pela igreja. Bendita pelos fãs. Santa Rita. De sampa. Feiticeira das palavras e atitudes contra o preconceito e a caretice, com ou sem a guitarra nas mãos. Bruxa raiz qie cruzou a lua amarela. Energia esotérica de outras dimensões. De outros planetas. De outros carnavais”.

    Ou seja, simplesmente, Rita Lee.

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