A mãe precisa dormir no emprego, mas não pode deixar o menino sozinho em casa.
– Sabe – ela diz – a minha casa foi da minha mãe, e antes foi da mãe dela. É da família, de geração em geração.
Serve-nos uma xícara de café, e continua:
– O menino sente a presença da vó. Tem medo. Ela era brava.
– Mas ele conheceu a vó?
– Ela morreu há vinte anos; ele tem onze.
– Então, é porque fica sozinho naquele casarão?
– A vó fica com ele. Ela nunca iria sair da sua casa. E ele sabe que ela está lá.