“Resort com all inclusive, garçons bronzeados, bíceps à mostra, tapa-olho de pirata, buffet internacional e drinks tropicais… Música dos carnavais antigos, marchinhas singelas ou picantes ressoando, sem atrapalhar a conversação… Praia de areia branca, som do vai e vem das ondas… chuveirões e piscinas de borda infinita a poucos passos… Espreguiçadeiras, guarda-sóis, serviços de massagem, banhos de imersão e tratamentos corporais… Um livro, um chapéu, óculos de sol e minhas quatro amigas da vida toda! Detalhe: tudo pago. Amo vocês.”
Esse foi o aviso que apareceu no “záp-zap” da família. Afinal, o Carnaval é feito para brincar, sonhar, ser Cleópatra, a Rainha de Sabá, a loira da escola de samba, se é que me entendem…
Além disso, o ano precisa começar. Já chega de réveillon. E logo vêm as contas para pagar, viver, ter, ser, morar. Ufa.
Quero um pouco de ousadia, fantasia, alegria e folia.
Sendo assim, vou me divertir.
— Ah, mas isso pode ser em qualquer época do ano — dirá a desmancha-prazeres.
— Não vai inventar moda, mamãe! — a apavorada.
— Não vá gastar à toa! — esse é o “gestor de finanças”. Das minhas finanças…
— Já falou com seu médico? — a hipocondríaca.
— Mamãe, à tardinha nós vamos aí, está bem? Precisamos conversar com a senhora.
Hã? O quê?
Ah, crianças, do que vocês estão falando?
Aviso? Não mandei nada hoje.
Onde estou? Em casa, escrevendo minha crônica semanal.
Para a revista, ora! Qual? a revista online.
Ah, sim, o tema?
Escolhi este: Fantasia de Carnaval.
Beijos, também amo vocês…