Um panorama político e filosófico da sociedade brasileira através da poesia erótica de Cairo e Denizis Trindade
Entrevista a: Por João Pedro Roriz*
A poesia está ganhando cada vez mais espaço na cidade do Rio de Janeiro. Hoje, é comum ver saraus lotados pela cidade, com adesão da imprensa e outros segmentos da sociedade. Nesse universo, entre os que respiram poesia, encontra-se Cairo Trindade e Denizis Trindade, poetas performáticos que, durante a ditadura militar, causaram polêmica com a arte da “Por No Poema”, retórica literária política que pretende abarcar a ecologia, a luta social e a reflexão sobre moral e sexo. Integrantes da “Gang”, grupo marginal de poesia pornô nascido na década de 70, Cairo e Denizis, hoje reconhecidos como “A Dupla do Prazer” continuam produzindo arte através da poesia lasciva. Nessa entrevista, feita no apartamento do casal, em Copacabana, Cairo e Denizis falaram um pouco sobre a ideologia da Dupla, suas apresentações mais marcantes, segredos, histórias da Gang como o show em que dividiram o palco com Sting e, claro, sobre sexo.
A Entrevista:
Crônicas Cariocas – Qual é a importância da poesia erótica?
DENIZIS – A poesia erótica que a Dupla do Prazer promove vai muito além do erotismo. Usamos o palavrão e a sexualidade de nossa poesia como forma de protesto contra qualquer modo de censura autoritária.
CAIRO – Seria muito fácil produzir literatura tão somente para dar prazer. Nossa proposta é ir além, é transmitir a importância do amor livre, a anarquia sexual. É claro que o prazer existe, afinal, com a Gang apresentávamos números ousados para a época. Sofremos muito por causa disso, desde apreensão de livros até ameaça de prisão.
Crônicas Cariocas – Vocês viveram de perto a explosão da revolução sexual e participaram ativamente do processo. Como vocês vêem a geração atual de jovens em relação à sua própria sexualidade.
CAIRO – É preciso dizer antes, que a juventude atual adora a nossa poesia, a ponto de eu ter sido considerado um poeta dos jovens. Quanto a essa nova geração de jovens, acredito que ela está perdida, muito por causa dos pais. A novíssima geração está sufocada com tanta psicologia, normas de conduta do que pode e o que não pode fazer. A juventude está perdida, mas a sacanagem continua rolando solta, inclusive muito promiscuamente. Deixo claro que a gente nunca propôs a promiscuidade. Sexualidade sim, mal gosto, não!
DENIZIS – Essa geração perdeu muito do afeto. Outro dia ouvi a amiga da minha filha dizer que “ficou” com cinco em uma noite. E eu: “Como? Você deu para cinco de uma só vez?”. Daí me explicaram que ela beijou cinco em uma noite. E eu me pergunto: “onde mora o afeto”? Melhor seria ter dado para um e com afeto, com prazer. Ou, se tivesse a fim mesmo, dado logo para os cinco, pois afinal, fica uma coisa meio doentia, um esfrega-esfrega, um roça-roça de lá pra cá e não sai disso…
Crônicas Cariocas – Cairo, Você é filho de uma geração que promovia o sexo grupal como prática sagrada. É verdade?
CAIRO – Sim, nada mais natural… Cleópatra participava de surubas maravilhosas. A história conta que grandes rainhas davam para dez em uma noite. A rainha da Rússia Catarina morreu transando com um cavalo… O problema todo é que essa geração atual quer desfrutar da liberdade sexual sem, de fato, se permitir a isso na prática. Hipocrisia social pura.
DENIZIS – …ou medo de pegar AIDS! Pode ser isso também.
Crônicas Cariocas – Será que isso não acontece por causa de uma idéia de que, se a adolescente transa é considerada uma vadia?
CAIRO – As meninas hoje querem copiar os seus modelos, as tops simbols, celebridades que vendem essa imagem. Pura hipocrisia, como as mulheres da nossa época que faziam coito anal para casar virgem.
DENIZIS – Concordo com o Cairo.
Crônicas Cariocas – Para a Dupla do Prazer, o que pode e o que não pode em relação ao sexo?
DENIZIS – Pode sentir prazer, e vai a luta! O que não pode é ir pra cama obrigada. Mas com prazer, vai.
CAIRO – …assim como não se pode ir para a mesa sem comida, ir pra a rua sem trabalho. Para nós esta tudo junto no mesmo saco.
Crônicas Cariocas – E o que é que choca a Dupla do Prazer?
CAIRO – “Imoral é a injustiça social. Sérias são a morte, a solidão”…
DENIZIS – “…A corrupção e a miséria. Indecência é a violência entre seres iguais, se matando sem nexo…”
OS DOIS (JUNTOS) – “…E nunca prazer e pecado, lado a lado, de caso, fazendo sexo!”
Crônicas Cariocas – Vocês já fizeram poesia na cama?
CAIRO – Claro! É só o que nós fazemos (risos).
Crônicas Cariocas – Vocês estão trinta anos juntos, trabalhando, falando poesia e fazendo sexo… É desgastante?
DENIZIS – Em relação a nossa vida conjugal, é preciso ter uma flexibilização para tudo. Isso em qualquer relação, mesmo entre irmão ou pai e filho etc.
CAIRO – A Denizis diz que sou figurinha fácil nos recitais, mas eu gosto mesmo de assistir, analisar e aprender, descobrir textos e poetas novos que me inspirem alguns textos. Mas qualquer postura cartesiana, rígida e rigorosa hoje em relação a vida do outro é um entrave à liberdade e à caminhada da humanidade em busca do paraíso.
Crônicas Cariocas – Um pertence ao outro?
CAIRO – “Ninguém é de ninguém”, é uma música antiga… Mas agora falando sério, existe um pertencimento entre qualquer casal. Em cena, por exemplo, quando encenamos um espetáculo, a gente está entregue ao público, mas na nossa privacidade, um pertence ao outro.
DENIZIS – Acho que o Cairo já disse tudo.
Crônicas Cariocas – Dentro da proposta do “Por no Poema”, onde entra a parte erótica propriamente dita?
DENIZIS – Nós temos uma seção dentro do no nosso trabalho que chamamos de “Erosão de Eros”, onde falamos poemas eróticos um para o outro. Tem uma cena bem picante que a gente só faz para públicos reservados.
CAIRO – …isso quando rola cachê e, de preferência em locais apropriados, em boates, etc. Mas as vezes, num festival ou ocasião especial, a gente também faz. Tem um poema que nós falamos no canal Brasil, que as nossas vozes se unem… uma voz sobre a outra, como no sexo: “Navegar da foda à fonte até o orgasmo a escrever o afogamento e o naufrágio”. As palavras e os versos se amontoam, como se a gente trepasse. É uma “trepada”.
DENIZIS -…e a “trepada” que a gente faz no palco começa na “preliminar”, na perfumaria. É tudo cenicamente. A gente encena o sexo, mas sem penetração. E chegamos a um orgasmo metafórico.
Crônicas Cariocas – Então vocês nunca fizeram sexo no palco?
CAIRO – Seria quase impossível. Já até dormimos no palco uma vez antes do espetáculo, mas durante a apresentação não tem como, por causa do público, o ritmo do espetáculo, a cena, os aplausos, a grana da bilheteria depois… É tudo muito profissional.
DENIZIS – A gente deixa pra chegar em casa. Teríamos que cobrar muito caro pra voyer, assim… (risos). Brincadeira…
Crônicas Cariocas – E nesse trabalho, no palco, vocês ficam nus?
CAIRO – Já fizemos nus, mas depende muito do lugar. Mas sem fazer sexo, apenas denotando o ato sexual.
Crônicas Cariocas – Se a Denizis se excitar em cena, com as palavras e com o toque, isso não fica evidente para o público, mas no seu caso, Cairo, todo mudo perceberia…
CAIRO – Mas ai é como qualquer ator, você está ali interpretando. Já aconteceu, mas como eu disse, depois vem a próxima cena.
DENIZIS – Claro que dá tesão, nós ficamos pelados naquela esfregação. Na época da Gangue era um grupo inteiro, éramos vários atores em cena, todos se beijavam e se agarravam, sem essa de casal. Que o publico saía do teatro para ir ao motel transar, com certeza… Muita gente começou relacionamentos durante os shows da Gangue. Resultou em alguns casamentos também.
Crônicas Cariocas – E vocês praticavam sexo grupal fora dos palcos?
CAIRO – No palco, a gente encenava a suruba. Fora do palco, é segredo. Nós nunca revelamos isso para jornalista nenhum. Até porque muitos integrantes do grupo já morreram e em respeito a eles é um tabu que vai ficar na história.
DENIZIS – Nunca falamos sobre isso. Os jornalistas sempre nos perguntaram e nós nunca comentamos.
Crônicas Cariocas – Mas na Gangue existe um companheirismo muito grande entre seus membros, não é?
CAIRO – Total e absoluto. Cumplicidade.
Crônicas Cariocas – E como é que está a Gangue e a Dupla do Prazer, hoje?
DENIZIS – Temos um músico da Gangue morando em Paris e, por isso, é mais difícil reunir esse grupo. A Dupla do Prazer se apresenta muito. Quando pinta uma grana boa, a gente chama a Gangue e monta o espetáculo para uma ou outra apresentação.
CAIRO – Na hora de viajar a Dupla é mais portátil, pois somos só nos dois. Longas viagens ficam mais fáceis. A Dupla está em plena atividade.
Crônicas Cariocas – Qual foram as apresentações mais marcantes de vocês?
DENIZIS – Pra mim, a mais marcante no sentido de medo e de horror foi em uma Bienal de São Paulo, quando a gente chegou com ordem de prisão. Foi na época da ditadura militar. A policia nos cercou e deu ordem de prisão e o Gabeira disse que se fossemos presos ele ia junto. Como ele era a estrela no momento, não prenderam a gente. O Gabeira e o Cláudio Riller, escritor, hoje presidente do Sindicato Escritores de São Paulo, foram nossos protetores. Outra personalidade que nos apoiou nesse momento difícil foi a escritora Cleide Veronesi que já faleceu.
CAIRO – Já dividimos palco com o Sting. Foi interessante, para 20 mil pessoas, em um palco maravilhoso, um som ótimo. Gilberto Gil estava recolhendo assinaturas para um manifesto em prol da ecologia, meio ambiente e pelas águas do mundo. Ele produziu um grande show em 1987 na praia, com Jorge Maltner, Nelson Jacobina (na época conhecido como carneiro, por causa do cabelo hippie enroladinho que parecia um carneirinho), Pepeu Gomes, Morais Moreira, e outras feras seletíssimas. Eles abriram uma concorrência com mais trinta grupos, de rock e pop music para que uma banda se apresentasse no show, e o nosso grupo, mesmo não sendo de musica, ganhou a concorrência. Fomos convidados a participar no meio dessas estrelas. O Gil pediu para a gente ceder um espaço de tempo para o sting assinar o manifesto. Nesse momento, o Sting entra no palco, assina o manifesto e canta uma canção. A Gangue voltou em seguida. Foi como se ele fizesse o nosso intervalo (risos). Foi mágico.
DENIZIS – Essa do Sting foi legal, mas boa mesmo foi apresentação de aniversário do Circo Voador, com Cazuza, Lobão, Blitz, grandes bandas…
CAIRO – Sim, me lembro. A multidão derrubou o alambrado, tinha gente pendurada nos ferros da armação do circo, no teto… Uma loucura!
Crônicas Cariocas – Como foram as apresentações da Gang Pornô na Academia Brasileira de Letras?
CAIRO – Foi um escândalo internacional, na época. Todos os jornais publicaram sobre o assunto. Nós ficamos nove meses em cartaz lá. Os acadêmicos sempre nos prestigiaram. Eles são sábios…
DENIZIS – Quando o Ledo Ivo tomou posse, perguntaram para ele o que é que tinha de bom na poesia brasileira e ele falou “a poesia pornô”. No dia seguinte, foi primeira pagina no Globo e Jornal do Brasil: “Pornô na ABL”. O Ledo até recitou poema pornô para a gente. Temos tudo isso documentado em fitas, matérias jornalísticas etc.
Crônicas Cariocas – Como foi fazer uma encenação de sexo para 20 mil pessoas?
CAIRO – Olha, talvez mais fácil do que para uma ou duas… a gente abstrai totalmente. Esquece do público. O que conta somos nós nesse momento.
DENIZIS – É uma multidão e a gente se perde, se esquece que tem gente olhando.
Crônicas Cariocas – Segundo o ideal de vocês, a Poesia Pornô é muito mais abrangente do que a superficialidade do erotismo…
CAIRO – Sim, pois tem conteúdo político e social. Nicolas Borges diria “amai-vos uns aos outros e o resto que se foda”, isso no bom sentido, é claro. Já eu, digo “Eu queria ser um poeta dos sem-terra e dos sem-teto, servir como a um anjo de guarda aos tristes e deserdados, ser um arauto dos sem voz, dos loucos perdidos e só, dos feios, fracos, falidos, sem porra nenhuma na vida. Eu queria ser o poeta de todos os que não deram certo, sem deixar por um instante de ser o cantor dos amantes”.
DENIZIS – O meu é muito rápido: “Cada um faz o que quer, com homem ou com mulher”.
Crônicas Cariocas – O que vocês acham do superficialismo do erotismo. O sexo como indústria?
CAIRO – Superficialismo jamais! A gente tira a roupa sem medo e ao mesmo tempo com medo de tudo, mas nós somos holísticos… como nos temos visão de tudo, a gente acaba sendo íntegro, inteiro e isso nos dá coragem. As pessoas têm medo de se amar, se cuidar e ser feliz. A nossa proposta é contribuir para a mudança desse quadro. A luta continua, a gente tem uma missão, o fim de todos é o mesmo: todos querem a mesma coisa, a utopia existe apesar do “topos” ser o lugar que não existe. A gente quer fazer desse planeta um grande paraíso.
DENIZIS – Nós falamos palavrões durante nossas apresentações, mas o utilizamos com humor, de modo positivo e dentro de uma proposta. Por exemplo, temos um poema que critica a situação ecológica do Brasil. A gente fala o nome dos animais que estão em extinção e fazemos a crítica. “Preás, ariranhas e caititus… todos tomando nos cus” e por ai vai.
Crônicas Cariocas – Então vocês colocam o sexo em defesa de outros ideais, inclusive políticos?
CAIROS – Sim, nós somos ambientalistas e apresentamos o sexo em defesa do meio-ambiente. Nós tínhamos uma seção chamada “eculógica”. Fala um poema ecológico para ele, Denizis…
DENIZIS –…“A fabrica que fede fumaça, acido, lucro, plantada a forca por todos os redutos, põe a natureza de luto e a mim puto”. Esse poema é de Ulisses Tavarez. Tem um do Cairo que é assim: “O rico é com certeza quem mais destrói a natureza. Quem come mais é quem mais caga, é quem mais fede, é quem mais mata”.
Crônicas Cariocas – E como é o espetáculo de vocês?
DENIZIS – Levamos o figurino e o cenário a gente usa o que tiver no local da encenação.
CAIRO – …e o público adora! A Gangue é a nossa raiz. A dupla do prazer nasceu da Gangue e, por isso, temos tanto prestígio hoje.
Crônicas Cariocas – Pois é, fale mais do público. Como é a reação em relação a nudez de vocês?
DENIZIS – Ah, o público fica enlouquecido… Recebemos milhões de cantadas, todos querem nos levar para a cama. Os dois juntos, a Gangue inteira, um ao outro, uma loucura, varia muito…
Crônicas Cariocas – E já rolou proposta financeira para levar vocês para a cama?
CAIRO – A gente não dá margem para isso não, mas é claro que já confundiram as coisas, vêem a gente no palco sem roupa… Mas é um trabalho tão bonito, muito alem do erotismo…
DENIZIS – Falamos de outros assuntos e não só o sexo. Temo o religioso, o político, transcendente, com uma pitada de erotismo sempre. Nós não misturamos as coisas, pois somos artistas.
Crônicas Cariocas – A não ser que vocês quisessem?
CAIRO – Sim, é claro… Aí seria diferente. Se nos encantar e nos seduzir, ai, não tem preço. A gente iria sem cobrar um puto.
DENIZIS – Nenhuma proposta de um milhão de dólares ainda (risos), que nem aquele filme “Proposta Indecente”. Brincadeira…
Crônicas Cariocas – Como é que os filhos de vocês vêem o trabalho artístico de vocês? “Pais revolucionários, filhos caretas”?
DENIZIS – Nosso filho é ator e se apresenta com a gente desde pequeno. No show da Gangue, ele é o delírio dos gays e das mulheres. Agora, a nossa filha é totalmente contra. Ela não era, mas a gente deu uma entrevista uma vez para o Serginho Groisman e houve um problemão no jogo de vôlei dela, os colegas vieram em cima na escola dizer que os pais dela faziam suruba e tal… Desde ai ela parou de nos apoiar. Inclusive tem um poema que ela pediu para a gente não falar mais.
Crônicas Cariocas – E como é esse poema?
DENIZIS – Um poema do Bráulio Tavarez maravilhoso: “A boceta da minha amada tem pêlos barrocos lúdicos, profanos… é faminta como o polígamos das secas e cheias de ritmo, como o recôncavo baiano…” E por ai vai. Acaba assim: “…e só não é mais cabeluda do que as coisas que ela diz nos meus ouvidos quando a gente fode”.
CAIRO – A cena que fazemos com o poema é bonita. Mas é forte! Por isso, sofremos essa censura em casa, após ter vencido a censura da ditadura (risos). É um hino à boceta, que é uma palavra feia, mas dentro do contexto fica lindo.
Crônicas Cariocas – E em relação ao filho. Não tiveram problemas com o fato dele se apresentar com vocês quando era criança?
DENIZIS – Fomos ameaçados. Quase perdemos o pátrio-poder, mas pelo fato dele ser homem, acho que ficou mais fácil resolver o problema. Se fosse menina, o problema seria maior.
Crônicas Cariocas – E vocês viam problema dele se apresentar com vocês?
DNIZIS – A gente via como um ato artístico.
CAIRO – Naquela época, como hoje, a lei não permitia, mas a gente é transgressor e para nós não é crime nenhum.
DENIZIS – Ele nasceu de quê? De um ato sexual… crime é matar!
CAIRO – Tem pais que estupram o filho, isso é um crime bárbaro e a sociedade faz vista grossa. Nós fazíamos arte! Arte não é crime. A gente fazia um espetáculo no Teatro Rival dirigido pelo Antonio Pedro, com Grande Otelo, Ângela Leal e grandes atores. O nome da peça era “Cabaré Teatro”. E a filha do Antonio Pedro, com 15 anos, estava estreando no teatro. Aí foram em cima dele. Perdeu o pátrio-poder.
DENIZIS – …pelo fato de ser mulher! Ator tinha carteirinha de veado e atriz, de puta. Aquela época não era fácil e esse espetáculo do Antônio Pedro era bem ousado para a época. Tanto é que a Gangue se apresentava no intervalo.
Crônicas Cariocas – Vocês estão com novos projetos poéticos?
Cairo – Sim, estamos com um projeto de Sarau Poético em Botafogo. Acontecerá toda quarta-feira no Bar do Adão, na Rua Dona Mariana. Esse sarau será aberto para todas as vertentes poéticas, não só a erótica.
A “Dupla do Prazer” se apresentará na UFRJ, no campus da Praia Vermelha, durante o Fórum de Ciência e Cultura, quinta-feira, dia 13 de junho. Qualquer informação, basta entrar em contato com a produção local. Tel 2295-1595.