Depende.
Depende das juntas, da artrite, da saúde em geral, depende de tanta coisa.
Naquele sábado, na pista da Pink Flamingo, os garotos com preguiça do flerte – dançavam, riam, bebiam. Ninguém se olhava. Ninguém se deixava gostar.
Foi quando ele – camisa branca, jeans comum e tênis – foi para a pista com jeito de quem ainda sabe como se faz certas coisas.
Primeiro ele olhou. Depois sorriu. Depois gostou.
O outro olhou de volta. Depois sorriu de volta. Depois gostou de volta.
Tudo começou com “meu nome é”, “Pô, fazer o meu é”, “Vamos sair daqui e tomar um drink”.
Os jovens ficaram. O som também.