Sapucaí

  • 12ª Escola a Desfilar: Salgueiro – A Delirante Jornada Carnavalesca da Professora Que Não Tinha Medo de Bruxa, de Bacalhau e Nem do Pirata da Perna-de-Pau

    “Mestra, você me fez amar a festa / E eu virei carnavalesco / Sonhei ser Rosa / Te faço enredo’’. Enfim, chegamos à escola que será responsável por fechar os desfiles de 2026 na Sapucaí. A Acadêmicos do Salgueiro. Ela vem fazendo uma homenagem mais que merecida a uma das maiores personalidades no que diz respeito a fazer desfiles de escolas de samba. Sabem de quem se trata?

    Quem conhece carnaval vai achar essa pergunta totalmente desnecessária, pois Rosa Magalhães dispensa apresentações. Maior campeã da história dos desfiles das escolas de samba, com 7 títulos, ela não se resume aos títulos que conquistou. Artista plástica graduada em pintura, indumentária e cenografia, até mesmo depois de sua partida, continua contribuindo na construção da arte que sempre amou.

    Isso porque, Rosa não só será enredo, mas também é referência para uma série de carnavalescos que marcaram essa nova geração e, ano a ano, vem ajudando a reinventar o carnaval sem esquecer de suas origens. Um desses, declaradamente fã da mestra, brilha em uma escola onde ela fez história, trata-se de Leandro Vieira que, sem sombra de dúvidas, não é o único grande fã de Rosa.

    Para falar dessa grande figura, o Salgueiro vem com um enredo que vai exaltar os carnavais feitos pela carnavalesca nas diversas escolas que passou. Para isso, Rosa se tornara uma heroína que vai viver as histórias dos enredos que levou a avenida. O desfile do Salgueiro promete.

    É dessa forma que terminam os resumos dos enredos das escolas do Rio de Janeiro, com a frase: “nem melhor, nem pior, Salgueiro”. Essa frase resume o espírito do carnaval em que a competição existe, mas que o mais belo é a materialização do maior espetáculo da terra que acontece na avenida. Nesse sentido, independente de quem venha a ser campeã, todos as escolas já o são.

    Viva o Salgueiro e viva Rosa Magalhães!

  • 10ª Escola a Desfilar: Vila Isabel – Macumbembê, Samborembá: Sonhei Que Um Sambista Sonhou a África

    “Meus sonhos e tambores, tintas e prazeres/ Pra você, Heitor”. É dessa forma que o potentíssimo refrão da Vila Isabel promete dedicar sua passagem pela Sapucaí ao seu homenageado. Segundo o próprio nome do enredo já fala “um sambista que sonhou a África”. Vocês sabem de quem se trata?

    A Escola do Morro dos Macacos homenageará o grande Heitor dos Prazeres. “Homem do povo” e multiartista que tem em seu currículo único os dons de ser sambista, compositor, pintor, inventor, boêmio e muitas outras coisas que a vida permitiu a ele ser. Sem dúvidas, o escolhido é uma figura que faz parte da história do Rio de Janeiro.

    Aliás, em sua vida viveu importantes acontecimentos da cidade, como as festas que Tia Ciata realizava em sua casa onde da macumba foi surgindo esse ritmo mágico que hoje se convenciona chamar de samba. Lá, ao lado de Pixinguinha tornou-se tocador de atabaques, um Ogã de Xangô e Oxum.

    Criado nesse ambiente, ele fez sua vida no samba, tornando-se “tocador” e aprendeu sozinho a tocar cavaco. Por viver nos dois ambientes, Heitor é uma figura que possui o mais alto gabarito para afirmar que “a origem do samba é a macumba”. Aos que ouvem, cabe não só respeitar, como também concordar com suas afirmações.

    Viveu o surgimento das escolas de samba, ainda na Praça XI, com outros grandes mestres, como o genial Cartola. Não só viveu como fez tudo isso acontecer.

    Por tudo isso, foi escolhido para representar o Brasil no Primeiro Festival Mundial de Artes Negras, em Dakar. Foi, mas não foi sozinho, porque o acompanharam nomes como Clementina de Jesus, Paulinho da Viola, Mestre Pastinha e outros.

    Tudo isso, permite a Vila caracterizá-lo como “Apaixonado Pierrot, Afro-rei”. Sim, um rei que será merecidamente saudado pela Sapucaí no último dia de desfiles do grupo especial. O samba magnifico dá a Vila a responsabilidade de ser a grande favorita. Será que vem título aí? Pode ser, a única certeza é que essa homenagem é mais do que merecida. Salve Heitor dos Prazeres!

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