Bia Mies

BIA MIES é carioca da Serra Fluminense, autointitula-se "do mundo" e reflete em sua escrita um olhar sensível sobre a vida do seu "entremeio": cada crônica torna-se uma interação entre o trivial e a reflexão poética, uma tapeçaria de influências e insights. Tece pontes entre arquitetura, urbanismo, artes visuais e cênicas, moda, leituras, cafés, viagens, família, amores, Zeca (seu fiel companheiro de quatro patas), amigos, Itália e "experiências dos usuários", área na qual atualmente se especializa. Cada percepção transforma-se em texto, numa busca exploratória de pensamentos e emoções, através de uma visão pessoal do cotidiano e do extraordinário. Celebra a beleza da imperfeição e convida o leitor a uma jornada introspectiva, onde cada palavra é cuidadosamente escolhida para ressoar e provocar. Como o sopro das vivências que se entrelaçam pelo seu caminho, Bia Mies homenageia quase duas décadas de exploração literária no Crônicas Cariocas.
  • Crônicas

    As joaninhas é que nos humanizam

    De tempos em tempos, uma joaninha aparece perto de mim. Não importa aonde eu esteja: dentro de um carro, sempre ao meu lado, em uma viagem qualquer; imersa em um centro de cidade, onde esse tipo de vida parece improvável; dentro de casa – apartamento cit

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  • Crônicas

    Nossa vida entre vermes e insetos

    A vida acontece entre o instante em que respiramos aliviados pelo fim de mais uma jornada de estudos ou trabalhos e uma falha na observância dos nossos planejamentos financeiros, estratégicos de vida, de sonhos, de status de relacionamento. A vida acontece lit

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  • Crônicas

    Guizos, cafés e indelével tinta da vida na pele: dia das mães

    2024 revolucionou a minha forma de encarar a vida.O Dia das Mães de 2024, para ser mais precisa. Todos os preparativos — que já eram esperados — estavam engatilhados: as tradicionais flores do campo que o Rodrigo já aguardava o “alô” do papai (semp

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  • Crônicas

    Dons de domingo

    Frestas na janela forrada com tecidos nobres, trilho suspenso, que corre e fica. Luz matinal que avança, intrépida, vaporosa, deslumbrante. É manhã de domingo, os pássaros conversam, uma ou outra garagem desperta, eu também. Alguns dormem. Tantos tomam café, o

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  • Crônicas

    bolhas opacas em sinais de trânsito

    Intuição é um troço engraçado. Às vezes, quando nos deixamos ser por ela guiados, pode dar bom, pode dar samba — ou crônica mesmo [bem melhor, convenhamos, que uma história crônica na bagagem da vida]: […) Sempre se sentava nos assentos dos veículos públicos,

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  • Crônicas

    Lambuza-te da tua fatia de tempo

    Uma casualidade remeteria um leitor comum a uma pizzaria. Embasbacar-se-ia, pois, com o sentido literalmente delicioso de uma plaquinha assim, despretensiosa assim, alocada aleatória ou propositalmente junto a três relógios de paredes com o mesmo design, mesmo

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  • Poesias de 1 a 99

    Poema #02 – Quase noite; foi-se o dia, um dia

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  • Crônicas

    pausas: cotidiano em . p.o.n.t.o.s .

    Bateu. O passarinho no vidro imóvel do topo da porta da varanda. Reflexo de algo ou transparência que não parecia obstáculo? Não se sabe. O barulho foi intenso e assustou a menina, que estava naquela casa, sozinha com seu cachorro. Ambos prestaram atenção, ale

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  • Crônicas

    Quando o tempo para: instantes de giz e asas

    “O mundo não está para a paciência. Mas a paciência está para o nosso bom desenvolvimento humano”. Assim, de costas, com o velho e conhecido giz branco em punho, desenhando símbolos e números e letras contra uma lousa verde, a professora Vida passa

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  • Crônicas

    Caçadores de eclipses

    Chuvas atrapalham planejamentos. Na realidade, chuvas atrapalham expectativas, e estas, nos frustram. [Aqui, chuvas podem se tratar de chuvas. Ou não. Use-a como metáfora, os textos pertencem a quem os lê, no momento da leitura]. Hoje em dia é simples assistir

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  • Crônicas

    Dentro de uma bolsa de pano, tesouras, café e o bom e velho analógico

    Encontrei dona Selma despretensiosamente no refúgio barulhentomde um salão de beleza. Ela tingia os cabelos, eu aguardava a salvação para a franja que cortei – no melhor estilo DIY, “faça você mesmo”, ignorando minha autocrítica, que me advertira,

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  • Crônicas

    Romantismo anárquico

    Cerâmicas bejes, com um rejunte que nem se faz perceber, emolduram 1/4 de circunferência de uma toalha de Natal, assim disposta junto ao chão, em plena manhã nublada de sábado de Carnaval. Uma xícara moldada pretenciosamente orgânica, um falso orgânico, um org

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  • Crônicas

    Chuvas de verão: esquetes de improviso urbanos

    Chove. Uma menina corre em meio aos paralelepípedos e às gotas jovens, excitadas e insistentes. Usa um vestido branco curto, melissas azuis nos pés e cabelos longos e soltos. Corre sorrindo e dizendo “chuva, Pascal, chuva! Casa! Chuva, Pascal, vamos!R

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  • Crônicas

    Anotações sobre rotina e/ou fim do mundo

    Existe um filme premiado em Cannes que conta, de forma incrivelmente poética, o fim do mundo. Sob a perspectiva de choque entre dois corpos celestes, sendo um, a Terra e ‘Melancolia’, o nome do outro, o evento é uma dança de aproximação e afastamen

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  • Crônicas

    Tâmaras, vinho branco e gatos

    Há algumas semanas a bandeja de tâmaras – com caroço, tal qual informava a identidade visual da embalagem – repousava paciente sobre a bancada da cozinha, no aguardo do momento especial que tanto se preparava Theobaldo. Amante de história e das des

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  • Crônicas

    Cento e vinte e duas folhas

    122 folhas caíram sem aviso prévio, de um dia para outro, do Manacá que resiste às intempéries da vida, aos seus altos e baixos, junto a outras tantas plantas, que já somam mais de 4 dezenas espalhadas pelas varandas e cômodos de um apartamento situado em rua

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  • Crônicas

    Rotina há 8 – os meses que passam, mas não se vão

    . ( )… e no silêncio da inexistência, também nutrimos sentimentos vivos: — a presença que não está mais, mas persiste; — lembranças em fotografias, — objetos humanizados: as roupas – que podemos vestir, a qualquer hora, em busca de abraços —, o perfume,

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  • Contos

    Elástico infinito – a natureza e a sua sabedoria

    Um alce, no alto de uma floresta densa, olha para cima, por um momento fugaz. No mesmo instante, ouve-se o murmurar do léxico perceptível – numa onda para nós, humanos, intangível -: e o alce o distingue pelo encontrar das superfícies de uma folha na out

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  • Poesias de 1 a 99

    Poesias de 1 a 99

    #01 – ímpetos de reformulação e atitude . Acendi uma vela, e me veioDe outro planoque não eu, mas era eu, tambémAcender 8o 8, deitado, é o infinito8, em pé, conforme as coloqueitornou-se fogueira O fogo ardeu, ardeu eenquanto eu vivia o momento presenteA

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  • Crônicas

    SEM TÍTULO, dezembro dois mil e vinte e quatro

    Ler – sendo eu o “recheio de um sanduíche” composto pelo conjunto de lençóis praticamente novos, verdes, vacilando entre o algodão 100% liso e o de arabescos geométricos, aroma envolvente de quem acabou de sair da máquina lava e seca -, confo

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  • Crônicas

    A e I; ou:

    Antônia, astuta, a afastar abelhas altivas, alertou Adélia, a angelical, ao avistar Altevo apaixonado. Ambas apáticas, antes apreciavam a aurora anêmica, amarelada, anormal, alva, altíssima: amanhecer acolhedor, animado, adorado! Alargou-se a atenção; a alamed

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  • Crônicas

    Crônica biografia do mundo de hoje

    Tenho sobre a minha mesa de canto all’aperto1 (como gosto de mesclar palavras e expressões das minhas duas línguas de fluência, o português e o italiano, a minha rotina! É uma forma de sintetizá-las numa só coisa, o meu eu real, a configuração amorfa do que so

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  • Crônicas

    PALAVRAS E ARTE

    Mesmo que palavras sejam uma paixão e ferramenta de trabalho, as palavras não são naturais; vejam, me explico. Natural seria o canto dos pássaros e os latidos dos cachorros. Os sons guturais com que nos comunicamos na fase primeira de nossas vidas, o amamentar

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  • Crônicas

    A sucinta e individual força dos Verbos e Substantivos:

    (…) “vence, leva, ‘sai-vitorioso’, fede, terminam, caminham, garantir, levou, votarem, vence,consolida, vence, conquista, foi-eleito, abandonaram, levar, conversam, ‘não-fará’, pede, nega, inclui, deixar” (…) Arizona, estados-chave, eleição; disputa, estado; e

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  • Crônicas

    Flashes, vazios e universos paralelos: Leila

    Em meio a um comercial de televisão de sábado à tarde, coisa que não lhe é por nada usual assistir – excetuando-se as ocasiões em que se encontra à casa de seus pais -, algo que Leila não se recorda ao certo acendeu umas memórias preguiçosas, episódios d

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  • Crônicas

    Nunca iguais, revisitadas

    Assim como as folhas altas nas copas das árvores balançam com o prenúncio de intensas chuvas… tal qual o som de passos ligeiros em direção a um compromisso que estar por iniciar… ou ainda a terceira badalada de uma campainha teatral que, após outra

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  • Crônicas

    Deixe as quinas livres!

    Não é notório o peremptório pacto sobre formas de estrutura de quina nos guarda-corpos (popularmente ditos corrimãos). Deixemos que a liberdade flua por entre as forças físicas que o mantêm firme: deitemos por terra a quina, uma reta majestosamente anacrônica,

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