Campista Cabral

Campista Cabral, leitor assíduo dos portugueses Camões e Pessoa, do poetinha Vinícius, herdou deles o gosto pelo soneto. A condensação dos temas do cotidiano, assim como a reflexão sobre o fazer poético, parece procurar a sua existência empírica ou, nas palavras do poeta, um rosto perfeito, na estrutura do soneto. Admirador e também leitor obsessivo de Umberto Eco, Ítalo Calvino, José Cardoso Pires, Lobo Antunes, do mestre Machado de Assis e do moçambicano Mia Couto, retira dessas leituras o gosto pela metalinguagem, o prazer em trabalhar um espaço de discussão da criação literária em sua prosa. A palavra, a todo instante, é objeto base dos contos e das crônicas. A memória, o dia-a-dia, o amor, as sensações do mundo e os sentidos e significados da vida estão presos nos mistérios e assombros da palavra.
  • Crônicas

    De quando não havia internet

    Você sabia que já existiu uma vida completamente diferente da que temos hoje sem internet? Sim, conseguíamos viver sem internet! O telefone servia simplesmente para que pudéssemos falar com alguém! Falar de fato! Falar diretamente com alguém! Estranho falar co

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  • Crônicas

    Uma crônica fora da lata

    A polêmica no carnaval (entre tantas e recorrentes polêmicas de carnavais e redes sociais) tem a ver com uma lata. Mas não uma lata qualquer, uma lata física e, ao mesmo tempo, metafórica. Coisas de nossos tempos tão absurdos! Não vou explicar o desfile e tamp

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  • Crônicas

    Pierrô e Colombina

    Aquela canção no rádio e os pés e as mãos que batem e se batem. Chão e mesa. Suor e serpentina. Confetes e alegrias. E o moço de pierrô olha para a moça de colombina. E se olham mais até o virar da esquina. Bom, o carnaval chegou e o ano, enfim, começa a parti

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  • Poesias de 1 a 99

    Poema #15: Um Soneto da Lua

    Ainda que sejam versos pequenos…Uns simples versos que sejam ao menos,os ventos os empurrarão no tempoonde serão o eterno consentimento. Toda a lua brilha alta e resplandeceporque deseja muito o amor do mar.Acaricia um instante e depois reflete:é a busca de nu

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  • Crônicas

    Uma Crônica Canina: Entre Cães e Monstros – parte 4

    Em que ponto da nossa trajetória como humanas criaturas vamos nos perdendo de nossa essência?  Em que ponto dessa trajetória viramos bichos, ou melhor, monstros? Há uma semana, um crime brutal ocorreu em Santa Catarina, a violenta e absurda morte do cacho

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    Quando deixamos de ser heróis

    É… Não sei em que ponto e não sei e talvez nunca saiba o momento exato em que deixamos de ser heróis para nos transformarmos em vilões! Não deveria ser assim, mas é… Quando crianças, olhamos nossos pais como nossos heróis, prontos para nos defender! Entr

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  • Crônicas

    Nada de novo no front II

    Começamos mais um ano e notícias de guerra voam pelos ares, atravessam fronteiras e chegam às nossas casas, em todas as casas. A despeito da poesia e da vida, velhos amargurados jogam meninos no campo de batalha e exigem vitória. A despeito do pulso e do pulsa

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  • Crônicas

    A última crônica do ano – amanhã há de ser outro dia

    E terminamos mais um ano. Mais um ano que corre e corremos juntos para não perder a viagem! Empacotamos novos e velhos sonhos para o ano que virá… O mês de dezembro é assim: o último mês do ano é tão apressado, mas tão apressado que parece querer o novo calend

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  • Crônicas

    Uma crônica quase poesia

    Uma crônica leve bem leve. Uma crônica como se fosse um beijo. Isso. Como se fosse um beijo. Uma crônica limpa. Sem manchas de maldade ou de egoísmo. Ambição de conto? Nem pensar! Uma crônica suave e mansa. Dessas que o vento leva de tão leve e descontraída. U

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  • Crônicas

    A Leoa e o menino

    O menino sonha os seus sonhos de menino. Voar, cantar, adestrar leões! A leoa faz o que uma leoa sabe fazer, observar atentamente e esperar o momento certo para atacar, afinal, o que um leão faz de melhor a não ser atacar com precisão a sua presa? O menino foi

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  • Crônicas

    A fome

    Uma mão vasculha alguma coisa que se possa comer no meio do papel, do plástico… Outra mão manuseia as teclas de um computador em um lugar distante e escreve este texto… Alguns olhos procuram nas calçadas e nas caçambas de lixo um alimento qualquer… Em uma esqu

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  • Cães & Pessoas

    Uma Crônica Canina – parte 3

    Um é obediente, calmo, regrado, um gentleman. A outra é impulsiva, agitada, desobediente, uma doida… Um é devagar, sonolento, brincalhão. A outra é rápida em tudo e uma excelente saltadora! Parece um canguru! Ambos são carinhosos e demonstram uma lealdad

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  • Cães & Pessoas

    Uma Crônica Canina – Parte 2

    Bem, voltamos ao tema! Voltamos às quatro patas! Na última crônica escrita, a primeira crônica canina, eu falei um pouco das minhas experiências com cães: Apolo e Baggio. Um vira-lata e um setter irlandês! Depois que Baggio partiu (dezessete anos de muitas bri

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  • Cães & Pessoas

    Uma Crônica Canina – Parte 1

    Como escrever uma crônica canina? Lambidas, olhar pidão, um rabo que tem vida própria e muitas alegrias! É a minha primeira crônica canina! Experiência com cães eu tenho, desde pequeno! Lembro de um dálmata lindo que tive quando era criança! Duquesa! As lembra

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  • Crônicas

    O Rio sangra

    “Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar crianças, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar

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  • Poesias de 1 a 99

    Poema #14: Fluxo

    E vemé frio é poucoe quente e certoincerto é leve é tardee breve e loucosolto é muito é medoe mesmo e igualreal parte e vemvem e parteuma partee vai…

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  • Crônicas

    A procura da poesia

    Ah! Carlitos! Se você soubesse da correria desse mundo! Corremos ainda mais! E não prestamos atenção em quase nada! Acelerados em quase tudo! Sentimos com pressa! Amamos com pressa! Brigamos com pressa! Desviamos com pressa! Olhamos com pressa! Chegamos ao des

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  • Poesias de 1 a 99

    Poema #13: As Naus e o Sonho

    Entre as naus e os sonhos de antesAnterior à memória, objeto estranho…o mar era só… sem os seus navegantes.Calmo, vário e tamanho, As águas, um mistério, um senãoporém, quando teima a criatura humanao desejo insistente instiga a mãoa alcançar tudo,

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  • Poesias de 1 a 99

    Poema: #12: UM LAÇO E UM NÓ

    Um laço e um nóe o engasgo e o silêncioa palavra muda amordaçada e nadado que fizera antes apagao fluxo do poema e da prosae as mãos frágeis do poeta-cronistatentam a todo custo segurar o textoo desejoa insensatez e a loucura e o rio de letrassílabas palavras-

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    Por que falar de amor?

    Por que falar de amor? Por que falar do amor? Tantos versos já eu sei… Versos que foram escritos e vistos e sentidos com bocas e ouvidos, com café ou sem café, mas com açúcar e afeto? Por que falar de amor? Por que falar do amor? Tantas linhas e parágraf

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    Música Brasileira

    Ah! Que saudade da travessia de Milton, das noites com sol de Venturini, do palco de Gil, da construção e das construções de Chico!! O coração aperta com a alegria e as alegrias de Caetano, com as águas de março de Tom e, generosamente, faz lembrar de Madalena

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  • Poesias de 1 a 99

    Poema: #12: Exercício Pessoano

    A chuva veio tomaros meus pensamentose me puxou pelo braço… assim inteiroe já não me sou…deixei de ser…somos e não somos.Várias vozes… absorção.Um senão! E fica a impressãode que a vida se abandonana brevidade acelerada das coisas…

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    Uma crônica para o Luis

    Eu não sei exatamente com quantos anos li pela primeira vez um texto de Luis Fernando Veríssimo. O que sei é que era ainda bem jovem. Um estudante de muitos e muitos anos atrás… Sei também que quando li, não parava de rir e de achar que o texto era simpl

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  • Poesias de 1 a 99

    Poema: #11: REMANSO

    Sem querer descansoUm espantoVoluptuosa correnteSente que é noiteDentro da gente. Sem querer remansoMansoMato verde molhadoSente que é serenoEnluarado. Sem qualquer prantoPronto:Torre de vento e estrelaSabe que é madrugadaNada. Vem molhada de cantoQuer tantoBo

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    O Homem Perverso

    Esta é a história de um homem perverso! Mais um homem perverso… O que há de mais trágico na humanidade é que, de tempos em tempos, sempre um homem perverso assume o controle das coisas!  E, como todos os homens perversos, quer controlar todas as coi

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    Na ponta do lápis

    Na ponta do lápis, o cronista passeia pelo Rio e vê o mar e o barulho do mar. Na ponta do lápis, o cronista espera o sinal abrir para poder atravessar a avenida que corta o Aterro. Os carros são muitos e ligeiros e, ao que parece, ninguém dá muita atenção ao q

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    O dia em que não havia mais nada pra sonhar

    Olhou para o lado e não havia mais árvores… Olhou para cima e, o céu cinza, cheio de fumaça, impedia qualquer ser vivente de ver o sol! Olhou para o outro lado e… não havia mais água! Resolveu caminhar entre pedras e destroços, cascalhos, plásticos

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    Na extrema curva do caminho extremo

    Eu não deveria escrever sobre se a terra é de fato esférica… Eu não deveria dizer o óbvio! Eu não deveria repetir tantas coisas… Eu não deveria escrever e me esforçar para que as pessoas saibam e entendam que o nazismo foi um movimento de extrema d

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    Nada de Novo no Front

    Nada de novo no front. Mais uma guerra… E as guerras não têm nada de bom… E esta crônica, infelizmente, se repete. Mais uma crônica sobre as guerras, quando não se deveria escrever crônicas sobre guerras! Contudo, mais uma vez, preciso escrever que

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    Crônica para Cronistas

    Você que faz crônicas, que olha para a rua, para os rostos, sente o vento e insinua um parágrafo… Você que, no banco de uma praça ou em uma calçada, vê o movimento da vida e escreve… Você sabe o peso de uma crônica? Escrever crônicas é traduzir o c

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