Contrato

  • Poema #08: Contrato

    A palavra dada tem valor
    insuscetível de medir.
    Pode-se apenas estimar o peso
    na palma da mão estendida.

    O corpo intui o preço
    que o verbo não soube exprimir.
    Em troca, a renúncia ao troco
    abrevia o lapso do som ao silêncio.

    No mercado das promessas,
    a confiança é soberana.
    Mas às vezes, submissa,
    flerta com o charme do blefe.

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