Foi o Guimarães quem disse. O Rosa, que não é flor, tampouco cor. Ele disse, eu refleti. Me perdi nas horas, horas longas e não pequeninas, que atravessaram meu corpo, minhas ideias e minhas versões, desde o nascimento. Me descuidei, por um fio, horas a fio, fios de cabelos que ainda não embranqueceram.
E foi neste descuido, chamado felicidade, que os fios de meus cabelos foram abraçados, silenciosa, vigorosa e funcionalmente por uma piranha cor-de-rosa.
Não a ofensa feminicida, não o peixe;
Apenas uma presilha.
E não o Guimarães.
Em tantos segundos misturados, um único observador acima de minha cabeça.
No descuido de não arrumar sequer o cabelo, felicidade.
Devolvo, sob a forma de texto-memória, a piranha que o Gabriel Cardoso me deu, uma escrita criativa registrada no tempo (obrigada!)