talvez uma nota só
surge avulso na meia luz
monótono feito o canto
que se destina a embalar
o teto o chão as paredes
a coreografia do pó
projeta no espaço em branco
o sonho de não morrer
o ritmo é a bolha que estoura
no silêncio da distância
rebate elástico o nó
duelo que prende a resposta
ao mesmo som da pergunta
na teia da repetição
a voz desafia o infinito