Um laço e um nó
e o engasgo e o silêncio
a palavra muda amordaçada e nada
do que fizera antes apaga
o fluxo do poema e da prosa
e as mãos frágeis do poeta-cronista
tentam a todo custo segurar o texto
o desejo
a insensatez e a loucura e o rio de letras
sílabas palavras-peixe e amores brutos
um laço e um nó e o engasgo e o silêncio
a palavra mata
e cala e se cala
afrouxa e aperta
afrouxa e aperta
e joga e rola
e deita e cola
afrouxa e aperta e água
e mais água inundam o ser e o papel
e o espaço e o universo
e a tela fala
aquela fala aquele riso
aquele pranto
afrouxa e aperta
e aperta e afrouxa
um laço e um nó.
Poema: #12: UM LAÇO E UM NÓ
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Poema: #12: UM LAÇO E UM NÓ