Poema #13: As Naus e o Sonho

  • Poema #13: As Naus e o Sonho

    Entre as naus e os sonhos de antes
    Anterior à memória, objeto estranho…
    o mar era só… sem os seus navegantes.
    Calmo, vário e tamanho,

    As águas, um mistério, um senão
    porém, quando teima a criatura humana
    o desejo insistente instiga a mão
    a alcançar tudo, com toda a gana…

    brota na alma um querer
    mais que tudo e muito mais!
    Indo sem ir e vendo sem ver
    do precipício à beira do cais.

    Da imagem fez-se o nobre canto
    do canto nobre fez-se a triste sina
    da sina triste revelou-se, no entanto,
    o mundo de todos, de todos a cisma

    de içar ao alto a mais alta vela,
    cortar as ondas e caminhos abrir
    aos gritos triunfantes da sentinela,
    vendo sem ver, indo sem ir…

    Vendo sem ver, indo sem ir
    A história do tempo mostrou
    Lágrimas, morte, um pesado porvir
    O que figura humana jamais imaginou…

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Desative para continuar