POESIAS DE 1 A 99 POR CAMPISTA CABRAL

  • Poema #15: Um Soneto da Lua

    Ainda que sejam versos pequenos…
    Uns simples versos que sejam ao menos,
    os ventos os empurrarão no tempo
    onde serão o eterno consentimento.

    Toda a lua brilha alta e resplandece
    porque deseja muito o amor do mar.
    Acaricia um instante e depois reflete:
    é a busca de nunca encontrar.

    Como um solitário que ri na estrada
    é toda ela amor…uma imagem vaga,
    tempero de emoções, fogo que estala.

    Sendo certo o errado e não sendo
    a peleja da busca, o contratempo,
    ainda que seja um verso pequeno.

  • Poema #13: As Naus e o Sonho

    Entre as naus e os sonhos de antes
    Anterior à memória, objeto estranho…
    o mar era só… sem os seus navegantes.
    Calmo, vário e tamanho,

    As águas, um mistério, um senão
    porém, quando teima a criatura humana
    o desejo insistente instiga a mão
    a alcançar tudo, com toda a gana…

    brota na alma um querer
    mais que tudo e muito mais!
    Indo sem ir e vendo sem ver
    do precipício à beira do cais.

    Da imagem fez-se o nobre canto
    do canto nobre fez-se a triste sina
    da sina triste revelou-se, no entanto,
    o mundo de todos, de todos a cisma

    de içar ao alto a mais alta vela,
    cortar as ondas e caminhos abrir
    aos gritos triunfantes da sentinela,
    vendo sem ver, indo sem ir…

    Vendo sem ver, indo sem ir
    A história do tempo mostrou
    Lágrimas, morte, um pesado porvir
    O que figura humana jamais imaginou…

  • Poema: #11: REMANSO

    Sem querer descanso
    Um espanto
    Voluptuosa corrente
    Sente que é noite
    Dentro da gente.

    Sem querer remanso
    Manso
    Mato verde molhado
    Sente que é sereno
    Enluarado.

    Sem qualquer pranto
    Pronto:
    Torre de vento e estrela
    Sabe que é madrugada
    Nada.

    Vem molhada de canto
    Quer tanto
    Boca de lua jogada
    Sol quente na estrada

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