POESIAS DE DOMINGO

  • Poema #14: Fluxo

    E vem
    é frio é pouco
    e quente e certo
    incerto

    é leve é tarde
    e breve e louco
    solto

    é muito é medo
    e mesmo e igual
    real

    parte e vem
    vem e parte
    uma parte
    e vai…

  • Poema: #12: UM LAÇO E UM NÓ

    Um laço e um nó
    e o engasgo e o silêncio
    a palavra muda amordaçada e nada
    do que fizera antes apaga
    o fluxo do poema e da prosa
    e as mãos frágeis do poeta-cronista
    tentam a todo custo segurar o texto
    o desejo
    a insensatez e a loucura e o rio de letras
    sílabas palavras-peixe e amores brutos
    um laço e um nó e o engasgo e o silêncio
    a palavra mata
    e cala e se cala
    afrouxa e aperta
    afrouxa e aperta
    e joga e rola
    e deita e cola
    afrouxa e aperta e água
    e mais água inundam o ser e o papel
    e o espaço e o universo
    e a tela fala
    aquela fala aquele riso
    aquele pranto
    afrouxa e aperta
    e aperta e afrouxa
    um laço e um nó.

  • Poema: #11: REMANSO

    Sem querer descanso
    Um espanto
    Voluptuosa corrente
    Sente que é noite
    Dentro da gente.

    Sem querer remanso
    Manso
    Mato verde molhado
    Sente que é sereno
    Enluarado.

    Sem qualquer pranto
    Pronto:
    Torre de vento e estrela
    Sabe que é madrugada
    Nada.

    Vem molhada de canto
    Quer tanto
    Boca de lua jogada
    Sol quente na estrada

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