E vem
é frio é pouco
e quente e certo
incerto
é leve é tarde
e breve e louco
solto
é muito é medo
e mesmo e igual
real
parte e vem
vem e parte
uma parte
e vai…
E vem
é frio é pouco
e quente e certo
incerto
é leve é tarde
e breve e louco
solto
é muito é medo
e mesmo e igual
real
parte e vem
vem e parte
uma parte
e vai…
Um laço e um nó
e o engasgo e o silêncio
a palavra muda amordaçada e nada
do que fizera antes apaga
o fluxo do poema e da prosa
e as mãos frágeis do poeta-cronista
tentam a todo custo segurar o texto
o desejo
a insensatez e a loucura e o rio de letras
sílabas palavras-peixe e amores brutos
um laço e um nó e o engasgo e o silêncio
a palavra mata
e cala e se cala
afrouxa e aperta
afrouxa e aperta
e joga e rola
e deita e cola
afrouxa e aperta e água
e mais água inundam o ser e o papel
e o espaço e o universo
e a tela fala
aquela fala aquele riso
aquele pranto
afrouxa e aperta
e aperta e afrouxa
um laço e um nó.
Sem querer descanso
Um espanto
Voluptuosa corrente
Sente que é noite
Dentro da gente.
Sem querer remanso
Manso
Mato verde molhado
Sente que é sereno
Enluarado.
Sem qualquer pranto
Pronto:
Torre de vento e estrela
Sabe que é madrugada
Nada.
Vem molhada de canto
Quer tanto
Boca de lua jogada
Sol quente na estrada