Sigmund Freud

  • A maldição suspensa sobre a história!

    Nosso mundo altivo com defeitos e qualidades, ainda é o único lugar que possuímos pra ficar e respirar normalmente.  

    Por isso não é possível aceitar um bebê fujão que foi devolvido para a barriga da mamãe, porque achou esse lugar horrível, sendo necessária realização de uma manobra chamada parto reverso. Ele não queria assumir sua responsabilidade em sobreviver aqui fora, porque, ao final das contas, é o que devemos aceitar na chegada aos berros na maternidade. 

    O filme “Bardo, falsa crônica de algumas verdades” é onde se passa essa história maluca, de um bebê que preferiu retornar ao útero de sua mãe, ao invés de se adaptar ao frio recém tocado. 

    Essa é a obra mais pessoal do Mexicano Alejandro González Iñarritu, que já ganhou quatro estatuetas do Oscar. O filme não tem estrutura, ordem cronológica ou lógica, é como um sonho sendo dirigido, onde seu centro é a emoção, e ali foi criada uma autoficção íntima. 

    Assim como essa aventura no parto, o professor de psicologia Christopher J. Ferguson, escreveu no livro “Como a Loucura Mudou a História”, sobre diversas personalidades já bem crescidas, importantes em suas comunidades pelo planeta, que provocaram o mal a seu povo, devido aos seus desvios de conduta e práticas maldosas, culminando na desgraça dos povos a seus pés. 

    As interações, natureza/criação, foram as bases para entender o comportamento de Alexandre o grande, que possivelmente seu avanço furioso para a Pérsia, teria sido explicado por Sigmund Freud como sendo o complexo de Édipo de maiores consequências em toda nossa história. Agia de uma forma que hoje chamaríamos de transtorno de personalidade narcisista, e com a dependência de álcool, desfilava arrogância, temperada a falta de empatia com as necessidades dos outros. 

    Outro personagem com passado marcado de sangue, foi figura carregada de ódio em suas mãos durante seu governo, e assim como o ego frágil não lida bem com o fracasso provável, o Sr. Idi Amin se manteve megalomaníaco, no tempo em que presidiu a Uganda, após um golpe militar em 1971, onde esfacelou mais de duzentas mil pessoas durante seu regime terrorista. Quando criança teve uma relação conflituosa com seu Pai, que o rejeitou, e talvez por isso necessitou praticar um governo inteiramente em torno de si como compensação. Retire a maldição suspensa sobre a história, e ela desaparece, assim como a existência. 

    Idealmente sonhamos que nossos governantes ao chegar no poder, com o povo em suas mãos, pudessem agir como no texto a Kénosis Paulina, onde ocorre a transformação do apóstolo Paulo, ao encontrar-se com Jesus de Nazaré, transmuda seu existir, e com lucidez cristalina, opta por “perder tudo, para tudo ganhar”.

  • Nem um pouco bonito!

    Há uma frase atribuída ao renomado psicanalista austríaco Sigmund Freud que diz o seguinte: “Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”. Embora sua autoria seja discutida — há quem sustente que a frase é da ensaísta canadense Lise Bourbeau, porém, é certo que a declaração atinge em cheio quem tem mania de fofocar.

    É válido ressaltar que fazer fofoca consiste em um hábito socialmente arraigado em praticamente todas as culturas, afinal, somos curiosos por natureza e, consequentemente, interessados na vida alheia. Mas, os fatores nos quais envolvemos, os mexericos, em especial, quando falamos dos outros ou passamos o “disse me disse” adiante, revelam muito a respeito de nosso caráter, nossa personalidade e até como anda a nossa vida. E o que isso mostra, acredite, não é nem um pouco bonito.

    Para Blenda de Oliveira, psicóloga e psicanalista, a maioria das fofocas é tóxica e desrespeitosa porque simplesmente não há autorização de quem é envolvido para passar a informação adiante. “E mais: essa informação às vezes sequer corresponde à realidade. Sabe aquele ditado ‘quem conta um conto, aumenta um ponto?

    Não é apenas nosso valor moral que condena a conduta em falar da vida alheia. Juridicamente a fofoca nos Leva ao cometimento de alguns crimes e nos obriga a indenizar o prejuízo material ou moral que tenhamos causado em razão disso. É o que dizem a Constituição Federal e o Código penal brasileiro.

    Tem gente – e muita! – que parece se interessar mais pela vida alheia, principalmente os “defeitos” dos outros, do que por sua própria vida. E o adjetivo para eles? 

    Aí vão alguns: fofoqueiro, cesta-rota, zizaneiro, gazeteiro, saco-roto, onzeneiro, tagarela, calhandeiro, coscuvilheiro, novidadeiro, chocalheiro, intriguista, bisbilhoteiro, cavaqueador, tesoura, murmurador, mexeriqueiro, assacador de aleives, cavilador, detrator, aleivoso, vilipendioso, mordente, pechoso, vipério, sardônico, insidioso, introsca, enxerido, espora, leva e traz, de língua viperina, fuxiqueiro, futriqueiro, arengueiro, turgimão, porta-novas. 

    Você conhece algum?


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